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Apple: as 6 principais fases da empresa que revolucionou o mundo da tecnologia

20 de novembro de 2014 8

Alguns meses após iniciarmos esta coluna semanal sobre o trajeto das principais fabricantes, chegou a vez da Apple, tida por muitos como a mãe dos computadores pessoais e responsável por inúmeras inovações tecnológicas ao longo de sua história.

A marca, que traduz aos usuários toda a imagem da criatividade, inovação, design e originalidade, se tornou uma das mais cultuadas do mundo, sendo comandada por décadas por um gênio que se especializou em refinar ideias e conceitos já existentes e apresentá-los sob uma roupagem nova, capaz de gerar um incontrolável desejo de consumo em milhões de pobres mortais.

O início da Apple

Steve Wozniak, Steve Jobs e Ronald Wayne; co-fundadores da Apple Computers, Inc.

A história da Apple começou quando os jovens engenheiros Steve Wozniak e Steve Jobs, que tinham sido colegas de turma no colegial, vislumbraram a possibilidade de desenvolver e comercializar computadores pessoais. Após a graduação, continuaram amigos e em contato direto, trabalhando em empresas localizadas no Vale do Silício, Jobs trabalhava na Atari e Wozniack na tradicional Hewllet-Packard.

Jobs, com sua grande visão futurista, insistia que ambos, mais Ron Wayne, deveriam tentar vender computadores pessoais. A ideia era desenvolver um microcomputador que pudesse ser menor e bem mais acessível que os modelos desenvolvidos pela PARC, uma das principais fabricantes da época. Essa ideia e a união dos três gênios resultaram no surgimento da Apple Computer, INC., no dia 1° de abril de 1976. Wayne, entretanto, desistiu de sua participação na empresa por algo em torno de US$ 800, deixando o trabalho apenas para Jobs e Wozniack e perdendo o que atualmente teriam se transformado em aproximadamente US$ 22 bilhões.

O capital inicial da nova empresa, com sede na garagem da casa dos pais de Steve Jobs, era originário da venda de uma Kombi e de uma calculadora HP. A palavra “apple” foi escolhida por três razões:

1- O nome iniciava-se com “A”, portanto apareceria listado na frente da maioria dos competidores
2- Ninguém esperaria uma associação de sentidos de uma maçã com computadores, sendo uma aposta no inusitado
3- Uma maçã está ligada a uma vida saudável (como o ditado estadunidense: “an apple a day keeps the doctor away”, que significa "uma maçã por dia mantém o médico longe", em tradução livre)

Além do mais, muito acreditam que a maçã desenhada com faixas era uma alusão à marca listrada da poderosa IBM, e o pedaço mordido uma clara referência ao pecado bíblico, mostrando a irreverência de seus idealizadores. Foi nessa garagem que eles construíram 50 computadores em 30 dias para um varejista local, vendendo cada um deles por US$ 500.

O início da decolagem

Apple I, primeiro computador produzido pela Apple

Muitas pessoas da época dizem que Steve Jobs não queria somente vencer a concorrência no ramo dos computadores pessoais, mas sim mudar uma sociedade, criar uma nova perspectiva de vida para uma nova geração que estava por vir. A recém-fundada empresa resolveu então colocar no mercado um computador batizado de Apple I, criado e desenvolvido por Wozniack. Porém, as pessoas não levaram o pequeno computador de madeira a sério, e os computadores da empresa só decolaram em 1977, quando o Apple II foi apresentado em uma feira de informática.

Ele foi o primeiro computador a ter o CPU feito de plástico e contar com designs gráficos coloridos, sendo capaz de rodar programas gráficos, jogos eletrônicos e utilitários, fazendo muito sucesso, apesar de seu preço elevado de US$ 1.200. Em meados de 1978, o lançamento do Apple Disk II, o floppy drive mais barato da época, fez com que as vendas da empresa disparassem. Com o aumento das vendas, veio também um aumento significativo da empresa e por volta de 1980, quando o Apple III foi lançado no mercado, a companhia começou a vender seus computadores também para o exterior.

Em meio a sua busca incessante por inovação, porém, Jobs cometeu o que talvez tenha sido seu primeiro erro: mandou seus projetistas eliminarem a ventoinha do Apple III, o que resultou na necessidade de substituir milhares de unidades danificadas por superaquecimento, causando um grande prejuízo aos cofres da companhia.

Saída de Steve Jobs

Lisa, última aposta de Jobs antes de sua primeira saída da Apple

Três anos após o incidente com o Apple III, foi lançada uma versão revisada do computador, mas a imagem da máquina já havia sido irremediavelmente arranhada pela falha de projeto do modelo anterior. Porém, foi só em 1981 que as coisas começaram realmente a se complicar. Primeiro, o mercado ficou saturado com a chegada de diversas companhias, o que dificultou as vendas de aparelhos da Apple, que sempre possuíram um custo maior do que a concorrência. Depois, Wozniack sofreu um acidente aéreo, ficando ausente da empresa e deixando Steve Jobs no controle. E por último, o fracasso do computador Lisa, batizado assim em homenagem a filha de Jobs.

Este era o início de uma grande crise, que culminaria com a saída de Steve Jobs da empresa no ano de 1985, após perder uma disputa de poder com John Sculley, CEO da Apple na época. Esta saída fez com que Jobs criasse a NeXT, empresa que seria fundamental para a reestruturação da Apple alguns anos depois.

