LOADING...
Faça login e
comente
Usuário ou Email
Senha
Esqueceu sua senha?
Ou
Registrar e
publicar
Você está quase pronto! Agora definir o seu nome de usuário e senha.
Usuário
Email
Senha
Senha
» Anuncie » Envie uma dica Ei, você é um redator, programador ou web designer? Estamos contratando!

Mi Band 4: tela colorida impressiona, mas novas funções não valem o upgrade | Análise / Review

08 de agosto de 2019 31

A Mi Band 4 foi lançada há cerca de dois meses com a missão de manter o legado de bons wearables da Xiaomi e o mesmo custo-benefício das gerações anteriores, que faz das pulseiras a primeira experiência de muitos consumidores com dispositivos vestíveis. E a estratégia foi bem sucedida, já que vendeu 1 milhão de unidades em apenas oito dias.

O dispositivo chega ao mercado com algumas adições em relação à geração anterior, como display colorido, uma gama maior de watchfaces e controle de músicas direto na tela da pulseira. A dúvida que fica é: esses novos recursos compensam o upgrade para a pulseira recém-lançada? E para quem não tem uma smartband da Xiaomi, vale a compra?

Apenas uma observação: o modelo adquirido pelo TudoCelular é a versão global, que não conta com NFC como a versão chinesa. Vale destacar que o método para pagamentos na variante oriental não é o Google Pay.

Design

A Mi Band 4 mantém as mesmas dimensões de altura e largura da Mi Band 3, o que é uma boa notícia para quem possuía esse modelo, já que será possível aproveitar as pulseiras da geração anterior, que podem ser encontradas com facilidade online por preços interessantes. A grande mudança está no display: sai um preto e branco de design simples e chega uma tela colorida repleta de possibilidades.

Como primeiro grande ganho com a mudança está a adição de um gráfico de porcentagem de bateria, pelo menos na watchface padrão, algo ausente na sua irmã mais velha, que só mostra algum aviso de bateria na tela inicial ao notificar que é hora de carregar.

Outra mudança está no botão. No lugar da cavidade na área inferior de Mi Band entra um contorno circular menor, mais discreto e no mesmo plano da pulseira. A Mi Band 4 também tem cantos menos arredondados, optando por uma tela mais "reta", como se uma tela Edge desse lugar à flat. Isso, somado à tela OLED, dá ao dispositivo um toque semelhante ao de smartphones.

Comparada ao modelo anterior, é possível dizer que a Mi Band 4 visivelmente mais alta, ou espessa. Outra alteração está no conector para carregamento, que sai do canto inferior para a parte traseira da pulseira, o que tira a possibilidade de usar o carregamento da versão anterior.

A outra mudança trazida com a tela colorida está na possibilidade maior de customização do modelo através de watchfaces. Há três possibilidades na pulseira, mas, nativamente no app Mi Fit, há ainda cerca de 77 outras telas que podem ser sincronizadas facilmente pelo aplicativo. É possível ainda colocar modelos criados por terceiros, via upload ou por apps que fazem o processo e podem ser encontrados com facilidade nas lojas de aplicativos.

Watchfaces podem ser mudadas de forma simplificada
Funções

A Mi Band 4 é uma pulseira inteligente e, por mais funcionalidades que tenha, não consegue fazer frente a smartwatches mais completos. O modelo mantém as funções principais de sua antecessora, como rastreador de sono e batimentos cardíacos, modo de esteira e exercício, cronômetro, acesso às notificações do celular, clima e medidor de passos.

Como novidades, estão o modo de natação, caminhada, ciclismo e corrida externa que podem ser ativados diretamente na pulseira. A Mi Band 4 tem suporte a até 50atm, o equivalente a 50m mergulhando com ela. Assim como o modelo anterior, a smartband não possui GPS, sendo necessário o apoio do Mi Fit para atividades que necessitem de cálculo de distância, como corrida externa. A notícia boa é que o app consegue fazer o trabalho tal qual os melhores aplicativos para corrida e caminhada.

Controle de músicas está entre as principais novidades da Mi Band 4

Outra novidade é uma tela de bloqueio, que funciona travando a tela após um período de inatividade, com a necessidade de deslizar o display para poder utilizar. Há ainda um sensor de bloqueio que pede uma senha numérica quando a Mi Band está fora do pulso. É possível também controlar o brilho da tela diretamente no dispositivo. Vale destacar que, mesmo com a tela bloqueada, é possível ver as informações da tela inicial, como horário e passos dados.

Um ponto que vale destacar é que a experiência de leitura de notificações, especialmente de mensageiros, ficou muito mais confortável nessa versão – assim como a previsão do tempo, uma das vantagens da tela colorida e do tamanho pouco maior do display Mi Band 4 e sua maior quantidade de pixels.

Há uma nova tela – Status – que combina informações gerais, como passos dados, distância percorrida calorias gastas e alertas de inatividade recebidos.

Usabilidade

Usar uma Mi Band 4 não é uma tarefa difícil e, mesmo sem muita experiência no uso de smartwatches, é possível se adaptar a ela com facilidade. Boa parte das funções extras passa pelo Mi Fit, que pode ser usado tanto em smartphones Android ou iOS. Após fazer o pareamento – e receber duas ou três atualizações de firmware – a Mi Band 4 já mede passos, batimentos cardíacos e tudo mais automaticamente.

