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3.799

Sony Xperia Z5 Premium

Review
Custo - benefício
Embalagem e características
Comodidade
Facilidade de uso
Multimídia
Votação Geral

A Sony, em seus últimos lançamentos, colocou uma janela extremamente pequena entre um aparelho e seu sucessor. Esta janela chega aos 4 meses de vida, que entrega ao menos três smartphones todo de linha por ano - contra um por ano, da maioria das marcas concorrentes. Um deles é o Xperia Z5 Premium, que é apenas uma versão modificada do Xperia Z5, com tela de resolução quatro vezes superior. Será que esta tela de tanta resolução realmente justifica o preço gourmet? É o que vamos descobrir nas próximas linhas.

Introdução e unboxing

Além da tela de maior resolução e traseira com acabamento diferente, a caixa do smartphone também mudou e ficou literalmente mais gourmet. Ela deixou de ser um papelão espalhado pela mesa e agora está mais compacta, com todos os acessórios separados por caixas e em uma organização que nem a Apple (que já separa acessórios fisicamente, há anos) consegue chegar perto. Temos por aqui o celular, cabo de dados USB, fone de ouvido intra auricular, carregador de tomada e manuais de instruções.

Parte externa

Do lado de fora você consegue ver pouco na parte de diferenças entre o Xperia Z5 e este modelo. O que muda, de fato, é o tamanho (o Z5 Premium é maior) e a traseira, que deixa de ser fosca e adota um visual já manjado e mais antigo dos aparelhos Xperia. As bordas continuam com acabamento em metal, com plástico nos cantos para absorver impactos e espaço para o SIM card, junto do cartão de memória, na mesma bandeja. Do outro lado está o leitor de impressões digitais no mesmo botão de liga/desliga, botão específico para a câmera e controles de volume - que poderiam ser maiores, ou com uma textura que indique com facilidade se você está aumentando ou diminuindo o volume.


Acima fica a entrada para fones de ouvido, microfone secundário e, lá pra baixo, temos a porta microUSB e também um pequeno buraco para fixar a alça para não deixar o smartphone cair das mãos. A traseira é em vidro que ama marcas de dedos e divide espaço entre o flash LED e a câmera de 23 megapixels. Como estamos com um aparelho que aumentou de tamanho e perdeu a traseira fosca, que também era áspera, voltamos para uma sensação tradicional da linha Xperia de smartphones: o celular deixa bem claro que vai escorregar, mesmo em uma superfície lisa. O aparelho é desconfortável por ser reto em todos os pontos, grandes e escorregadio.

A tela é onde fica um dos maiores pontos deste aparelho, já que a própria Sony resolveu romper a barreira do 2k (ou 1440p) e foi direto para 4k (ou 2160p) em um display de 5.5 polegadas. A densidade é absurda de 806 pixels por polegada, com uma resolução que mal vemos nas telas grandes das TVs da sala (estes televisores ainda são caros demais) e que já está na palma da sua mão. A principal pergunta que eu me fiz quando usei o Xperia Z5 Premium foi: o que muda de uma tela 2K (que está em quase que todos os celulares mais caros de hoje em dia) para uma tela 4K? A resposta, depois de uma semana de uso, é: apenas a quantidade de pixels.


Sério, nada muda em foco da qualidade e sequer o próprio Android sabe lidar com tudo isso de resolução. Nativamente não há suporte para telas 4K no sistema operacional móvel do Google, muito menos aplicativos e jogos que foram criados com este número grande de pixels num espaço tão pequeno. Em grande parte do uso cotidiano você verá uma tela 1080p (a mesma do Xperia Z5), com alguns momentos de upscalling (tecnologia que pega uma resolução menor e aumenta para algo maior, tentando perder o mínimo de qualidade possível) para parecer tudo lindo. O resultado é que você continua com a mesma resolução do Xperia Z5 quase que em todos os momentos, salvo quando você coloca um vídeo já em 4K no celular (o YouTube tem vídeos em 4K, mas não envia esta resolução para o smartphone) ou quando filma com o próprio aparelho. Fora isso, seu 4K fica apenas no aviso da tecnologia da embalagem. Sério, é um 4K "não verdadeiro" e que pouco será utilizado.

