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1.490

Samsung Galaxy A9

Review
Custo - benefício
Embalagem e características
Comodidade
Facilidade de uso
Multimídia
Votação Geral

O TudoCelular testou o Galaxy A9, um dos primeiros smartphones com câmera quádrupla do mundo, para saber se o conjunto numeroso entrega, realmente, boas fotografias e grava bons vídeos. Também testamos, claro, a experiência do intermediário em desempenho, bateria e outros quesitos.

E aí, será que o aparelho, que chegou por mais de três mil reais e hoje pode ser encontrado a menos de dois mil, vale a pena atualmente? É o que vamos descobrir.

Design

De certa forma, o design do Galaxy A9 2018 antecipou a linha Galaxy A 2019, ao menos na parte traseira - onde encontramos o conjunto quádruplo de câmeras, destaque do marketing desse modelo. O acabamento em vidro confere elegância dos modelos mais caros, e a Samsung já adotou aqui o efeito degradê, que deixa esse modelo na cor rosa que recebemos bem bonito.

Além dessa cor, o A9 pode ser encontrado no Brasil em modelos preto ou azul, este segundo também com o efeito degradê. A parte frontal ainda não tem o famigerado recorte na parte de cima, e segue o estilo dos Galaxy do ano passado, com tela dezoito e meio para nove e bastante bordas. Na superior, além da câmera frontal, tem um flash também para as selfies com pouca luz.

Outro fator que antecipa um pouco as mudanças da linha A é a organização dos botões físicos. Os de volume já estão no lado direito, e não no esquerdo como nos acostumamos a ver nos aparelhos da sul-coreana. Na outra lateral, que tem acabamento metálico, foi incluído um botão para a Bixby, porque sim.

O A9 ainda tem conector USB-C e P2 para fone de ouvidos na parte de baixo, e em cima tem a gaveta de chips com espaços para dois nano SIM e mais um micro SD

Desempenho e jogos

O Galaxy A9 teve muito foco nas câmeras e pouco se falou no hardware. É um intermediário premium, com plataforma da Qualcomm de dois anos atrás que ainda entrega boa experiência. O Snapdragon 660 dentro do aparelho ainda é auxiliado por nada menos que 6 GB de memória RAM, e a Samsung oferece 128 GB de armazenamento interno.

E comprovamos isso tanto nos resultados de benchmarks - veja os resultados abaixo - como nos testes práticos. Nosso tradicional teste de abertura de aplicativos demorou apenas um minuto e um segundo, ficando um pouco atrás apenas do Vivo X21 com o mesmo chipset e à frente de outros como o Mi Note 3, Zenfone 4 e Mi A2, todos testados por aqui já.


Quanto aos jogos, testamos alguns títulos bem recentes da Google Play Store e o aparelho se saiu muito bem. Alcançamos taxas máximas de quadros no Asphalt 8 (travado para 30 fps), Modern Combat 5 e Subway Surfers, e os outros jogos, Injustice 2 e PUBG Mobile, rodaram com fluidez satisfatória.

Tudo dentro do esperado. Dá para jogar a maior parte dos títulos até mais pesados, sempre com boa fluidez, apesar de às vezes precisar sacrificar um pouco os gráficos.


Mídia e recursos

A tela AMOLED de 6,3" tem bom aspecto, sem serrilhados e boa calibragem de cores. O brilho máximo é bem forte e o mínimo é bem suave, então o aparelho é bom para usar tanto embaixo da luz do sol como em ambientes escuros.

E aí chegamos ao primeiro grande defeito. O alto falante tem qualidade bastante baixa, ainda mais para um dispositivo premium. Não é só abafado, o áudio é bem ruim mesmo.

Em recursos, o dispositivo chegou ao mercado com o Android Oreo, mas já foi atualizado para o Pie, com a OneUI. Não tem muita diferença em recursos de software para os topo de linha da Samsung, incluindo a presença da assistente virtual Bixby e seu botão exclusivo, que pode ser reconfigurado para outra coisa.

Ah sim, apesar de ser um smartphone premium da Samsung, o A9 não tem certificação IP68, então é bom tomar um cuidado extra com água perto dele.

Bateria

O desempenho é bom, os recursos não faltam. Mas e bateria? Quem olha para a carga, vai achar que o A9 não dá conta. São 3.800mAh para uma tela grande e uma plataforma não muito econômica.

