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Usina de Vendas confirma OPPO A77 no Brasil e conta o que esperar de parceria | TC Entrevista

14 de setembro de 2022 2

No final de julho deste ano, a OPPO confirmou a vinda ao Brasil de maneira oficial. Agora, no começo de setembro, mais detalhes foram confirmados, tais quais a estreia com o celular Reno 7 e as parcerias com Vivo e Amazon para as vendas. Outro ponto importante está no acordo com a Usina de Vendas para distribuição dos produtos no país.

Para saber mais sobre este lançamento, o TudoCelular conversou com o CEO da Usina de Vendas, Marco Palma, que deu novas informações sobre a chegada da marca chinesa ao mercado nacional.

Um dos principais destaques está na confirmação em primeira mão do OPPO A77 no Brasil. O intermediário é o segundo smartphone garantido para desembarcar no país. Segundo Marco, ele ficará disponível com um pouco de atraso em relação ao estreante OPPO Reno 7, porém todas as unidades já estão embarcadas.

O A77 estava homologado na Anatel desde julho deste ano, assim como o Reno 7 e o A57. Contudo, este último não foi garantido pelo CEO da empresa distribuidora.

Já em relação às companhias responsáveis pelas vendas, a escolha por uma operadora e uma varejista se deu para manter uma política inicial com “os pés no chão”, visto que a disponibilidade de unidades neste primeiro momento estará mais limitada.

No entanto, nada impede que, para o próximo ano, a lista de lojas contempladas para vender os produtos da OPPO seja ampliada. Em outras palavras, não há qualquer termo de exclusividade com Vivo e Amazon para a comercialização dos aparelhos da chinesa.

Estes e outros detalhes da entrevista com o CEO da Usina de Vendas, você pode conferir na entrevista na íntegra, logo abaixo em texto ou no player acima em vídeo. Aproveite também para comentar conosco quais são as suas expectativas quanto à vinda da OPPO ao Brasil de maneira oficial.

História da Usina de Vendas

“A Usina de Vendas é uma distribuidora de produtos de mobilidade, diga-se celulares, wearables, produtos conectados como modens e também informática. A gente trabalha com linhas de notebooks, monitores e projetores. A Usina de Vendas começou as atividades de distribuição no finalzinho de 2017. Somos hoje a distribuidora de tecnologia mais jovem do Brasil, pensando na especialidade de celulares. O nosso público principal são varejistas, passando por mercado corporativo e eventualmente ações dirigidas a consumidor.”


Marco Palma

CEO da Usina de Vendas

Como começou a parceria com a OPPO?

“É uma longa história. A OPPO está monitorando o mercado brasileiro há mais de um ano. Eles começaram um trabalho de survey no ano passado, procurando entender o cenário brasileiro em todos os sentidos. E isso não é fácil. Principalmente quando a gente fala de tributação. O Brasil é um país único no mundo em termos de tributação, e isso para quem trabalha em uma economia, apesar de bastante regulada, mais simplificada no ponto de vista tributário – como é o caso dos chineses – e expande ao redor do mundo dentro de uma estrutura muito diferente da que se encontra no Brasil, então [leva um tempo]. O trabalho deles passou por isso, para entender primeiro essa questão tributária e o que impacta em preços no Brasil, bem como as características do mercado consumidor brasileiro, passando por quem faz o atendimento online e offline, operadoras e distribuidores. Ao longo desse período que eles fizeram essa pesquisa de mercado e entendimento, nós tivemos algumas reuniões com eles inicialmente, até que fechamos a parceria este ano. Há um entendimento mútuo que nós podemos servir para eles tão bem quanto eles para nós, uma vez que ambos somos empresas jovens ainda no mercado, que já é maduro, entendendo o de smartphones principalmente. E daí as sinergias que a gente pode encontrar em comum, justamente pela juventude das empresas e pela disposição de trazer algo diferente para o mercado.”

Objetivos com a vinda da OPPO

“A OPPO tem como objetivo global obviamente o crescimento. Isso também no Brasil. Nos mercados em que ela iniciou o trabalho recentemente, já tem posição de destaque, estando entre os TOP 3 ou TOP 5 na sua maioria. Em alguns mercados, ela já briga pela liderança. Está bem próximo a isso. Então, inferência minha, eles vêm para o Brasil entendendo que têm um espaço de crescimento grande e querem brigar pela continuidade. O principal que eu vejo deles e que nos motivou a assumir essa parceria é justamente o interesse deles de colocar um pé no Brasil de uma forma definitiva. Não ser mais uma daquelas marcas que entram e saem, ou deixam o consumidor a ‘ver navios’ depois que compram um produto. Ou mesmo o canal de vendas desabastecido. E isso é o que, para mim pessoalmente, deu bastante segurança para assinar com eles. Eles vêm com uma intenção, maior do que a participação de mercado, de permanecer no mercado brasileiro. Independente da situação econômica, política, tributária que possa atingir o Brasil. Essa é a principal mensagem.”