A Sony não tem como reproduzir o tempo todo 4K por uma questão simples: a bateria será sugada em pouco tempo, já que você sobrecarrega o hardware para exibir quatro vezes mais pixels do que no Xperia Z5, que tem exatamente o mesmo processador, velocidade, GPU e quantidade de memória RAM. Não seria boa ideia colocar tanta resolução extra, sem aumentar o hardware e sem ficar preparado para maior consumo da bateria. A qualidade de cores é a já manjada pelos usuários da Sony, que entrega boa reprodução, nível de contraste bem bacana e os benefícios das engines da própria fabricante, que já utiliza tudo isso lá nas TVs.

A bateria fica logo abaixo da tampa traseira e oferece apenas 3.3430 mAh, que é pouquíssimo para uma tela de tanta resolução, mas que faz bem o trabalho por justamente não existir conteúdo em 4K sendo exibido o tempo todo. Em nossos testes, foi possível ficar com o aparelho ligado por 12 horas e o teste completo, com todos os detalhes do consumo, você encontra clicando aqui.

Desempenho do Android

Se você colocar o Xperia Z5 e sua variação Premium, olhando apenas para o lado de dentro, vai certamente confundir os dois aparelhos. Os dois rodam um Qualcomm MSM8994 Snapdragon 810 com quatro núcleos rodando em 1.5 GHz, junto de outros quatro em 2.0 GHz, GPU Adreno 430, 3 GB de memória RAM e 32 GB de memória interna, com a possibilidade de adicionar mais 200 GB em um microSD externo. Como o Snapdragon 810 é conhecido por esquentar a cabeça demais, há no Xperia Z5 Premium o mesmo projeto de dissipação de calor que existe em seu irmão de tela mais humilde, que significa que ele não vai fritar ovos em poucos minutos de uso, mas também significa que esquenta mais do que seus concorrentes diretos.


Como a resolução 4K não fica ativa o tempo todo, o desempenho é basicamente o mesmo que já vi lá no Xperia Z5. Isso significa que há hardware de sobra para rodar vários aplicativos ao mesmo tempo e jogos bem pesados. Cheguei a deixar quase que tudo do meu cotidiano aberto no fundo, o que soma aproximadamente 15 aplicativos e as animações continuaram sem engasgos, sem travamentos e sem demonstrar que alguns aplicativos precisaram recarregar o conteúdo ao voltar para a tela. É o que se espera de um Snapdragon tão poderoso.


O Android que roda aqui é exatamente o mesmo do Z5. Ele está em sua versão 5.1.1, com planos para futuras atualizações e com a interface já utilizada pela Sony para outros smartphones - chamada de Xperia UI. Há uma quantidade ainda grande de aplicativos pré-instalados (ainda maior se você comprar o celular em uma operadora, que coloca um caminhão de lixo em forma de aplicativos próprios), alguns da própria Sony como alterações para galeria de fotos, player de música e de vídeo, junto de outros de parceiros da marca nipônica, como Spotify, Facebook, OfficeSuite, File Commander, AVG e três aplicativos específicos para a PSN. Felizmente um grande número de apps pode ser deletado sem problemas.


Da lista que falei, há alguns aplicativos bem bacanas e que ajudam no seu cotidiano. Um deles é o TrackID, que permite identificar a música que está tocando (nos moldes de apps como Shazam e Soundhound), além da presença do Lifelog, que sabe bem como gerenciar seus exercícios e até te mostra como que você estava quando usou certo app - ele sabe, por exemplo, quanto tempo do seu dia você passou jogando, ou andando de carro, ou mesmo utilizando o Instagram.

