LOADING...
Faça login e
comente
Usuário ou Email
Senha
Esqueceu sua senha?
Ou
Registrar e
publicar
Você está quase pronto! Agora definir o seu nome de usuário e senha.
Usuário
Email
Senha
Senha
» Anuncie » Envie uma dica Ei, você é um redator, programador ou web designer? Estamos contratando!

Negros e mulheres sofrem com discriminação e sexismo de motoristas Uber, aponta estudo

01 de novembro de 2016 8

Se você for negro e precisar pedir um carro através do aplicativo Uber, talvez encontre alguma dificuldade em encontrar um motorista disposto a levá-lo ao seu destino. Ao menos isso parece ser comum acontecer em cidades como Boston e Seattle, EUA, onde uma pesquisa comprovou que esse público pode ter que esperar bem mais tempo para conseguir uma carona no app.

Pessoas negras lidam com taxistas racistas há décadas e isso aparentemente não mudou com a chegada do Uber, de acordo com um novo estudo. A National Bureau of Economic Research afirma que a discriminação permanece viva entre os motoristas que usam aplicativos de caronas remuneradas. Mulheres também podem passar por problemas relacionados à distância percorrida pelos motoristas, além de assédio.

A organização de pesquisa não-lucrativa e não-partidária divulgou as suas conclusões após um estudo de dois anos que acompanhou a discriminação de motoristas usando os serviços Uber, Lyft e Flywheel em Seattle e Boston, nos EUA. O estudo foi feito por pesquisadores do MIT, Stanford e da Universidade de Washington.

Discriminação

Para uma pessoa negra, pode ser comum a probabilidade de esperar mais tempo ou ter seu passeio cancelado por um motorista Uber.

Avaliando cerca de 1.500 percursos pelas duas cidades, os pesquisadores da universidade de Washington usaram smartphones idênticos com os três apps de caronas remuneradas, e foram instruídos a percorrer um punhado de rotas prescritas com estes serviços. Eles deveriam anotar quando a carona foi requisitada no app, quando foi aceita pelo condutor, quando entraram no veículo e, finalmente, quando chegaram ao seu destino.

Nos testes em Seattle, pedidos de viagem de passageiros negros levaram entre 16 a 28 por cento mais tempo para serem aceitos no UberX e Lyft, enquanto o UberX mostrou um tempo de espera de 29 a 35 por cento a mais do que os passageiros brancos.

Com o Uber, os motoristas não veem o nome da pessoa que acolhem até que aceitem a tarifa, momento em que podem cancelar. Mas no caso do Lyft, o app exibe o nome e o retrato do passageiro antes de aceitar a tarifa.

Em Boston, os pesquisadores utilizaram outra abordagem, criando duas contas diferentes para cada passageiro no Uber e Lyft. Uma com nome que soa como "afro-americano" e outra com nome tipicamente de pessoas brancas. Além disso, ao invés de escolher um número igual de negros e brancos do sexo masculino e feminino, eles recrutaram estudantes com uma variedade de etnias "cuja aparência lhes permitia plausivelmente viajar como passageiros de qualquer raça", afirma o estudo.


Entre os homens que participaram do estudo, aqueles que usaram o perfil com nome que se parecia mais africano tiveram uma taxa de cancelamento mais do que o dobro daqueles com perfil de um passageiro que parecia ser branco: 11.2% contra 4.5%.

As mulheres também tiveram uma taxa de cancelamento de 8,4% ao usar um nome africano e 5,4% ao usar o nome que soa mais como de pessoas brancas. Em áreas de baixa densidade populacional, onde conseguir um motorista pode ser mais difícil, os usuários com nomes afro-americanos tiveram os pedidos cancelados em uma taxa de 15,7% - o triplo dos homens brancos.

No Brasil, embora não haja nenhum estudo realizado sobre o tema, também há relatos do mesmo tipo de problema com o Uber. "Uma vez estava com uma amiga e um amigo negro, o cara do Uber ia encostar, quando viu a gente acelerou, disse que estava perdido", contou um usuário à redação do Tudo Celular.

Sexismo

As mulheres em geral também podem ser levadas por trajetos maiores a fim de elevar as tarifas ou mesmo para algum tipo de assédio.

Resultados da pesquisa mostraram que mulheres são conduzidas em rotas que levam cerca de cinco por cento mais de tempo, incluindo algum tipo de situação no percurso. As rotas foram pré-planejadas para não exceder uma milha ou duas, o que destacou a distância que motoristas percorreram com passageiras do sexo feminino em caronas.

Uma participante observou que o motorista atravessou a mesma rua três vezes durante a viagem, enquanto outra relatou que ela foi levada na auto-estrada apesar de seu ponto ter sido determinado apenas a uma milha de distância do ponto de partida.

Soluções para as empresas

Embora os resultados não sejam nenhuma novidade para o Uber, muito menos para a população negra, os números comprovam que as empresas de caronas remuneradas têm um problema grave para enfrentar. O Uber já enfrenta diversos relatos de pessoas negras e suas dificuldades em utilizar o aplicativo para se locomover, e afirmam que preferem pagar mais caro por serviços onde não passariam por humilhações. A empresa também já teve que lidar com casos de sequestros, agressões e estupros cometidos por motoristas.

Em 2014, um caso de estupro na Índia cometido por um motorista do Uber levou ao incentivo de serviços que contratam mulheres taxistas no país. Mesmo com algum esforço do Uber em contratar mais mulheres e eliminar o racismo, outras medidas não foram adotadas, e a campanha tem sido vista apenas como um "marketing social" e um meio conveniente para melhorar a imagem da startup. Casos de sexismo profundamente arraigado na própria empresa, inclusive, foram relatados.

Os autores do estudo listaram uma série de sugestões que poderiam garantir soluções para problemas como estes, tais como não usar nomes ou fotos em perfis, tarifas fixas (especialmente para mulheres), desincentivar os motoristas a cancelar solicitações e realizar auditorias periódicas do comportamento do motorista.


8

Comentários

Negros e mulheres sofrem com discriminação e sexismo de motoristas Uber, aponta estudo

Galaxy A20 vs Galaxy A20s: para manter o preço, não aconteceu a evolução | Comparativo

OnePlus 6 e Redmi Note 5 entram na lista dos 15 aparelhos mais radioativos

Huawei no Brasil fará diferença? Positivo fecha trimestre no vermelho

Samsung Galaxy J7 Pro ou Motorola Moto G5S Plus? Comparativo TudoCelular ajuda a escolher