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MacBook Air M1: desde quando computador da Apple é um bom custo-benefício? | Análise

02 de janeiro de 2022 14

Apesar do título dessa análise, por aqui na redação sempre encaramos a Apple como um bom custo-benefício: custo seu, benefício deles.

Brincadeiras a parte, apesar do preço, em parte da nossa experiência, os dispositivos da Apple sempre conseguiram se manter operantes por um bom período de tempo, superando smartphones e tablets Android, por exemplo, resultando em um bom custo-benefício ao longo dos anos.

Mas não estamos falando de celular por aqui, não agora, pelo menos. Temos em mãos o MacBook Air M1 e a seguir você confere porque talvez você deva considerar esse computador como uma boa opção caso esteja pensando em trocar de máquina.

Concorrência

Pra início de conversa, vamos falar sobre o preço. Atualmente, este modelo do MacBook Air está sendo ofertado no mercado brasileiro por valores que rondam a faixa dos R$ 7800 – apesar que uma boa promoção pode derrubar seu preço em mais de R$ 1000.


Mas você pode está se perguntando: em que planeta que R$ 7800 pode ser levado como um bom custo-benefício?

Calma, a gente (ainda) não ficou maluco. Se você analisar os computadores portáteis do mundo Windows que entregam desempenho e autonomia semelhante a esse aqui, vai ver do que estamos falando…

O famoso M1

Anunciado no ano passado, sendo o primeiro SoC (system-on-a-chip) baseado na arquitetura ARM projetado pela Apple, o M1 foi o ponto inicial da pá de cal que a Maçã jogou na sua parceria com a Intel.

Como você pode ter visto na mídia, os 8 núcleos do processador da Apple foram capazes de superar alguns modelos de alto rendimento da sua antiga parceira e de suas concorrentes, figurando – em benchmarks – a frente de nomes como o Core i9-9900T e o Ryzen 7 2700X; ambos voltados para desktops.

Mas se os números, na prática, podem não convencer, a experiência não deixou a desejar em nenhum momento.


Mesmo nesse modelo de entrada que temos em mãos, de 8 GB de memória unificada e 256 GB de armazenamento, com M1 de 7 núcleos de GPU – ao contrário dos 8 visto no modelo com mais armazenamento, toda a experiência foi bastante positiva e não vimos nenhum tipo de travamento ou lentidão.

Como teste, além do uso rotineiro, escrevendo pautas no Microsoft Word, utilizando serviços de nuvem e realizando a edição de imagens no Photoshop, fizemos a edição simples de um vídeo em 4K no Final Cut Pro (software proprietário da Maçã) e constatamos o que há algum tempo poderia ser impossível para um computador que não tem nem ventoinhas: edição sem nenhum tipo de engasgo com preview em tempo real.


Como se não bastasse o alto desempenho do modelo, o M1 ainda se destaca no quesito energético, e além da boa autonomia prometida pela Apple, por aqui, notamos que ao contrário do que acontece em alguns notebooks com Windows, o rendimento não sofre quedas mesmo quando o dispositivo está sendo alimentado apenas pela bateria.

E por falar em bateria, vamos tratar de autonomia. Aqui, com o uso que citamos anteriormente, o MacBook Air foi capaz de se manter longe das tomadas por aproximadamente 10 horas ininterruptas; mas não duvidamos que em um uso mais simples, apenas navegando no Safari ou assistindo algum serviço de streaming, que a bateria seja capaz de atingir a marca das 15 horas de autonomia prometidas pela Maçã para o modelo.

Mas o novo Air não é feito apenas de pontos positivos.

Pontos negativos

Para conseguir encaixar rendimento, autonomia, além de teclado, mouse, trackpad e todo o restante dos componentes em um corpo pequeno e leve, a Apple teve que abrir mão de alguns detalhes importantes.

Primeiro, até por conta da sua proposta inicial de ser um computador mais leve e mais fino, considerado como de entrada da marca, o MacBook Air não possui ventoinhas para refrigerar o M1 nos seus momentos quentes. Com isso, a performance do modelo fica aquém do que vemos no modelo Pro de 13 polegadas, que é equipado com o mesmo processador, mas tem refrigeração ativa.


Além disso, seguindo o que já vemos desde gerações anteriores dos computadores da marca, todos os componentes do Air são soldados diretamente na placa, praticamente impossibilitando o upgrade da quantidade de memória unificada ou de armazenamento, dificultando - e muito - a manutenção frente a um problema (mesmo que mais simples).