Fizemos nosso tradicional teste de uso e… deu trabalho. Foram 19h44min de teste, empatando tecnicamente com o S10 Plus, que tem 300 mAh a mais de carga. Entre os aparelhos com o mesmo hardware, só o Mi Note 3 superou o tempo do A9.

O tempo de recarga também é bom. Com o carregador padrão que vem na caixa, cronometramos uma hora e meia cravada para ir de zero até cem por cento.

Em resumo, é carga para mais de um dia e pouco tempo na tomada. O conjunto ideal.

Câmeras

O conjunto quádruplo de câmeras traseiras foi o grande destaque no lançamento do Galaxy A9. Mas sabemos bem que número não é sinônimo de qualidade. Por isso a gente testa os aparelhos, não é mesmo?

E esse é um daqueles dispositivos que promete muito e não entrega tanto. Claro, com boa iluminação dá para tirar boas fotos com os três sensores - o quarto é só de profundidade, para o efeito de desfoque no modo retrato.

O zoom é de apenas duas vezes, mas já te ajuda a se aproximar um pouco do objeto. E até ajuda na hora de fazer cliques em macro. A lente ultra grande-angular também tem boa qualidade com iluminação ideal, com 120 graus, contra 77 graus da lente principal - também wide.

O problema é com pouca luz, como na maior parte dos smartphones hoje em dia. A ultra-wide é praticamente uma negação nesse cenário. A lente zoom ainda dá para o gasto, enquanto a principal dá conta do recado em alguns casos, mas já tem bastante ruídos.

O sensor de profundidade é razoável, mas erra um pouco nos recortes de áreas mais difíceis mesmo com a câmera dedicada. Dá para usar as fotos em redes sociais sem problemas, e você ainda pode ajustar o nível de desfoque mesmo dias depois de tirar a foto, mas a promessa era de algo bem mais preciso do que a entrega.

As selfies costumam ser o ponto alto do conjunto de câmeras na linha A. Com pouca luz, decepciona. Era de se esperar uma evolução maior depois de tanto tempo. Com boa iluminação, o de sempre: embelezamento forçado e exagerado. Samsung sendo Samsung.

E o A9 é o primeiro smartphone intermediário da Samsung a captar vídeos na resolução 4K, e entrega qualidade aceitável. O áudio fica um pouco baixo, mas é bem limpo.

Vale a pena?

O Galaxy A9 não vale os R$ 3.200 sugeridos em seu lançamento. Hoje em dia, você já pode encontrar esse modelo por pouco menos de R$ 2.000 no varejo, o que já fica interessante. É quase o preço de um Moto G7 Plus, com mais hardware. Talvez se a Samsung não tivesse colocado tanta câmera aqui dentro, pudesse oferecer um preço mais animador.

O dispositivo no geral é bom. Entrega boa fluidez, bateria com ótima duração, recursos interessantes. Peca demais no áudio e o conjunto de câmeras acaba virando ponto negativo pelo marketing todo que o envolve. Não chega a ser ruim, mas também não é tão bom assim.

Pontos fortes

  • Autonomia de bateria
  • Desempenho fluido
  • Gaveta com espaço para dois cartões nano SIM e um micro SD

Pontos fracos

  • Áudio mono e abafado
  • Conjunto de câmeras não entrega o que promete
Avaliação final do Tudocelular
Custo - benefício

Não vale o preço de lançamento. Atualmente, já pode ser encontrado por quase metade do valor anunciado, e aí fica interessante.

Embalagem e características

Caixa elegante, com acessórios bem organizados. O fone de ouvido podia ser melhor.

Comodidade

Aparelho foi lançado às vésperas do anúncio do Galaxy S10. Para um modelo premium, podia já ter um pouco mais de inovação para melhorar a pegada.

Facilidade de uso

Interface da Samsung é simples e fácil de aprender a usar. E a OneUI evlouiu bem em comparação com a Samsung Experience.

Multimídia

A tela é ótima, mas o alto-falante é péssimo. Para quem usa sempre um bom par de fones de ouvido, ok. Quem depende da saída de som do próprio dispositivo, sofre.

Votação Geral

Um bom aparelho que acabou ficando escondido pelo pesado marketing no conjunto de câmeras - que é mais promessa que qualquer coisa. O preço também assustou de início.

Video

Onde Comprar

As melhoras ofertas para o Samsung Galaxy A9