OPPO A77 confirmado

“O A77 eu posso confirmar, porque ele já está embarcado para o Brasil. Qualquer outro modelo, e a OPPO tem uma vasta gama de produtos, inclusive com 5G. Que é uma dúvida que a gente já tem respondido para alguns: ‘pô, mas espera aí, a rede 5G está sendo instalada, a OPPO tem grandes aparelhos 5G, e por que está lançando com 4G?’. Isso parte de uma estratégia mais conservadora deles, inclusive em relação a preços e portfólio de produtos, de começar mais devagar. Mas a intenção, pelo que deixam claro, é internacionalizar esse portfólio o mais breve possível. Trazer para o mercado brasileiro as novidades que têm lá fora o quanto antes. Obviamente, há um teste de marca que eles querem fazer. Uma preocupação deles em não errar e trazer o produto certo, no momento certo. Dentro das pesquisas de mercado, eles entenderam que o Reno 7 é o produto para ser o flagship de lançamento, ainda que não seja tão novidade assim no mercado internacional.”

Disponibilidade do A77 após o Reno 7

“Ele deve ter um pequeno atraso na estreia, mas já chega praticamente junto. Não tenho detalhes de datas ainda para dizer, mas a gente está trabalhando para tirar os atrasos relacionados a transporte da China para cá, que ainda são produtos importados. Tem questão de liberação alfandegária, uma série de coisas que pode impactar nas datas. Já estão embarcados, a caminho, e em breve estarão aqui no mercado. Bem antes talvez do que a gente possa imaginar.”

Expansão no varejo brasileiro

“Isso é definido a quatro mãos, pela própria OPPO conosco. No primeiro momento, há uma limitação do número de peças disponíveis para o mercado brasileiro, daí a oferta mais restrita a apenas dois parceiros comerciais. A OPPO está com uma alta demanda global de produtos. Tem a questão de ‘shortage’ envolvendo alguns componentes, que dificulta um pouco uma produção maior, uma liberação de um volume maior de peças para o Brasil. E daí a opção por apenas dois players no início. É algo bem ‘pé no chão’, bem concreto, para que seja feito um lançamento que não crie expectativas e depois frustre o consumidor pela falta de produtos. Mas, para 2023, a gente já tem a possibilidade de abertura, até pelo aumento da oferta de produtos, para o nosso mercado. Temos conversas com outras operadoras, outros varejos. Enfim, é uma marca desejada, que o consumidor espera há um tempo que venha para o Brasil. Então, é natural que haja essa abertura de canais.”

Parceria com a OPPO afeta as demais?

“Tem dois lados aí. O desconforto de uma marca que chega e vem para brigar por uma parcela de mercado sempre existe. Se eu falar que não, é mentira. Um mercado que é competitivo, como esse mercado de celulares, qualquer grande player relevante, como é o caso da OPPO, causa sim um ‘buzz’ na sua chegada. Do nosso lado, o que a gente oferece para os nossos parceiros. Nós temos parcerias com outras marcas, também relevantes no mercado, tanto local quanto global, mas nós sabemos operar bem as necessidades de cada marca. Dentro do nosso escopo de trabalho, apartamos cada operação dentro da Usina de Vendas, de forma a manter a confidencialidade entre elas, apesar do mesmo teto. Desta forma, a gente consegue trabalhar da melhor maneira possível, atendendo o máximo dos requerimentos possíveis de cada fabricante. Dentro desse sentido, eu creio que a gente sempre conseguiu fazer um bom trabalho. E a OPPO é mais uma marca que a gente agrega ao nosso portfólio.”

Cenário atual do mercado brasileiro

“O mercado de smartphones no Brasil está com uma alta demanda reprimida. Desde 2014 até este ano, o mercado vem em uma queda contínua. E ao mesmo tempo, isso é fruto de crise econômica, de uma série de fatores que influenciaram no nosso mercado nos últimos anos. E, no meu entendimento pessoal, a gente tem essa demanda reprimida pelo tempo de vida útil do aparelho. Um celular, por melhor que seja, vai ter uma obsolescência ou de sistema, ou de algum componente, ou de processador – que hoje vem sendo bastante notado com novas aplicações do smartphone. E com isso, versus a situação econômica global, que limita o poder de compra do consumidor, a gente tem o consumidor com menor poder aquisitivo e custo mais alto de financiamento. Neste sentido, eu acredito que a gente já chegou ‘ao fundo do poço’. Não vejo como o mercado teria como encolher mais do que o número que a gente deve fechar este ano, considerando o mercado total de smartphones no Brasil. E não dá para abrir mão do smartphone mais. Esse é o ponto que nos leva a apostar ainda em novas parcerias e no mercado brasileiro de celulares. Nós vemos consumidores que estão com aparelho com tela quebra, com aplicativo que não está rodando bem. E a demanda é cada vez maior. E não tem classe social para isso. Atinge a todos de uma forma que, quem tem uma condição financeira melhor, consegue trocar o produto; quem não tem, vai usar até ‘esgoelar’ o produto, vai buscar o mercado de usados, mas é limitado pela baixa oferta. Ou seja, vai chegar uma hora que o mercado volta a crescer.”

