Motorola Atrix Review
Review


























Unboxing
Sem sombra de dúvidas o que mais chama a atenção no Motorola Atrix é a quantidade de acessórios que o acompanha. O tamanho da sua caixa até assusta, mas mesmo assim ainda parece pequena para acomodar tudo o que vem dentro.

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A Motorola foi muto generosa com os acessórios para o Atrix. Podemos dizer que em termos de acessórios, o Atrix é o smartphone mais completo que já passou por aqui. Para efeito de comparação, o Samsung Galaxy S II, um dos seus maiores rivais, traz na caixa somente fone de ouvido e cabo USB.
Vamos listar abaixo todos os seus acessórios:
- Suporte para o carro, para usá-lo como GPS
- Carreagador para o carro
- Cabo usb
- Cabo HDMI
- Dock multimídia com saídas HDMI e USB
- Controle remoto do dock
- Fone de ouvido
Achou muito? Esses são os inclusos no pacote, há ainda o maior de todos que é vendido separadamente: A lapdock.

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Funções e Materiais
A primeira vista, o Atrix não passam a impressão de ser a máquina potente que é, lembrando de fato o Motorola Defy em uma versão maior. A sensação é de falta algo a mais nele, como talvez alguns detalhes de metal ou alumínio ou um pouco mais de cor. O acabamento é de plástico e na tampa traseira a pintura preta é fosca e com detalhes pintados de cinza.
A tampa da bateria envolve toda a lateral do aparelho, com um encaixe firme e fácil de abrir. Na parte da frente temos a tela de 4 polegadas, a câmera frontal para vídeo chamadas e os quatro botões de toque já padrão da Motorola e dos Androids: Configurações, Home, Voltar e Pesquisa.
Nas laterais temos o conector Micro USB e a saída Mini HDMI de um lado e do outro lado os botões de volume.

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Na parte superior é que de está um dos grandes destaques do Motorola Atrix. Ao invés de um tradicional botão de ligar e desligar, a Motorola prezou pela segurança de dados do usuários e fez um botão que que é também um leitor biométrico. Basta cadastrar suas digitais da mão esquerda e direita e garantir que ninguém conseguirá ligá-lo, a não ser você.

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Dimensões e recursos
O Motorola Atrix não entrou na disputa de celular mais fino como seus concorrentes Xperia Arc e Galaxy S II, mas isso não siginifica que ele seja um elefante gordo. Suas dimensões são as seguintes:17,8 x 63,5 mm x 11 mm - um celular com 11mm de espessura é ainda bem fino.
Como dito anteriormente, ele tem um corpo todo em plástico, o que reflete diretamente no seu peso, de 135g. Para efeito de comparação, o iPhone 4 tem quase o mesmo peso: 134g.
Agora vamos às entranhas do Motorola Atrix. Ele roda em cima de um processador dual core ARM A9 de 1 GHz. Além do processador Tegra 2 da NVidia o Atrix tem 1GB de memória RAM, dando a ele o título de um dos smartphones mais poderosos e rápidos do mercado.

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Vale ser lembrado também que o Atrix, apesar de vir com um pacote de acessórios bem generoso, não vem com cartão SD, mas já vem com memória interna de 16 GB. A maioria dos Androids do mercado ainda tem pouca memória interna, obrigando o usuário a instalar apps no cartão SD, algo que não é necessário no Atrix.
A tela do Motorola Atrix é qHD e tem 4 polegadas. O qHD significa "quarter HD" e se refere a sua resolução: 960 x 540, a maior resolução já vista em um Android.

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Ele também tem a saída HDMI que reproduz vídeos em HD, 720p por enquanto. A Motorola havia prometido que após a atualização para o Android 2.3 Gingerbread ele passaria a reproduzir em full HD 1080p, mas vale ressaltar que o Atrix está sendo atualizado nos EUA e ao que parece a saída continua sendo em 720p. A saída HDMI também serve para conectar o Atrix em seu Dock Multimidia no Lapdock.
Sua câmera tem 5MPx e grava vídeos em HD 720p, com "flash" dual LED.

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Nosso teste
Tudo muito lindo certo? No papel, o Atrix honra o slogan de "melhor smartphone do mundo" ou está bem perto disso, mas será que na prática é tudo isso?

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Vamos começar pela câmera. Se analisarmos os fatos, uma câmera de 5 megapixels com flash dual LED deveria conferir um bom desempenho fotográfico ao aparelho, mas a verdade é que a Motorola não tem a tradição de trazer boas câmeras em celulares.
Com o Atrix não foi diferente. A Motorola parece que simplesmente tirou todo o conjunto ótico dos Milestones e colocou no Atrix. Resumindo, as fotos não se diferem muito das tiradas por celulares de anos atrás de 1,3MPx. Para dizer que ela não é de todo ruim, a câmera é bem rápida, diferente da maioria dos Androids do mercado.
Para filmar as coisas não são tão ruins, a qualidade das gravações em HD, desde que haja boa iluminação, é satisfatória.