Na verdade, o upgrade é possível para aqueles que não tem nada a perder e querem se arriscar em meio as soldas da placa mãe ou para quem tem uma quantidade considerável de dinheiro sobrando.


Para sair da versão básica e ir para a com 512 GB de armazenamento e 1 núcleo a mais de GPU, a Apple soma, em seu site oficial no Brasil, mais R$ 3.100 na fatura. Para dobrar a quantidade de memória unificada, saindo de 8 para 16 GB, são mais R$ 2.500, e para chegar aos 2 TB de armazenamento SSD, são mais R$ 7.500.

Valores irreais para qualquer realidade, mas que serão praticados sempre que alguém precisar melhorar as configurações do seu futuro computador, uma vez que é relativamente difícil encontrar outras versões que não a de base – que temos em mãos – nas lojas de varejo.

O não tão famoso M1

Mas os pontos “não tão positivos” não param por aí. Lembra da seda que rasgamos para o processador da Apple há uns 2 minutos atrás? É tudo verdade, mas tem uma parte que a gente quase esqueceu de falar.

Apesar de a essa altura do campeonato o M1 já estar há pouco mais de 1 ano no mercado, nem todas as aplicações disponíveis para Mac são 100% compatíveis com ele; e apesar da Apple ter dado o seu jeito para resolver a situação com o Rosetta 2, nem tudo são flores.


Para os que não imaginam do que estamos falando, vamos a uma breve explicação. Essa não é a primeira vez que a Apple realiza a transição entre processadores. No passado, em meados de 2006, a empresa finalizou sua parceria com a IBM, que produzia os famosos PowerPC, e resolveu se juntar à Intel. Na época, para deixar essa transição mais suave, desenvolveu a primeira versão do Rosetta.

Agora, com a Rosetta 2, a história se repete. De forma básica, o programa é responsável por “traduzir” o código binário das aplicações feitas para a arquitetura Intel, tornando possível executar apps desenvolvidos para essa arquitetura em Macs com o Apple Silicon, como é o caso desse MacBook aqui.

Ainda que o usuário não tenha que se preocupar com nada para realizar essa tradução, tendo que, no máximo, esperar até que o sistema baixe o pacote quando identificar que precisa rodar um programa da arquitetura antiga, nem sempre tudo acontece como deveria.


Programas como o OneDrive, que ainda não ganhou sua versão compatível com o M1, apresentou alguns bugs bem chatinhos com a sincronização de arquivos; e o mesmo se repetiu para alguns pequenos aplicativos de terceiros.

Mas dando a César o que é dele, a maior parte dos grandes desenvolvedores já soltaram uma versão compatível das suas aplicações, então a não ser que você trabalhe ou precise de algo muito específico no seu dia a dia, é provável que você nem note a diferença.

Construção e integração ao ecossistema

Mesmo que tenha cometido alguns deslizes em um passado recente com o terrível teclado borboleta (adeus, doce príncipe), a Apple pode ser lembrada com facilidade como uma empresa que sabe construir boas peças de hardware; e o MacBook Air M1 não é uma exceção.

Ainda lembrando o primeiro Air anunciado por Steve Jobs em 2008, a estrutura do notebook da Apple demonstra a solidificação do projeto que foi mostrado há mais de 10 anos. Aqui, temos um corpo todo feito em alumínio, tela retina de 13,3 polegadas, teclado retroiluminado com TouchID para reconhecimento de impressões digitais e trackpad bastante espaçoso.


Consolidando essa qualidade de construção, os alto-falantes embutidos trazem uma reprodução de som bastante encorpada, com bons médios, agudos e graves, entregando um volume surpreendente se levado em consideração o tamanho das saídas que ficam localizadas ao lado do teclado.

A câmera e o microfone, por sua vez, apesar de não trazerem as inovações vista nos modelos Pro de 14 e 16 polegadas - que contam com captação de áudio "de estúdio" e resolução de vídeo FullHD, são bons o suficiente para participar de uma vídeo chamada ou para atender uma ligação que chegou no iPhone diretamente através do computador.


De forma geral, a experiência de uso da estrutura é muito boa; o teclado de mecanismo tesoura é ótimo para longas sessões de digitação e o sensor de digitais embutido é bem integrado ao sistema como um todo, permitindo não apenas o desbloqueio da tela, mas também o login em sites através do Safari, liberação de permissões para alteração do sistema e autorização de compras pelo Apple Pay.

