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Meizu MX4

Review
Custo - benefício
Embalagem e características
Comodidade
Facilidade de uso
Multimídia
Votação Geral
Introdução e unboxing

A Meizu apareceu no Brasil, mas de uma forma bem diferente do que qualquer outra empresa concorrente no mundo dos smartphones. No lugar de abrir um escritório em terras tupiniquins e iniciar suas vendas, a marca chinesa pegou carona na ideia maluca de alguns brasileiros, que resolveram que era interessante enfiar um monte de porcaria como acessórios e colocar o MX4 no meio, como "cérebro" do conjunto completo. O resultado é um aparelho extremamente caro, nada competitivo e que vem com mais acessórios do que você quer, ou precisa. Ele é o mesmo MX4 que está lá fora, traduzido de forma bem porca e com o mesmo MediaTek MT6595 octa-core, acompanhado de 2 GB de memória RAM e 32 GB de memória interna.

A caixa é enorme e a empresa brasileira faz questão de deixar o nome Meizu o mais apagado possível, colocando o tal "Vi" na frente e justificando o investimento altíssimo. Nela temos o smartphone em uma espécie de livro (sem qualquer tradução da embalagem, o que deixa claro a falta de trabalho na hora de "tropicalizar" o dispositivo. Todas as dicas de uso estão em inglês), fone de ouvido e cabo de dados USB no melhor estilo "mamãe, quero ser Apple!", cabo OTG e HDMI, uma bateria externa que faz as vezes de um teclado virtual iluminado por laser (coisa do futuro, mas que não funciona da forma como aparenta funcionar), um pendrive que vira um hotspot Wi-Fi para acesso dos dados (depende de energia para isso, que pode vir de uma porta USB qualquer), carregador de tomada e um aparelho chamado Vi Cast, que é uma cópia do Chromecast, só que com menos funções, maior e mais desengonçado.

Ok, este monte de acessórios seria bacana como produtividade, da forma como a Vi apresenta, mas falha miseravelmente ao ser inferior e mais caro do que um conjunto de, por exemplo, um LG G4 (que é muito superior ao MX4 em todos os pontos) + teclado bluetooth + Chromecast + bateria externa da Asus ou Xiaomi (ambas contam com o dobro de energia, quando comparadas ao Vi Center) e utilizar a nuvem para compartilhar arquivos.

Parte externa

O MX4 daqui é exatamente o mesmo modelo que é vendido lá fora, o que significa que temos um corpo que é tem muito de sua inspiração na Apple e nos iPhones mais recentes, só que com curvas e plástico, no lugar do metal e ângulos mais retos - até mesmo a protuberância da câmera traseira está por aqui! Na frente está uma tela IPS LCD de 5.36 polegadas, com resolução de 1920 x 1152 pixels, densidade aproximada de 418 pixels por polegada, proteção de Gorilla Glass 3 e que ocupa aproximadamente 75,5% da frente do aparelho. Algo que a Meizu fez por aqui e que está longe de ser cópia da Apple (ainda bem!) é a finura das bordas, que fazem com que a tela vá até o máximo possível das laterais. Ainda na frente está a câmera frontal de 2 megapixels e um botão inicial sensível ao toque, bem no meio e que é iluminado - ouviu, Asus?

Do lado esquerdo ficam os botões de controle de volume, com o liga/desliga em cima e que divide espaço com o microfone secundário e entrada para fones de ouvido. Abaixo está o alto-falante e, junto dele, a porta microUSB e o microfone principal. A traseira é feita em plástico muito bem encaixado e que aparenta ser uma peça única. Nele temos a câmera de 20.7 megapixels e dois LEDs para flash - em dual-tone, que corrige problemas do flash estourando a cor do rosto das pessoas.

Abrindo a tampa traseira está a bateria (que não é removível) de 3.100mAh, que é capaz de durar um dia e meio de uso moderado - consegui terminar o primeiro dia com aproximadamente 20% de energia restando, o que é suficiente para começar o segundo e seguir algumas horas, antes do smartphone desligar tudo por falta de carga - o que é frustrante para alguém com mais de 3.000mAh. Ainda por aqui está a única entrada, que é para chip da operadora e no padrão Micro-SIM. Não há qualquer possibilidade de expandir a memória interna, com cartões microSD.