Se você é amante de números em benchmark, seguem alguns resultados:


Jogos

Como estamos com um aparelho de tela 4K e que não utiliza resolução 4K em quase nada (olhem as screenshots acima, baixem o arquivo e vejam a resolução em que foram registradas. Todas em 1920 x 1080 pixels, quatro vezes inferior aos 3840 x 2160 pixels do 4K), o desempenho fica no mesmo patamar também para jogos. Rodei Real Racing 3, Mortal Kombat X e também o pesado Dead Trigger 2, sendo que em nenhum dos jogos citados notei qualquer dificuldade na exibição de detalhes. Todos estavam com os gráficos no máximo e sem qualquer economia neste ponto.

É seguro afirmar que o Xperia Z5 Premium vai rodar qualquer jogo do Google Play por alguns meses, quase que mais de um ano, sem problemas de hardware defasado depois de certo tempo.

Câmera

A Sony tende a ser uma das melhores empresas para processadores de imagens, tanto que vende seu conjunto para outras concorrentes como Apple e até para a Samsung, que coloca nos melhores smartphones da linha Galaxy. Infelizmente a mesma Sony que mandou muito bem no Galaxy S7, não acerta a mão em seus próprios smartphones. Não que as fotos da câmera de 23 megapixels sejam ruins, mas que elas perdem para seus principais concorrentes. A reprodução de cores, detalhes e tratamento no pós-processamento são bons, mas não no mesmo nível que vi no G4 e no S7, por exemplo.

Nas fotos com boas condições de luz o resultado é próximo dos outros smartphones da mesma categoria, mas em fotos noturnas há um exagero de granulação. Pontos de luz mais solitários, também em fotos noturnas, tendem a estourar a cor e deixar pouca informação para o usuário.

Enfim, é uma sensação de "eu esperava bem mais de um celular tão caro".

Pontos fortes e pontos fracos

Pontos fortes

  • Design é bastante elegante
  • Snapdragon 810 não aquece tanto como no Z3+
  • Pode mergulhar em até 1 metro de profundidade por 30 minutos de água doce
  • Leitor de impressões digitais é veloz e preciso

Pontos fracos

  • Caro, caríssimo, caro demais!
  • Bateria abaixo da autonomia de seus concorrentes
  • Tela 4K não é bem 4K
  • Já falei que é caro?
Avaliação final do Tudocelular
Custo - benefício

Cobrar R$ 4,7 mil em um smartphone com tela 4K, que sequer exibe 4K em 90% do tempo, é jogar no consumidor um valor que não reproduz o que o smartphone realmente faz. O Xperia Z5 faz exatamente as mesmas coisas e custa em média R$ 1,7 mais barato. É o suficiente para comprar o Z5 e um Moto X Style, com apenas o dinheiro do Xperia Z5 Premium.

Embalagem e características

Tudo muito bem organizado, sem espaço desnecessário que costuma aparecer em caixas de outros Xperia.

Comodidade

Aparelho grande, sem curvaturas e escorregadio nas mãos. Nada confortável, mas sim, é bonito.

Facilidade de uso

Xperia UI é simples de entender, sem abarrotar de apps iguais fazendo a mesma coisa.

Multimídia

Vai rodar tudo que você quer, mas o processador pode ficar de cabeça quente.

Votação Geral

Você precisa ler com atenção as linhas sobre a tela, onde falo que o 4K não aparece sequer em 90% do tempo que você terá com o aparelho. No restante, ele é exatamente a mesma coisa que o Z5, só que custando R$ 1,7 mil mais caro. Não vale, nem de longe, a compra. Se você é amante da Sony, de verdade, leve o Z5 e ainda dá pra comprar uma TV grande com o que sobra, ou outro smartphone para dar de presente. Ou então é pura economia, para ter exatamente a mesma qualidade de aparelho, só que com pegada mais confortável. Definitivamente o Xperia Z5 Premium foi um péssimo lançamento da Sony.

Video

Onde Comprar

As melhoras ofertas para o Sony Xperia Z5 Premium