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Co-fundador do Android recebeu US$ 90 milhões para deixar o Google após caso de assédio sexual

26 de outubro de 2018 6

O The New York Times, um dos jornais mais influentes do mundo, acaba de publicar uma matéria reveladora de Daisuke Wakabayashi e Katie Benner acusando o Google de abafar casos de abuso sexual por funcionários da empresa, incluindo executivos de grande posição hierárquica, como o criador do Android.

Segundo a reportagem, mesmo após a forte acusação de má conduta sexual praticada por Andy Rubin, o Google decidiu pagar um total de US$ 90 milhões para que ele deixasse a empresa e manteve este e muitos outros casos em segredo. Até agora.

Como o Google Protegeu Andy Rubin, o 'Pai do Android'

Criador do Android deixou o Google com um pagamento de US$ 90 milhões (foto: Tomohiro Ohsumi/Bloomberg)

Este é o título da matéria foi ao ar nesta quinta-feira (25 de outubro), revelando inicialmente o caso de uma empregada da empresa que acusou Andy Rubin de má conduta sexual em 2013.

Segundo o depoimento da mulher, Rubin a coagiu para que fizesse sexo oral nele enquanto estava hospedado em um quarto de hotel. Dois executivos da empresa tinham conhecimento do ocorrido e confirmaram o fato. O Google investigou o caso e chegou à conclusão que seu depoimento era verdadeiro. Um acordo de confidencialidade foi fechado e Andy Rubin foi notificado, com Lary Page (CEO do Google na época) pedindo a sua renúncia logo em seguida.

Como lembra o New York Times, "o Google podia ter demitido o Sr. Rubin e pago a ele um pouco de nada pela sua saída", mas em vez disso, a companhia ofereceu nada mais que US$ 90 milhões que foram pagos por 2 milhões de dólares por mês durante quatro anos, afirmaram duas pessoas que tinham conhecimento dos termos.

O caso veio à tona apenas agora pelo jornal, mas revela que desde então o Google também protegeu outros dois executivos acusados de assédio sexual.

Andy Rubin não foi o único

O The New York Times revela ter obtido dezenas de documentos corporativos e judiciais e conversou com mais de 30 antigos funcionários e executivos do Google, incluindo algumas que estavam ligadas diretamente aos próprios casos. Grande parte requisitou anonimato por haviam fechado acordos de confidencialidade ou temem por seus cargos caso sejam expostos.

O atual presidente do Google, Sundar Pichai e Eileen Naughton, vice-presidente de operações pessoais da empresa, assinaram uma carta aos funcionários se posicionando a respeito da matéria publicada pelo The New York Times, revelando como "foi difícil de ler" a história publicada pelo jornal e revelando que entre 2016 e 2018 a companhia demitiu 48 pessoas por assédio sexual, incluindo 13 gerentes, seniores e de cargos elevados. Confira o e-mail:

Olá a todos,

A história de hoje no The New York Times foi difícil de ler.

Estamos decididos a garantir que fornecemos um local de trabalho seguro e inclusivo. Queremos te garantir que analisamos todas as queixas sobre assédio sexual ou conduta inadequada, investigamos e agimos.

Nos últimos anos, fizemos uma série de mudanças, incluindo uma linha cada vez mais rígida na conduta inadequada de pessoas em posições de autoridade: nos últimos dois anos, 48 pessoas foram demitidas por assédio sexual, incluindo 13 que eram gerentes seniores e acima. Nenhum desses indivíduos recebeu um pacote de saída.

Em 2015, lançamos o Respect@ e nosso Relatório Anual de Investigações Internas para fornecer transparência sobre esses tipos de investigações no Google. Como sabemos que denunciar assédio pode ser traumático, fornecemos canais confidenciais para compartilhar qualquer comportamento inadequado que você experiencie ou veja. Apoiamos e respeitamos aqueles que se manifestaram. Você pode encontrar muitas maneiras de fazer isso em go/saysomething. Você pode reportar de forma anônima, se desejar.

Também atualizamos nossa política para exigir que todos os VPs e SVPs divulguem qualquer relacionamento com um colega de trabalho, independentemente da posição ou da presença de conflito.

Temos o compromisso em garantir que o Google seja um local de trabalho em que você possa se sentir seguro para fazer seu melhor trabalho e onde haja sérias consequências para quem se comportar de maneira inadequada.

A importância do posicionamento formal

É importante que cada vez mais as empresas se posicionem e declarem que estão punindo agressores e assediadores para que outras pessoas não se sintam na liberdade de realizar tais atos que não podem ser reproduzidos. Com forte posicionamento da mídia, esperamos que as empresas de todo o mundo cooperem e evitem que tais ações sigam ocorrendo, afinal, todo tipo de assédio é crime e precisa ser combatido de forma direta.


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