Dimensões, pegada e peso

Por mais que o MX4 conte com tamanho avantajado, as bordas finas e as laterais levemente curvadas ajudam na pegada, que fica ainda menos desconfortável por conta da traseira áspera e feita em plástico - escorrega bem menos do que metal ou vidro. O conjunto inteiro é bastante bonito e é mais fino do que você imagina. Ele vem com 14,4 centímetros de altura, por 7,5 centímetros de largura e 0,8 centímetro de espessura, tudo isso somado aos 147 gramas de peso total. Estes números revelam um smartphone que encaixa bem até em mãos pequenas e que não faz muito volume em um bolso mais apertado.

Desempenho do Android

Debaixo do capô há um conjunto da MediaTek, com um chip MT6595 rodando oito núcleos assíncronos (podem rodar de forma independente e desligar os que não são necessários no momento, o que resulta em uma ótima economia de energia), em 1.7 GHz, sendo quatro de 64 bits e outros quatro de 32 bits. A GPU é uma PowerVR Rogue G6200 e há 2 GB de memória RAM, trabalhando junto de 32 GB de memória interna - sem possibilidade de expansão e que liberam aproximadamente 22 GB para o usuário. O desmepenho geral me pareceu satisfatório, sem engasgos ou travamentos mesmo quando estava com cinco apps abertos ao mesmo tempo.

A interface de usuário é diferente de tudo que você conhece no Android e fica próxima do que você vê em aparelhos chineses: não há menu de aplicativos e a área de configurações foi severamente alterada - ao ponto em que muita coisa mudou de lugar e a busca pelo recurso não é nada intuitiva. O nome desta interface é Flyme 4.0, que roda acima do Android 4.4, e ela chega ao nível da MIUI quando olho para design, com cores bem chapadas e que combinam com o fundo e todo o restante do aparelho. Uma das mudanças que mais me incomoda é que notificações aparecem no topo do aparelho, mas apenas como alguns ícones e o conteúdo é um mistério até que você puxe a barra. Isso significa que quando você recebe uma mensagem, só vai saber de quem é ou qual é o texto, quando puxar a barra. Ah, além disso, o ícone para uma mensagem de texto ou para a atualização de um app no Google Play é o mesmo - é ruim, já que você sabe que tem uma notificação, mas não sabe o que é. Ah, um extra: não é possível instalar um launcher extra, o que te deixa preso eternamente no Flyme - ponto extremamente negativo, Meizu!


A tradução da interface para o português está quase que completa, o que é inaceitável para uma empresa como a Vi, que jura ter passado meses com o aparelho em mãos e que, segundo eles, "tropicalizou" muito do dispositivo. Os problemas com idioma começam quando você abre o pacote e encontra tudo em inglês, depois liga o aparelho pela primeira vez e ele está em inglês novamente. Quando seleciono o idioma na lista para trocar tudo, há dois "Português". Pensei logo que seria o português europeu e o brasileiro, certo? De certa forma sim, mas em ambos o nome de tela é ecrã (ecrã: tela em português de Portugal). Por fim, em alguns apps a tradução ficou de fora, como no de vídeos onde há "manage video folder" no lugar de "gerenciar pasta de vídeo", ou então no gravador de voz, que é chamado aqui de "recorder". Até mesmo o gerenciador de arquivos recebeu péssima atenção, deixando o nome do app em "documento" - eu esperava, ao ler "documento", que o app fosse algo como um editor de textos e não um gerenciador de arquivos.


Olhando para o lado bacana das coisas, há alguns gestos que ajudam na vida do usuário e que são bem conhecidos por quem já brincou com alguns Lumias, aparelhos da LG ou Zenfones: gestos na tela. Dois toques ligam o display, passar o dedo de cima para baixo com a tela desligada exibe notificações, passar de baixo para cima desbloqueia o aparelho e segurar o botão central por mais de um segundo desliga o display - eu esperava que isso fizesse aparecer uma lista de apps abertos, mas não.

