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Cadê a diversidade? Facebook falha em sua meta e a culpa é de pequeno grupo de executivos

11 de janeiro de 2017 2

Supostamente, 2016 era para ser o ano em que o Facebook seria um líder nas práticas de contratação igualitária e mostrar ao resto da indústria de tecnologia, onde impera o preconceito e machismo, uma força de trabalho verdadeiramente diversificada. Para isso, a empresa instituiu um programa de incentivos voltado para trazer mais trabalhadores hispânicos, negros, mulheres e da comunidade LGBTQ.

Até a metade do ano, a empresa apresentou alguns números interessantes, mas ainda assim o programa até agora não funcionou muito bem. Agora finalmente sabemos o porquê, graças a um relato do Bloomberg.

Essencialmente, o problema reside nas práticas de contratação da empresa. O sistema da companhia leva a vasta maioria das decisões finais para um grupo pequeno dos executivos, que favorece sempre o mesmo perfil de candidatos, frustrando os esforços dos recrutadores em alcançar alguma diversidade e igualdade de gênero e etnias.

De acordo com o relatório da Bloomberg, apesar de uma série de candidatos partes de minorias passarem pelo rigoroso processo de entrevista, a decisão final sempre caiu sobre os líderes de engenharia que quase exclusivamente escolhem homens brancos ou asiáticos.

Joelle Emerson, uma consultora de diversidade que ajuda as empresas de tecnologia a tornarem suas contratações mais inclusivas, falou ao Bloomberg sobre o assunto, revelando como funciona o processo de contratação para a rede social. "O fato de que as pessoas estão fazendo horas de entrevistas e, em seguida, entrar em uma sala e, em seguida, falar sobre onde estudaram, parece ser a mais desconcertante perda de tempo", disse ela. A etapa final deve focar em como os candidatos se saem durante o processo da entrevista, disse.

Os líderes, no final, colocam muito peso em métricas convencionais como onde o candidato estudou, onde trabalharam antes e se um funcionário atual do Facebook poderia recomendá-los. Esta prática limitou drasticamente os potenciais funcionários para apenas aqueles que se pareciam, agiram ou cresceram como os funcionários existentes da empresa. Também prejudicou a capacidade dos recrutadores de cultivar uma força de trabalho mais diversificada.

Ou seja, independente dos esforços da equipe de recrutamento por trazer candidatos com maior diversidade, as decisões sempre favoreceram um perfil específico de pessoas que pouco tem a ver com as capacidades dos entrevistados.

Um porta-voz da empresa falou ao Bloomberg com uma negação padronizada, afirmando que o sistema de contratação do Facebook não é sistematicamente manipulado contra candidatos minoritários. "O Facebook recruta de centenas de escolas e empregadores de todo o mundo", disse.

Uma vez que as pessoas começam a entrevistar no Facebook, procuramos garantir que nossas equipes de contratação sejam diversas. Nossos entrevistadores e aqueles que tomam decisões de contratação passam por nosso curso de gestão e continuamos focados em melhorar nossa capacidade de contratar pessoas com diferentes origens e perspectivas.

Apesar disso, o programa de incentivo da empresa não está funcionando. Nos últimos dois anos, o Facebook aumentou apenas a contratação de mulheres em relação ao que havia em 2014, muito embora em 2015 o aumento tenha sido ridiculamente pequeno. Em abril de 2016, foi anunciado que finalmente mulheres recebem o mesmo salário que homens dentro da empresa, mas infelizmente as conquistas param por aí. O número de negros e hispânicos contratados pelo Facebook continuam inalterados.

Estudantes negros e hispânicos constituem 6% e 8% dos graduados de ciência da computação, respectivamente, mas ainda representam apenas 3% e 1% da força de trabalho global do Facebook.

O problema reside, como sempre, nos níveis superiores da administração do Facebook. Este foi o mesmo obstáculo que foi constatado com as tentativas do Facebook em controlar a venda de armas de fogo através de seu site no ano passado. Apesar do apoio esmagador da comunidade de usuários da rede social e engenheiros, os esforços foram frustrados por um pequeno grupo de gerentes liderados pelo diretor de engenharia, Chuck Rossi.

Conseguir "candidatos à diversidade" contratados no Facebook se provou ser uma luta tão grande que muitos dos recrutadores pararam de tentar, e voltaram às suas estratégias habituais, de acordo com os relados dos próprios recrutadores ao Bloomberg.


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