Já o trackpad, por sua vez, conta com a tecnologia Force Touch para controle da pressão do clique e é bastante ágil, respondendo muito bem a todos os comandos dados e aos gestos integrados ao sistema.

macOS

E por falar em integração, chegamos ao macOS. Vindo de fábrica com a versão Big Sur, o sistema pode ser atualizado, logo que sai da caixa, para o Monterey; algo que recomendamos fortemente tendo em vista os problemas que surgiram entre os dispositivos com o M1 e os famosos dongles (que falaremos um pouco melhor a seguir).


Embora possa ser um verdadeiro choque para quem nunca teve uma experiência diferente do Windows, o macOS é um sistema bastante sólido e apesar de suas particularidades e comandos, possui uma excelente curva de aprendizado, se adaptando muito bem às fases de conhecimento do usuário em relação ao sistema.

Mas, sem sombra de dúvida, além da sua leveza, um dos maiores pontos de destaque fica para a integração entre ele e os sistemas que rodam nos outros dispositivos Apple. É possível transferir arquivos entre o MacBook e um iPhone ou iPad de forma simples através do AirDrop, atender chamadas do smartphone no computador, continuar a navegação no Safari em outro dispositivo ou a partir de outro dispositivo e muito mais; tudo de forma bastante simples.

Dongle life

Mas se a construção é boa e a integração com outros dispositivos da marca é melhor ainda, o que poderia dar errado? Olha eu aqui novamente como um estraga prazer - quer dizer, vai depender da sua situação atual.

Aqui, temos duas portas Thunderbolt 3 USB-C, uma entrada para fones de ouvido e… só isso mesmo; o que nos leva a já conhecida por muitos ˜Dongle life˜.


Isso é, se você precisa conectar um cartão de memória ou um simples pendrive USB-A no seu computador, precisará de um dongle, seja ele um simples adaptador ou um hub completo. Se precisa usar um monitor externo, a história se repete.

Mas por que isso ser um aspecto negativo depende da sua situação atual?

Bem, se você tem o costume de usar apenas o notebook, sem teclado, mouse e monitor externo, talvez andar com um simples adaptador de USB-A para USB-C na mochila já resolva a sua situação.

Agora, se essa não é a sua realidade e, de quebra, você vem de um notebook Windows ou MacBook daqueles mais antigos que trazem todas as portas possíveis, pode ser a migração para o MacBook Air não seja tão suave assim, já que terá que desembolsar um valor extra para comprar os adaptadores necessários ou uma dessas docks ou hubs de múltiplas conexões.

Vale a pena?

A esse ponto, responder a pergunta do “vale a pena ou não” é algo que cabe a você, já que o movimento de transição entre sistemas operacionais (se houver), arquiteturas ou até mesmo a realidade das portas pode ser o que mais impacte na hora de tomar uma decisão em trocar o seu laptop atual por um MacBook Air M1.

No entanto, posto isso de lado, comparando o notebook da Apple com as outras opções do mercado, fica quase impossível não recomendar o dispositivo da Maçã para quem está disposto a gastar os poucos mais de R$ 7500 vistos nas maiores lojas do varejo.


Isso, pois os concorrentes diretos do mundo Windows – capazes de alinhar desempenho, autonomia e portabilidade, seriam os da linha XPS da Dell, que equivalentes custam por volta dos R$ 11 mil, os Zenbooks da Asus, que custam pelo menos R$ 1500 reais a mais, ou o Slim, da Lenovo, que figura na casa dos R$ 15.000.

Logo, como não afirmar que o MacBook Air M1 pelo preço cobrado no varejo não é, de fato, um bom custo-benefício?

Prós e contras

Bom custo-benefício para a faixa de preçoÓtimo acabamento e portabilidadeDesempenho e autonomia acima da média
Poucas portasDificuldade de reparo e upgradeCompatibilidade com a nova arquitetura

Mas e você, o que achou do laptop da Apple? Acha que todo o processo de transição vale a pena? Conta para a gente aqui nos comentários! Ah, e antes que eu me despeça, as melhores promoções para esse e para outros modelos citados aqui na análise podem ser encontrados nos cartões abaixo! Eu vou ficando por aqui, um abraço e até a próxima!


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