Ah, se vocês gostam de benchmarks, aqui vão três deles:

Jogos

Uma das coisas que mais me surpreendeu neste aparelho é seu poder de fogo. A GPU foi capaz de rodar praticamente qualquer jogo que eu testei e tudo no máximo, sem qualquer engasgo e ainda com alguns apps no fundo. Testei o Asphalt 8, Real Racing 3, Modern Combat 5 e Mortal Kombat X, que rodaram sem travamentos e engasgos e com todos os gráficos na melhor das opções. Só notei alguma queda na taxa de quadros por segundo do Real Racing 3, quando estavam mais de seis carros na tela e ao mesmo tempo. De resto, ele roda qualquer jogo que você quiser e ainda roda muito bem.

Câmera

Outro ponto que chama atenção por aqui é a câmera e seus 20.7 megapixels, mas que infelizmente não é reproduzido na qualidade final das fotos e muito menos na experiência de fotos. O app que gerencia a câmera é bastante completo, conta com modo de câmera lenta em 120 quadros por segundo, leitor de códigos de barra (e códigos QR também), a possibilidade de tirar uma foto e retrabalhar o foco mais tarde, modo panorâmico, modo embelezador e até um modo manual, onde é possível controlar abertura do obturador, ISO, compensação de exposição e foco - senti falta do controle de balanço de branco. Tudo seria perfeito, se não fosse um detalhe: a câmera é lenta. Lenta ao ponto de que qualquer foto com HDR precisa ficar fixa no ponto de fotografia por mais de dois segundos, ainda mais se você tirar foto com ambiente noturno.

Outro ponto que me desagradou é que a lentidão na hora de tirar fotos resulta em imagens com objetos duplicados, quando você utiliza o HDR - algo comum em aparelhos de dois anos atrás, não de hoje. Este problema é sério quando lembro que qualquer concorrente direto do MX4 faz o mesmo, mas não deixa este "efeito fantasma".

Olhando para a galeria acima, você pode notar que as fotos com boas condições de luz contam com detalhes bem visíveis, mas que somem quando você aproxima a imagem de seu tamanho real. Há um trabalho pesado de pós-processamento que torna tudo uma pintura à óleo, principalmente em fotos noturnas. Neste segundo exemplo, de fotos com baixas condições de luz, o trabalho de pós-processamento não é suficiente e acaba exibindo granulado demais.

Pontos fortes e pontos fracos

Pontos fortes

  • Desempenho de ponta, suficiente para brigar entre os topo de linha
  • Interface bonita e com pouquíssimos apps pré-instalados
  • Tela de alta qualidade e bordas bem finas
  • Custo não é muito alto (lá fora)

Pontos fracos

  • Vir por importadora é péssima ideia
  • Muitos acessórios que não são tão úteis assim, encarecem muito o smartphone
  • Câmera traseira é lenta, lenta demais na hora de fotografar
  • Interface está traduzida pelas metades, com erros e bugs

Avaliação final do Tudocelular
Custo - benefício

Seria um ótimo smartphone, com hardware de ponta e que brigaria de frente com muito high-end, mas a Vi pecou ao colocar um monte de coisa no pacote e deixar o aparelho tão caro quanto um iPhone. É mais barato (e melhor) levar um G4, por exemplo, com o Chromecast, um teclado bluetooth, bateria externa (aquela da Asus, que tem o dobro de energia e custa R$ 98) e um pendrive que pode ser acessado via porta microUSB. Seria uma compra bem mais inteligente.

Embalagem e características

Muita coisa desnecessária e que não faz bem seu papel. O teclado virtual falha muitas vezes, a bateria conta com pouca energia, o Vi Cast é inferior ao Chromecast e o único que consegue salvar é o Drive. O plástico que envolve isso tudo demonstra baixa qualidade no material e o conteúdo impresso da caixa do smartphone está totalmente em inglês.

Comodidade

Aparelho é confortável nas mãos, principalmente pelas bordas bem finas.

Facilidade de uso

Interface Flyme é confusa ao trocar muitos itens dos locais onde ficam no Android, além de mostrar ferramentas de forma nada intuitiva.

Multimídia

GPU trabalha muito bem com o processador e lida com qualquer jogo pesado.

Votação Geral

Se você tem os R$ 3 mil para este pacote, repense o aparelho e os acessórios. Dá pra pegar um smartphone mais potente e acessórios superiores, gastando menos.

Video

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