Para quem possui os modelos anteriores, ela guarda os dados registrados nos gadgets. A única má notícia é que haverá perda da quantidade de passos dados no primeiro dia de uso, porque o aplicativo não soma os passos dados com a pulseira anterior.

A Xiaomi prometeu melhoria nos sensores para a Mi Band 4 e, o que se vê, é que a quantidade de passos medidos pela pulseira é diferente da versão anterior. No primeiro dia de testes, utilizando os dois modelos, foi possível observar uma diferença de mais de 100 passos a mais para a pulseira lançada neste ano. Vale lembrar que a medição da pulseira não é precisa e não tem efeitos médicos, valendo apenas como referência.

Marcador de passos apresenta diferenças de um modelo para o outro

Toda a interface da Mi Band 4 está em inglês, mas mesmo aqueles que não estão familiarizados com o idioma conseguem utilizá-la, já que os ícones ajudam na identificação e há apenas seis grandes grupos de funções, facilmente identificáveis.

A má notícia sobre usabilidade fica justamente no seu principal novo recurso. O controle de músicas não pode ser acessado durante um exercício, já que a pulseira trava na aplicação e o botão home só pode ser utilizado para pausar a atividade.

Nos exercícios, não é possível utilizar o controle de músicas
Mi Fit

O Mi Fit é o mesmo aplicativo utilizado em pulseiras, relógios, tênis e demais gadgets conectados fabricados pela Xiaomi e está disponível em português. Para utilizá-lo, é necessária uma conta Mi (Facebook, Google ou WeChat) e, na sequência, o acesso é liberado.

Ele oferece gráficos de sequência de sono, batimentos cardíacos, treinos realizados, há ainda a possibilidade de encontrar amigos, definir metas, registrar comportamentos e, o principal, configurar a interação entre app e pulseira.

Com um pouco de paciência, é possível configurar uma série de ações e usar o wearable como uma extensão do smartphones para alertas simples e atividades físicas. A interface é simples e utiliza especialmente o Bluetooth para a conexão.

Bateria

Talvez esse seja o ponto mais surpreendente do novo modelo. Por ter as configurações de uso salvas, com medição de batimentos cardíacos a cada 30 minutos, uso na esteira três ou quatro vezes por semana e mais horas de tela, por conta do teste, a expectativa é de que a bateria da Mi Band 4 descarregaria com menos de uma semana de uso, tal qual acontecia na Mi Band 3.

O que se viu, contudo, foi uma autonomia realmente surpreendente. Em sete dias de uso, a bateria descarregou apenas 33%, projeção que permite acreditar que o número de 20 dias de carga, prometido pela Xiaomi, se assemelha ao meu uso.

O carregador é diferente da versão anterior, cobrindo toda a lateral da pulseira e, embora produtores de conteúdo tenham conseguido recarregá-la sem tirar da pulseira, o processo não é recomendável.

Conclusão

Talvez a principal conclusão sobre a Mi Band 4 é que sua antecessora é uma ótima pulseira, com boa gama de funções pelo preço cobrado – hoje com valores a partir de R$ 119 – e o lançamento da Xiaomi manteve o que há de melhor na anterior, adicionando poucas funções - que mesmo assim fazem despertar o interesse por ela.

A tela colorida e pouco maior é o principal atrativo desse modelo que, combinado com as watchfaces adicionadas pela Xiaomi ou por terceiros, deixa a anterior com visual obsoleto. A possibilidade de controlar músicas e seu volume diretamente no app é oura adição bem-vinda.

Contudo, essas são as únicas novidades trazidas com o modelo atualizado - o que não é, necessariamente, uma má notícia. Porém, talvez só essas funções não justifiquem a compra da Mi Band 4 para quem já tem uma Mi Band 3 e, para quem não possui nenhuma pulseira, o modelo lançado no ano passado pode satisfazer.

Para quem tem uma Mi Band 3, vale trocar para o modelo mais recente?

Pouco depois do lançamento, já é possível encontrar a Mi Band 4 por preços próximos a R$ 200 com facilidade (o valor não conta frete e eventuais taxas). O preço é o mesmo praticado pela Mi Band 3 no início do ano e, para a quantidade de recursos que oferece, é bastante acessível.

A Xiaomi, como o TudoCelular adiantou em julho, deve realizar evento ainda em agosto para lançar sua nova pulseira inteligente e, até o momento de lançamento dessa análise, pouco se sabe sobre preços do dispositivo, mas a tendência é que supere os R$ 200 cobrados pela Mi Band 3 na loja da Xiaomi. Contudo, por valores acima de R$ 250, talvez a compra não faça tanto sentido.


31

Comentários

Mi Band 4: tela colorida impressiona, mas novas funções não valem o upgrade | Análise / Review

OnePlus 6 e Redmi Note 5 entram na lista dos 15 aparelhos mais radioativos

Huawei no Brasil fará diferença? Positivo fecha trimestre no vermelho

Samsung Galaxy J7 Pro ou Motorola Moto G5S Plus? Comparativo TudoCelular ajuda a escolher

Ranking TudoCelular: gráficos com todos os testes de desempenho e autonomia até junho