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Mas para quem tem muitos amigos e costuma usar as redes sociais o tempo todo, instalar aplicativos dedicados para cada serviço é uma opção bem melhor. Além disso, o MotoBlur costuma deixa o aparelho mais lento. Isso pode ser perfeitamente contornado instalando uma nova interface no Atrix, como o Launcher Pro, ou outras opções que são encontradas no Android Market.
Nosso teste (2)
Com ou sem Motoblur, o Atrix demonstrou ser muito rápido, usando ele até esquecemos que estamos operando um Android, aquele sistema cheio de lags e travamentos. Com ele tudo roda de forma bem fluída e rápida. Então estamos dizendo que ele é o mais rápido do mundo? Não necessariamente. Embora ele seja bem rápido, ainda é mais lento do que o Galaxy S II e o iPhone 4, e velocidade semelhante ao do Xperia Arc, que tem um processador bem mais modesto, de apenas 1 núcleo.
O processador Tegra 2 se destaca também pela sua boa GPU, o que em teoria deveria conferir ao Atrix execelente desempenho gráfico. Estranhamente, quando exigido o trabalho da GPU, até em tarefas básicas como renderizar imagens ou dar zoom em fotos, o Atrix não se sai assim tão bem, com desempenho inferior ao seus concorrentes.
Também realizamos testes com vídeo em HD e por diversas vezes ele engasgou. Esses mesmos vídeos rodaram perfeitamente em um Galaxy S II. No vídeo review vocês podem conferir o Atrix travando, rodando o vídeo lado a lado com o Galaxy S II.

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Por outro lado, quando o assunto são jogos, o o chip gráfico da NVidia faz a diferença, principalmente pelo fato que os melhores jogos para Android hoje em dia são os customizados para chips gráficos da NVidia, que são os jogos da Tegra Zone. Como os desenvolvedores fizeram parcerias com a NVidia, o Atrix e outros dispositivos com esse chip estão com uma certa vantagem frente a concorrência quando o assunto são games. Todos os jogos disponíveis na Tegra Zone funcionam com perfeição no Atrix, são rápidos e os comandos precisos.
Quanto à tela, com resolução qHD, embora no geral as imagens, ícones e fotos ficam mais nítidas que em outros aparelhos, as cores ainda são um pouco saturadas e elas parecem exageradamente vivas (alguns podem achar que isso é um ponto positivo). No geral, quando olhamos bem de perto a tela, dá para perceber que os ícones ficam pixelizados e isso não é comum nos smartphones com tela de AMOLED.
Quanto a sensibilidade do toque, o Atrix ofereceu desempenho semelhante ao do Milestone. Apesar de não utilizar a mesma tecnologia, o toque ainda falha algumas vezes - algo que esperamos que mude e acabe com a atualização para o Gingerbread.
A bateria do Atrix é a mais forte do mercado, com 1930 mAh. Assim ele se torna o Android com maior autonomia que já testamos, aguentando firme 2 dias de uso com Wi-Fi e 3G ligados diretos além de usá-lo várias vezes como GPS e tirar bastante fotos e fazer filmagens em HD.

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Nosso teste (3)
No pacote ele acompanha um dock multimídia com saída HDMI e entradas USB onde você pode conectar mouse e teclado. Ao plugá-lo na TV, ele abre uma interface própria para esse uso. Somando isso a um mouse e um teclado, temos um computador, bem lento por sinal.

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Seria ainda mais interessante se existisse a escolha da imagem da TV apenas espelhar a imagem do Atrix. Ao invés disso, sempre que ele é conectado através da porta HDMI, uma nova interface própria se abre.
Lapdock
Um smartphone que roda Android que se transforma em um Notebook? Isso com certeza é um sonho de muitos geeks, e a Motorola ousou ao anunciar juntamente com o Atrix o acessório chamado Lapdock. Basta você conectar o Atrix no dock atrás do Lapdock para que na tela apareça um outro sistema operacional totalmente diferente (com a interface Webtop) que tem até um barra ao estilo Mac OS X, navegador Firefox e também um aplicativo que simula o telefone caso você receba uma ligação durante o uso.

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Depois de conectado o Atrix com a lapdock, ele se torna um notebook com tela de 11,6 polegadas, teclado emborrachado e touchpad. Na teoria, algo maravilhoso, mas na prática, o Atrix está longe de ser um netbook. Basta abrir alguns aplicativos ou mesmo um vídeo em HD do Youtube para o sistema começar a engasgar e travar. Nos nossos teste, ele travou diversas vezes e depois simplesmente não queria ligar novamente, sendo necessário reconectá-lo na energia para voltar a funcionar.
Notem, não estamos dizendo que a lapdock é ruim, e aplaudimos a ousadia da Motorola em lançar esse acessório, mas ele ainda não é capaz de realizar tarefas com a rapidez que qualquer netbook faria sem dificuldade alguma. Mas se você pretende fazer uma atividade por vez, no máximo duas, ele pode ser bastante útil.
Quem sabe em um futuro próximo com processadores quad-core, um smartphone e uma lapdock possam se tornam um par perfeito.
Avaliação final do Tudocelular.com
Custo - benefício



Embalagem e características





Comodidade




Facilidade de uso





Multimídia





Votação Geral




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