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O que é a tecnologia LTPO presente nas telas de smartphones, tablets e smartwatches

08 de junho de 2024 28

Se você já acessou nossas fichas ou é um entusiasta de tecnologia, provavelmente já percebeu que as telas de alguns smartphones e tablets carregam consigo a sigla "LTPO". Mas você sabe o que significa a tecnologia que essa sigla representa e como ela impacta no funcionamento do seu celular?

Primeiro, uma breve história

O LTPO (Óxido policristalino de baixa temperatura) é um tipo de tecnologia de tela criada pela Apple que combina as melhores partes de tecnologias um pouco mais antigas e muito conhecidas do mesmo ramo: o LTPS (Silício policristalino de baixa temperatura) e o IGZO (Oxido de índio e gálio zinco).

Apple Watch Series 4 - Imagem: Reprodução/Apple

A primeira tela LTPO foi apresentada ao mercado no Apple Watch 4, em meados de 2018, mas as vantagens da sua utilização só ficaram mais claras no modelo do ano seguinte, já que o Watch Series 5 era capaz de manter a tela sempre ligada, sem destruir a autonomia.

Isso, pois o visor do relógio era capaz de alternar de forma dinâmica a sua taxa de quadros de exibição, reduzindo o consumo de bateria.

Como funciona

E esse é o grande pulo do LTPO. Sem a necessidade de um controlador adicional entre a unidade de processamento gráfico (GPU) e a tela, a taxa de atualização do display pode variar de forma dinâmica – variando entre 1 e 120 Hz, por exemplo.

Essa taxa de atualização de quadros é, basicamente, a representação de quantas vezes a tela de um determinado aparelho consegue atualizar uma imagem em exibição. Logo, se um smartphone tem uma taxa de 90 Hz, isso significa que ele consegue exibir 90 quadros por segundo; se tem 120 Hz, é capaz de exibir 120 quadros, e assim por diante.

Então, em uma tela com variação dinâmica, se você está interagindo com o dispositivo, a taxa de atualização aumenta, deixando os movimentos mais suaves. Se a tela estiver ociosa, exibindo uma imagem estática ou um texto, por exemplo, essa mesma taxa pode cair drasticamente. E isso, por si só, já pode ajudar na autonomia do seu aparelho.

Estamos falando do melhor de dois mundos: melhor exibição, com animações mais suaves e melhor controle dos níveis de brilho, e uma maior economia de bateria, já que a tela é uma das maiores responsáveis por drenar a carga dos aparelhos.

Diferença entre taxas de atualização - Imagem: reprodução/Samsung

Como citamos, o LTPO é uma tecnologia de display que combina outras duas tecnologias. No caso, ele usa tanto os TFTs do LTPS quanto os TFTs do IGZO. Os circuitos de comutação usam LTPS enquanto os TFTs de acionamento usam materiais do IGZO. Resumidamente, TFT (Transistor de Película Fina) é uma tecnologia usada em telas para controlar pixels de forma individual.

Tá, mas o que isso tudo isso quer dizer?

O LTPS é uma evolução do aSi (silício amorfo – um tipo de TFT mais antigo) e seu uso permitiu a criação de telas com alta densidade de pixels e maiores taxas de atualização, uma vez que possui uma maior mobilidade de elétrons em relação ao aSI.

Taxa de atualização da tela em celular Samsung - Imagem: reprodução/Android Central

O problema, no entanto, é que o LTPS sofre com um maior vazamento de corrente elétrica, o que implica que uma maior quantidade de energia é desperdiçada quando um transistor é ligado ou desligado – processo que é chamado de comutação. E é aí que entram os materiais do IGZO.

Para o LTPO, o material original dos transistores do LTPS foi substituído por óxidos de metal (IGZO), que possui uma menor mobilidade de elétrons em relação ao LTPS, mas que são mais eficientes. Isso permite um melhor processo de comutação, o que é essencial para o ajuste dinâmico da taxa de atualização da tela e que garante um consumo de energia 15% menor (se comparado ao LTPS original).

Logo, não seria injusto dizer que o LTPO pode ser considerado como uma evolução do LTPS. Afinal, o LTPS também permite as maiores taxas de atualização e até mesmo as variações, mas não com a mesma economia de bateria e maleabilidade do LTPO.

Apenas a Apple tem o LTPO?

Como comentamos, a Apple foi a responsável pela criação da tecnologia, com uma patente de 2014 que descrevia o LTPO da forma como conhecemos. No entanto, os painéis com esse recurso não estão limitados aos produtos da Maçã. A Samsung também trabalha em uma tecnologia de tela semelhante (e que não exige o pagamento de direitos a sua rival), e adotou o nome de HOP (Óxido Híbrido de Silício Policristalino) para o seu processo de fabricação.

Além disso, celulares e vários outros dispositivos de marcas como Razer, Oppo, OnePlus e Sharp, para citar apenas algumas, também contam com a tecnologia. O Samsung Galaxy Note 20 Ultra (2020), por exemplo, conta com a tecnologia mas sob a descrição de "Dynamic Amoled 2x".

E as desvantagens?

Apesar de ser uma evolução de uma tecnologia anterior e suas vantagens estarem claras, o LTPO carrega uma grande desvantagem: o seu custo de produção.

Fábrica de telas - Imagem: reprodução/Tcmanufacturer

Por “somar” duas tecnologias, o LTPO une o alto custo de fabricação do LTPS à necessidade das matérias primas do IGZO, que não são encontradas de forma tão fácil e abundante. Com isso, os custos vão as alturas e, como já era de se imaginar, a tecnologia costuma ficar reservada aos aparelhos menos acessíveis, como os topos de linha.

No entanto, com o desenvolvimento constante da tecnologia e com o avanço dos meios de fabricação, é bem possível que vejamos uma tecnologia semelhante – com vantagens parecidas, mas com um menor custo de produção – em algum momento no futuro.


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