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Sol pode ter nascido com estrela gêmea 'maligna' que causou a extinção dos dinossauros

26 de junho de 2017 210

Durante anos, astrônomos tentam descobrir se os sistemas binários e triplos de estrelas em nossa galáxia são criados com suas estrelas próximas uma da outra. Agora, dois pesquisadores da UC Berkeley e do Observatório Astrofísico de Harvard-Smithsonian, concluíram que todas as estrelas semelhantes ao Sol - incluindo ele próprio - nasceram acompanhadas.

Não apenas o Sol teria um "irmã gêmea", como a nova teoria também corrobora com uma tese anterior sobre como os dinossauros foram extintos.

Essa conclusão veio da análise de dados de uma pesquisa realizada através de ondas de rádio em uma nuvem de poeira na constelação de Perseus. Na tentativa de "explicar as populações parentais de jovens estrelas, singulares e binárias", concluíram que a hipótese para aqueles dados seria a de que "todas as estrelas se formaram inicialmente em extensão binária”.

Essa ideia de que os sistemas binários e triplos nascem em conjunto tem sido mais aceita há alguns anos, inclusive através de simulações. As estrelas aparentemente nascem em versões múltiplas, com uma "irmã gêmea", que então se afastam por conta própria.

Mas o que são sistemas binários?

Esses sistemas binários referem-se a estrelas que orbitam em torno de um centro de massa comum, ligadas gravitacionalmente entre si, que podem enganar os menos atentos aparentando serem apenas uma. Um terço de sistemas estelares da Via Láctea podem ser binários.

Normalmente, a estrela mais brilhante é chamada de primária, enquanto a menos brilhante é chamada de estrela companheira ou secundária. Desde o início do século XIX as pesquisas apontam que muitas estrelas são na verdade parte de um sistema binário ou triplo, ou sistemas múltiplos de estrelas.

Origem

Claro, é muito difícil obter alguma evidência verificável que comprove a teoria de que essas estrelas são gêmeas. Mas o procedimento dos pesquisadores foi capaz de mapear ondas de rádio de um "casulo" de poeira, que era uma espécie de “berçário” de jovens estrelas. Ali, a cerca de 600 anos-luz de distância da Terra, eles puderam obter dados de estrelas Classe 0 - bebês com menos de meio milhão de anos - e Classe 1 - um pouco mais velhas, entre meio milhão e um milhão de anos.

Comparando informações sobre os formatos da nuvem de poeira ao redor, os cientistas encontraram 45 estrelas solitárias, 19 sistemas binários e outros cinco sistemas múltiplos de estrelas. Com os resultados, os pesquisadores concluem que há evidências fortes de que a maioria das estrelas - não todas - formadas dentro dos núcleos densos de poeira nascem com uma gêmea.

Observando-se as distâncias entre as estrelas, os astrônomos perceberam que todos os sistemas binários separados por um intervalo de 500 Unidades Astronômicas (UAs) ou mais eram Classe 0, e estavam alinhadas ao eixo da nuvem oval ao seu redor.
Já as estrelas Classe 1 tendem a estar mais próximas, em cerca de 200 UA, e não são alinhadas ao formato “oval”.

“Ainda não sabemos exatamente o que isso significa, mas não é um dado aleatório e deve informar algo sobre a forma como os binários se formam”, disse Sarah Sadavoy do Observatório Astrofísico Harvard-Smithsonian.

Gêmea do Sol

Então, se tantas estrelas da Via Láctea podem ter irmãs gêmeas, onde está a irmã do nosso Sol? Lembre-se, as estrelas gêmeas analisadas estão a cerca de 200 UA e 500 UA de distância uma da outra. Para fins de comparação, Netuno está a 30 UA de distância de nós, e a estrela conhecida mais próxima – a Proxima Centauri – está a 268.770 UA de distância da Terra.

Ou seja, se o Sol tem uma estrela gêmea, vai ser muito difícil vê-la por aí. Mas há uma teoria de que a gêmea da nossa estrela seja uma "irmã maligna" que às vezes aparece para causar problemas.

Richard Muller, astrônomo da Universidade da Califórnia, em Berkeley, sugeriu há 23 anos que há uma estrela anã vermelha a 1,5 anos-luz de distância que, periodicamente, viaja entre os limites exteriores do nosso Sistema Solar, alterando as coisas com a sua gravidade, e enviando pedras que encontra em sua trajetória em nossa direção.

Nomeada como “Nemesis”, essa suposta estrela foi a explicação para o ciclo de extinções em massa que ocorre na Terra, a cada 27 milhões de anos. Os "presentes" enviados pela Nemesis teriam sido, dessa forma, os responsáveis pela eliminação da maioria dos dinossauros.

Embora não haja nenhum sinal claro da Nemesis que comprove sua existência, ela faz muito sentido nas novas descobertas sobre sistemas binários, o que significa que o Sol pode ter, ou teve algum dia, uma estrela gêmea que se afastou há muito tempo. Nas palavras de Stahler, “estamos dizendo que, sim, provavelmente houve uma Nemesis há muito tempo”.

Inclusive isso pode ter ajudado o Sol a se desenvolver. Pois se as estrelas parte de um sistema binário estão suficientemente próximas uma da outra, elas podem mutuamente distorcer gravitacionalmente a atmosfera da sua companheira, e em alguns casos, pode haver transferência de material de uma estrela para outra.

Além disso, nosso Sol poderia ter acumulado a maior parte da poeira e do gás, condenando a gêmea a ser menor e mais escura.


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