Otimismo pós-eleições

“Aqui na Usina de Vendas, nós somos muito otimistas em relação à situação econômica brasileira, que a gente tende a melhorar com eleições. Seja qual for o resultado, a partir do momento que se sai da dúvida de quem vai assumir a presidência, ou permanecer, o cenário se torna mais claro, e a situação da população, de potencial de consumo, deve dar uma melhorada. E o celular é algo que está presente na vida do brasileiro de uma forma indissociável. A pandemia mostrou isso, quando a gente estava confinado. E o fim do confinamento mostra mais ainda. A gente vê pessoas com o celular defeituoso, ou com mal funcionamento, se virando nos 30 para fazer uma tarefa que depende do celular. Ou seja, na primeira oportunidade que a pessoa puder trocar esse celular, ela vai fazer. E isso volta a realimentar o mercado. Então, é dentro desse contexto que a Usina de Vendas trabalha e que a gente aposta em uma retomada de crescimento de mercado e de novas oportunidades para todos.”

Expectativas para o futuro

“Em relação a isso, a OPPO vem para ficar. A gente olhando o portfólio internacional, vemos que tem um caminho imerso de crescimento. E isso naturalmente vai abranger o mercado brasileiro. O posicionamento de preços da OPPO não é exatamente a marca mais barata do mercado. Eles vêm para brigar por uma faixa intermediária para avançada, com produtos que agregam valor ao seu custo. Isso quer dizer que o brasileiro pode esperar é que a OPPO vem para ficar e para competir pelo mercado. O quanto ela vai conseguir ser bem-sucedida em um curto ou longo espaço de tempo, aí o número de variáveis é imenso. É difícil dizer alguma coisa. O mais importante é entender que eles estão preparados para ficar no mercado, independente do que aconteça, a OPPO é presença no mercado brasileiro a partir de agora.”

Preocupação com pós-venda e suporte

“Primeiro, no mercado brasileiro existe uma demanda reprimida. E a maior preocupação nossa, como distribuidor, é fazer uma cadeia ponta a ponta de abastecimento. Trazer um produto que vá atender a necessidade do consumidor. Esse produto está nas mãos das pessoas o tempo todo. Ele pode quebrar, pode dar defeito, tem ‘n’ situações. E o mais importante que eu vejo para o consumidor neste momento de dificuldade que a gente passa, principalmente o de baixa renda sente mais, é tomar cuidado para não trocar o certo pelo duvidoso, não em relação à marca, mas ao modelo de compra. A expectativa de preços de produtos dentro do mercado oficial é um pouco mais alta do que no mercado paralelo – o ‘mercado cinza’ –, que é um problema que a gente vive no mercado brasileiro, devido à questão tributária. Por outro lado, tanto no ‘gray market’ quanto no mercado oficial, o celular não é algo barato. É algo que é relevante para a vida das pessoas. Então, a origem do produto é muito importante nessa hora. Porque dela vem a segurança do pós-venda, do investimento feito pelo consumidor, que aquele produto tendo algum tipo de problema, ele vai ter a assistência do fabricante. Seja ele quem for. E todos os fabricantes já estabelecidos no Brasil – e a OPPO vem para se juntar a esse time – dão assistência total ao consumidor quando necessário, de acordo com o nosso Código de Defesa do Consumidor, e principalmente no sentido de não deixar o consumidor desassistido, depois de fazer um investimento de compra. Pode parecer pretensão minha falar sobre isso, mas tem hora que o barato sai caro. Tem produto comprado de fonte incerta e duvidosa, que vai custar 10%-15% mais barato do que uma oficial, pode custar caro no futuro. Porque celular dá problema. Independente da marca. Caiu no chão, precisou de uma peça de reposição, não tem, já passou a ser problema. E aí, o investimento todo se perde. Falo isso porque estou a frente de um negócio que gira uma quantidade relevante de celulares, praticamente todos os fabricantes presentes hoje no Brasil. E a gente percebe por relatos de lojistas e de consumidores que chegam a nós, da decepção que é aquele produto comprado no meio não-oficial, que na hora da necessidade de um conserto ou de um update de software, o consumidor acaba não tendo isso e se vê desamparado. A Usina de Vendas tem uma preocupação com as marcas que trabalha em relação a esse suporte ao consumidor, via os canais de comercialização que a gente atende. E mesmo intercedendo direto a fabricantes já presentes, para poder ajudar os consumidores quando necessário. Agora, a gente não tem como fazer nada, e isso vale para todos os canais de venda e outros fabricantes, quando o produto é comprado fora do canal oficial. Porque aí não há garantia.”

Mensagem aos leitores

“Este é o recado que eu deixo para a galera. Se vocês puderem tomar cuidado com as compras, lembrando que muitas vezes a vantagem inicial em uma compra não se recupera no caso de alguma necessidade de problema. E os problemas são imprevisíveis em um dispositivo que a gente usa o tempo na nossa mão. E em condições das mais diversas possíveis.”


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