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Lindinhas: novo filme da Netflix recebe críticas por sexualizar crianças de 11 anos

14 de setembro de 2020 38

Na semana passada um novo filme foi adicionado ao catálogo da Netflix e, após isso, começou a receber uma torrente de críticas nas redes sociais. “Lindinhas” – originalmente “Mignonnes” ou “Cuties” – é um filme francês produzido pela cineasta Maïmouna Doucouré que, segundo a descrição da própria Netflix, conta a história de uma menina de 11 anos que se rebela contra a cultura rígida e conservadora de sua família – que é extremamente religiosa – após ter contato com uma turma de dança de espírito livre.

No entanto, o título não foi tão bem recebido pelo público ao redor do mundo quanto a gigante do streaming esperava. A polêmica começou quando a empresa postou o poster da produção feito para sua divulgação em seu catálogo. Na imagem, Amy – a personagem principal do filme – aparece junto a suas amigas com trajes curtos enquanto realiza um tipo de dança sensual.

Imagem: poster de "Lindinhas" divulgado pela Netflix

Após a repercussão negativa do material, a Netflix removeu o conteúdo, mas viu as críticas renascerem assim que o filme ficou disponível em seu catálogo, no dia 9 de setembro. Após a disponibilidade da transmissão, o Twitter viu um crescimento no número de publicações contra a película. Hashtags como “#CancelNetflix” e “#Pedoflix” ficaram entre os assuntos mais comentados na rede social.

Dentre as inúmeras reclamações, os usuários apontaram para o fato de que o filme possui classificação indicativa para maiores de 16 anos por conter conteúdo sexual. Outro fato apontado é uma cena em que uma dançarina, maior de idade, mostra o seio em um vídeo que é assistido pelas crianças no celular.

Além das reclamações no Twitter, os internautas criaram, também, um abaixo-assinado que pede que os usuários do serviço de streaming cancelem suas assinaturas.

Ameaças à vida da cineasta

Após a divulgação do poster pela Netflix, a cineasta Maïmouna Doucouré começou a receber várias mensagens que, entre ofensas e críticas ao filme, a ameaçavam de morte. Assustada, Maïmouna explicou que o material promocional divulgado pela empresa de streaming não reflete os valores reais do filme que, segundo ela, não incentiva a sexualização de crianças, mas mostra um retrato de situações que elas estão vulneráveis.

A diretora ainda revela que o filme é baseado em sua própria experiência de vida e que busca alertar quanto aos riscos vividos pelos menores. “Recebi inúmeros ataques pessoais de pessoas que não tinham visto o filme, que pensaram que eu estava realmente fazendo um filme que incentiva a hipersexualização de crianças”

É importante destacar que o filme foi bem recebido pela crítica durante os eventos Sundance e Berlinale, realizados no começo do ano – o que levou a gigante do streaming a comprar seus direitos de exibição ao redor do mundo. Além disso, o material promocional original de “Lindinhas” é menos sexualizado que o produzido para a divulgação da Netflix.

Poster oficial de "Lindinhas" divulgado no começo do ano.

Após a repercussão negativa do filme, a cineasta revelou, ainda, que a Netflix pediu desculpas diretamente a ela pelo material não condizente com a produção: “Tivemos várias discussões depois que isso aconteceu. A Netflix pediu desculpas publicamente e também pessoalmente a mim.”

Nota oficial da Netflix

A Netflix também divulgou uma nota oficial após a enxurrada de reclamações e críticas negativas que o filme recebeu – em especial após o poster divulgado e a publicação do título no catálogo de streaming.

Segundo a empresa, o filme é um comentário social contra a sexualização das crianças e que as pessoas que se importam com essa crítica realmente devem assisti-lo para entende-lo melhor:

'Cuties' é um comentário social contra a sexualização de crianças pequenas. É um filme premiado e uma história poderosa sobre a pressão que as jovens enfrentam nas redes sociais e da sociedade em geral em crescimento - e encorajamos qualquer pessoa que se preocupa com essas questões importantes a assistir ao filme.


Netflix, via porta-voz em entrevista à Variety

Vale lembrar que essa não é a primeira vez que o nome do serviço de streaming é envolvido em polêmicas. Em 2018, os escândalos sexuais que envolveram o ator Kevin Spacey, então protagonista de House of Cards, resultaram em um prejuízo de cerca de US$ 39 milhões à empresa.


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