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Huawei FreeBuds 3i: melhor cancelamento de ruído por menos de R$ 1000? | Análise / Review

22 de fevereiro de 2021 0

A Huawei bem que tentou voltar ao Brasil apostando alto em 2019, mas sofreu com as sanções dos Estados Unidos e com a proibição de fazer negócios com o Google, e isso afetou sua atuação no Ocidente e, fora da China, o foco passou a ser em wearables e produtos de conectividade, como roteadores e modems.

E foi assim que, no final do ano passado, a gigante chinesa trouxe o FreeBuds 3i, versão mais focada em custo-benefício do fone TWS top de linha, que não tem a letra i no final. E na análise a seguir você confere se vale investir no modelo da Huawei.

Design

A primeira coisa que qualquer pessoa repara ao olhar o fone da Huawei é o seu longo cabo, muito maior do que a maior parte dos modelos que contam com esse design. Para quem não está acostumado, é uma diferença sensível, já que o cabo fica a quase 1cm da ponta da orelha, e torna o acessório impossível de não ser notado. Mas há uma explicação para isso, que é a presença do segundo microfone externo, que fica mais próximo da boca e capta melhor o som.

Há uma segunda diferença, quando se compara o modelo ao seu irmão maior, o FreeBuds 3: esse conta com uma borrachinha que transforma o modelo em intra-auricular. A empresa manda borrachas de diferentes tamanhos, e elas ajudam no cancelamento de ruído passivo, isolando o usuário do ambiente. A posição em que a borracha fica colocada ajuda a fixar o fone no ouvido de forma segura e dificilmente, mesmo em atividades físicas que exigem grande movimentação, o fone cairá do ouvido.

Esses fatores fazem do Free Buds 3i um fone grande para a sua categoria, tanto que o estojo também segue a mesma linha, e ele é fundamental para fornecer até três cargas de bateria ao modelo. Ele é construído em plástico brilhante e consistente, contando apenas com o LED indicador de energia na parte frontal e a entrada USB-C na traseira, ao lado do botão físico que abre o modo de pareamento. O logotipo da Huawei fica na parte de cima do estojo.

Indo para o fone em si, ele é todo preto, com apenas a ponta cromada. Na parte que fica dentro do ouvido estão a borracha, um dos microfones e os dois conectores. Do lado de fora está o microfone e a área de touchscreen, o cabo e sua ponta, que conta com o outro microfone.

Aplicativo dedicado

Ao ligar o fone ele já aparece disponível para o pareamento, e basta conectá-lo ao celular para começar a usar. Mas, para quem prefere, É possível usar o app Huawei AI Life, disponível para Android e iOS, que fornece informações sobre a bateria, as configurações de Bluetooth, permite personalizar os atalhos de toque na tela e atualizar o firmware. O aplicativo serve ainda para controlar outros dispositivos da empresa, como roteadores.

O que sentimos falta nessa análise é a possibilidade de personalizar a equalização do som. Obvio que isso condiz com seu posicionamento, de ser um fone focado em custo-benefício, mas seria uma função bem-vinda. Por outro lado, o app permite personalizar ou ainda ajustar o cancelamento de ruído ativo ou até mesmo desliga-lo, o que vai impactar positivamente na bateria.

Para quem possui um smartphone da Huawei, o pareamento é automático. O próprio celular reconhece o gadget e inicia o pareamento com apenas um toque. Mas como a Huawei esteve ausente do Brasil durante muito tempo e os únicos modelos vendidos oficialmente nos últimos anos foram o P30 Pro, Pro Lite, Y9 Prime e Nova 5T, a maior parte das pessoas vai usar o pareamento via Bluetooth mesmo.

Por falar em Bluetooth, por mais que o padrão seja o 5.0, o sistema é semelhante ao de modelos mais baratos, como os Redmi Airdots, em que um fone recebe as informações e transmite para o outro. Seu irmão mais potente conta com modo duplo, em que cada fone recebe a informação individualmente. Isso não afeta propriamente a experiência de uso, mas quem deseja um fone para ficar pareado automaticamente em dois dispositivos não vai conseguir neste modelo.