Queda e recomeço

Apple Macintosh, um dos maiores sucessos da história da Apple

Nem o estrondoso lançamento do Macintosh em 1984 foi capaz de conter a crise. De uma hora para outra os computadores da Apple perderam o brilho e traziam uma interface desatualizada para os padrões da época, com características que desagradavam aos consumidores. Foi apenas em 1991 que a empresa começou a acordar de seu pesadelo e lançou o primeiro PowerBook, um computador portátil que reconquistou o público, alcançando um grande sucesso nas vendas.

Apesar de todas as ações tomadas pela empresa, em 1995 a Apple continuava em crise. Com problemas para compra de peças e montagem de produtos, a empresa ainda tinha que lidar com questões jurídicas envolvendo a Microsoft e seu Windows 95, que foi acusado de copiar a interface gráfica do Mac. Em meados dessa década, quase a beira da falência, a Apple começaria a protagonizar uma das maiores reviravoltas que o mundo dos negócios já havia presenciado, após comprar a NeXT e permitir a volta de Steve Jobs, em 1996.

Com o gênio de volta, a marca da maçã iniciou uma sequência incrível de lançamentos de produtos e programas, os quais foram responsáveis por colocar novamente a companhia em seu status de ícone da inovação e design. Em 1998, foi anunciado o iMac, um computador constituído de seu gabinete e monitor acoplados num só periférico. Desde o primeiro modelo deste computador ele já possuía um design arrojado, com cores fortes de alto contraste e diversos atributos novos, com o intuito de atrair o público jovem e popularizar a marca.

Alguns anos depois, em 2001, foram anunciados diversos novos produtos e sistemas, como o iPod, que permitia que os usuários carregassem uma quantidade incrível de músicas em seu bolso, e que podia ainda ser sincronizado com a iTunes Store para a compra de músicas por um preço mais justo. Foi apresentado ainda o iTunes, um prático organizador de arquivos capaz de ser sincronizado com o iPod e com o recém lançado Mac OS X, novo sistema operacional voltado para os computadores Mac.

O iPhone


Alguns anos depois, em 2006, a Apple apresentou ao mundo o MacBook, sucessor de seu antigo iBook, ele foi muito comentado em todo o mundo por seu design belíssimo, principalmente em relação a sua espessura. Porém, foi em 2007 que a Apple gravou de vez o seu nome na história mundial, com o lançamento do iPhone, aparelho que redefiniu a categoria de smartphones ao se mostrar fácil de usar e reunir uma série de funcionalidades de computação e entretenimento em um só aparelho, impressionando a todos com a sua interface totalmente voltada para o uso com tela de toque e pelo seu sistema iOS, uma "versão enxuta" do OS X. Além disso, a Apple também apresentou o iPod Touch, que pode ser visto basicamente como um iPhone que não é capaz de realizar ligações via redes móveis, mas que ainda assim despertou o interesse de milhões de pessoas ao redor do mundo.

Em 2010, a Apple anunciou a sua entrada no mercado de tablets: o iPad. O dispositivo possuía uma tela de 9,7 polegadas e uma versão um pouco mais complexa do iOS, otimizada para o uso em um display maior do que o encontrado nos iPhones e iPods da época. Pode-se dizer que ele foi o responsável pela consolidação do mercado de tablets, tendo em vista que outras fabricantes começaram a apostar fortemente no setor após seu anúncio.

Com a morte de Steve Jobs no início do mês de outubro de 2011, a torcida dos fiéis devotos da maçã prateada foi de que os homens escolhidos a dedo por ele para seguir com o seu legado, como Tim Cook (para o cargo de CEO), Jonathan Ive (vice-presidente de design e comandante de uma área vital para que os aparelhos da inovadora maçã façam o sucesso estrondoso) e Phil Schiller (vice-presidente de marketing), tenham aprendido com o mestre não só a hora de ser pragmático, mas, sobretudo, como ser detalhista e visionário. O desafio desde então é mostrar que a Apple pode manter acesa a chama da inovação, a capacidade de revolucionar o mercado e influenciar a sociedade.

O Futuro


Como pôde ser visto, a Apple seguiu seu caminho rumo ao ponto máximo, se tornando a empresa mais valiosa do mundo em valor de mercado. Além disso, foram apresentados diversos outros produtos inovadores, como o iPhone 5S e seu processador A7 64-bit, além do leitor de impressões digitais, que mesmo não tendo sido uma invenção da Apple foi feito de forma praticamente impecável, obrigando outras fabricantes a apostarem no setor.

Devemos destacar ainda o recente lançamento do Apple Watch, que mesmo não sendo o primeiro smartwatch do mundo, conseguiu seguir a fama da empresa de ditar tendência, sendo especulado que será mais um grande sucesso de vendas e possivelmente consolidando este mercado ainda não muito popular.

Além disso, a empresa lançou este ano o seu primeiro phablet, porém o aparelho foi alvo de diversas críticas, seja por seu desempenho abaixo do esperado ou por sua construção duvidosa, que permite o fácil envergamento em situações cotidianas. Devemos considerar, entretanto, que este é apenas o primeiro modelo do gênero fabricado pela empresa, o que indica que ela pode aprender com seus erros para lançar algo melhor no futuro.

Tudo isto nos mostra como a Apple foi capaz de superar diversos desafios ao longo de sua história, algo que certamente será capaz de fazer muitas vezes, caso necessário, procurando sempre honrar a memória de seu principal idealizador e lançar assim produtos cada vez mais inovadores e belos, para todos aqueles que possuem condições de pagar por isso.


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