Experiência de uso

Por não ter como personalizar a equalização de som, o FreeBuds 3i opta por uma configuração equilibrada de som. Isso quer dizer que ele não conta com um grave marcante ou agudo com assinatura, preferindo um som que agrade à maior parte das pessoas. Então, não espere por um fone para audiófilos. Mas há um lado positivo, que é o equilíbrio tonal que não decepciona em batidas mais fortes, como músicas de hip-hop, trap ou samba-enredo e se mantém agradável em batidas mais médias e agudas, como nos casos de pop, samba e MPB. Mas não, o som não impressiona.

O que impressiona, contudo, é o cancelamento de ruído. A combinação entre cancelamento passivo (construção) e ativo (software) faz do FreeBuds 3i o melhor cancelamento de ruído de sua faixa de preço. Em nossos testes caseiros e em área externa, a sensação de imersão e cancelamento bate até mesmo modelos mais badalados, como o Galaxy Buds Live.

Em casa, era possível ouvir música e sequer saber que havia pets brincando, TV ligada ou ligações telefônicas acontecendo enquanto usava. Fora de casa, é possível ainda ouvir barulhos mais altos, mas aquele som padrão da rua fica isolado. De acordo com a Huawei, o FreeBuds 3i é capaz de isolar sons externos em até 32dB1.

Microfones também são outro ponto positivo, pois trabalham muito bem para que, se o usuário desejar, o som externo entre no ouvido e permita perceber outros sons, o que é importante para atividades físicas externas, por exemplo, ou para ouvir quando falam contigo em algum lugar. Em chamadas de áudio e vídeo, a voz fica clara e em boa tonalidade. Outro ponto que merece destaque é o alcance do Bluetooth, maior que outros modelos já testados por aqui, sem sofrer com a interferência de paredes.

Por outro lado, pelo fato de a área de toque ser pequena, houve algum período de curva de aprendizado para saber exatamente onde tocar para pular ou pausar uma faixa. Falta aqui um controle de volume de mídia diretamente no fone, algo que existe em modelos da Pamu, como o Slide Mini, que testamos no ano passado.

Bateria

A Huawei promete 3,5 horas de autonomia para os fones que, somadas às 14h30 da caixa, fornecem uma autonomia suficiente para usar no transporte durante o deslocamento entre casa e trabalho ou escola. Em nossos testes, conseguimos ter uma autonomia semelhante à que a Huawei promete.

Com o cancelamento de ruído ativado, a bateria drenou em pouco mais de três horas, e o número chegou próximo de quatro horas com o recurso desligado. Com cerca de 1h de carga foi possível carregar completamente estojo e fone.

Conclusão

Não é exagero dizer que o FreeBuds 3i oferece um dos melhores cancelamentos de ruído ativo para um fone com preço inferior a R$ 1000 no Brasil. E isso por si só já faz dele uma das melhores opções de compra de sua categoria. Seu som não é algo marcante, mas é muito bem equalizado e honra o padrão da Huawei.

Mas é aí que entra o ponto: esse conjunto cobra um preço alto, se considerarmos que o fone é um acessório que complementa a experiência de um celular, tablet ou qualquer outro gadget mais caro. Se considerarmos que há concorrentes competitivos em faixa de preço menores e que oferecem até mais funções que ele, como o Galaxy Buds Plus, facilmente encontrado por valores até inferiores a R$ 500, a Huawei mais uma vez se vê em uma posição difícil.

São muitos pontos fortes e apenas três pontos fracos destacáveis, como a falta de equalização, de controles de volume no próprio fone e o preço, mas este último pode atrapalhar demais o desempenho de vendas. Mas para aqueles que veem no cancelamento de ruído ativo um item fundamental e não querem investir em modelos de Sony e Bose e não querem migrar para o modelo on-ear, o Huawei Freebuds 3i é uma das melhores opções disponíveis.

Prós e contras
Cancelamento de ruído ativoDesign e construçãoAlcance do BluetoothQualidade de microfone em chamadas
Falta controle de volumeFalta equalização de somPreçoCabo grande e pouco confortável
Ofertas

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