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Mercado de drones no Brasil tem potencial de crescimento, mas esbarra em regulamentação

26 de junho de 2019 0

O mercado de drones no Brasil está em estágio incipiente, embora já seja amplamente utilizado em uma série de segmentos da economia, como agronegócios, segurança e infraestrutura. Há uma grande gama de recursos que podem ser explorados em áreas como saúde e até mesmo no comércio, com entregas de produtos. A DroneShow, que acontece até amanhã (27), em São Paulo, mostra como o segmento é amplo e com potencial de crescimento.

Há, contudo, um grande entrave: regulamentação. No Brasil, a estimativa da organização de que existem no Brasil cerca de 100 mil drones, número que pode ser subestimado. A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), que regulamenta o setor, reconhece 70 mil aeronaves portáteis cadastradas em seu sistema, e destas, 35% são registradas para uso profissional. Ou seja, há - se considerarmos os números fornecidos pela organização como verdadeiros - pelo menos 30 mil drones voando pelo país sem a chancela da entidade.

A Anac monitora a atividade há dois anos, quando os drones não eram tão populares e acessíveis como são hoje. Existe um portal em que o proprietário do dispositivo pode entrar, fazer seu cadastro e operar dentro das regras. Quem opera um drone sem o aval da agência não tem o exato conhecimento das regras normas do setor. A autarquia entende, contudo, que é o momento de ampliar o escopo de atividades regulamentadas.

A gente tem pensado na evolução desse regulamento, tendo em vista as novas atividades que têm sido alvo de interesse de quem trabalha no setor, como entregas e uma série de outras atividades, e no segundo semestre a gente pretende começar uma atividade para a revisão da regulamentação, avaliar o que precisa evoluir de forma a permitir que a atividade se desenvolva de forma natural garantindo a segurança das pessoas que podem ser submetidas àquela operação".
Roberto Honorato, superintendente de aeronavegabilidade da Anac

Roberto Honorato, superintendente de aeronavegabilidade da Anac (Foto: Dante Baptista/TudoCelular

A ideia é que essas regras sejam simples, mas que mantenham quem vai trabalhar com drones e toda a população em segurança:

Buscamos simplificar ao máximo as regras, focando naquilo que tem realmente impacto na segurança e pode segurança jurídica para as pessoas que queiram desenvolver o negócio de forma mais consistente".
Roberto Honorato, superintendente de aeronavegabilidade da Anac

Segurança é a preocupação do Departamento de Controle de Espaço Aéreo. Capitão Santos, porta-voz da entidade, ressalta que o Brasil é signatário de acordos internacionais de aviação que têm como premissa deixar o espaço aéreo livre de obstáculos, e ressalta que um voo não informado é um crime que coloca em risco a vida das pessoas.

Todo voo de drone precisa ser obrigatoriamente informado ao Controle de Espaço Aéreo. As implicações do usuário que faz seu voo sem estar autorizado pelo DECEA incorre numa contravenção penal, num crime ou, muito pior que isso colocar em risco a segurança das pessoas que estão voando na aviação geral tripulada. [...] Os drones hoje em dia conseguem atingir alturas bem mais altas (SIC) que as naves tripuladas alcançam, por isso precisamos que todo voo de drone esteja dentro das regras".
Capitão Santos, porta-voz do Departamento de Controle de Espaço Aéreo (DECEA)

Ascensão

Apesar da falta de regulação das aeronaves não tripuladas, o mercado é promissor. Há exemplos de drones policiais - o governo de São Paulo está investindo no setor - , que utilizam tecnologia para ajudar a identificar criminosos, como o modelo desenvolvido por estudantes da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), que apostam no reconhecimento facial para auxiliar no combate ao crime.

Mapeamento de áreas é outro setor com demanda crescente. Especialmente em áreas críticas, como as afetadas pelo rompimento de barragem - caso de Brumadinho (MG) - o equipamento é fundamental para o estudo da área e tomada de decisão.

Agronegócio domina; e preços podem baixar

Diferente do que é o senso comum, a área de audiovisual representa uma fatia menor do mercado de drones no país. O agronegócio domina o segmento, que também tem forte presença nas áreas de engenharia - inspeções de obras e de fachadas - e a parte de mapeamento.

Por conta de seus sofisticados usos, sistema e câmeras utilizados pelos drones são tão importante quanto a própria aeronave. Por isso, a tendência é uma inversão de valores: enquanto o drone deve ficar cada vez mais barato, os equipamentos e sistemas deverão ganhar incrementos e maior valor. Essa é a previsão de Emerson Granemann, idealizador do evento.

Emerson Granemann, diretor e organizador da DroneShow (Foto: Dante Baptista/TudoCelular)

A cadeia produtiva dos drones não é feita só do aparelhinho. O sensor que ele carrega muitas vez é mais caro que o drone, e o valor agregado, o sistema que faz ele executar operações na agricultura ou até para filmagem, e as câmeras de filmagem em alta resolução são mais caras que o próprio drone. A tendência é que os drones fiquem cada vez mais baratos, e o que gera valor é o serviço que ele presta. O drone veio a se somar a uma nova forma de coletar informação, e possibilita a captura do dado muito rápido, e com maior precisão.
Emerson Granemann, diretor e organizador da DroneShow

Futuro está nas entregas

Um dos segmentos que pode representar o futuro do mercado de drones é a parte de entregas. A startup SMX criou um modelo com capacidade de enviar encomendas de até 2kg em um raio de até 5km. Ainda em fase de demonstração, já que as entregas dependem de regulação da Anac, o dispositivo e o sistema de software integrado são utilizados na indústria, para pequenas entregas dentro do parque industrial de uma empresa - caso do laboratório farmacêutico Sanofi - para testar o serviço.

Sobre o assunto, Grenemann acredita que em pouco tempo o mercado esteja devidamente regulamentado, e vê nas empresas de alimentação e saúde as molas propulsoras para isso, e crê que em pouco tempo haverá drones fazendo delivery. Já Honorato acredita que a demanda deve surgir primeiro, para que aí as regras sejam capazes de atender, mas prefere não prever quando isso acontecerá.

A regulamentação ainda limita as entregas em áreas urbanas, mas está havendo uma conversa com as empresas brasileiras, os demandantes, como empresas de alimentação, saúde e hospitais, que gostariam de usar o drone para enviar remédios , sangue e alimentos, para que as agências reguladoras flexibilizem essas regras, permitindo operações primeiramente em áreas remotas e quem sabe no futuro nas áreas urbanas, mas é questão de pouco tempo"
Emerson Granemann, diretor e organizador da DroneShow

Não conseguimos fazer previsão porque dependemos do desenvolvimento das próprias empresas, e das questões de segurança e como elas estão sendo tratadas. Tem uma questão que é 'o que vem primeiro, a regulamentação ou a atividade?'. Nós entendemos que a atividade, as empresas que desenvolvem o modelo de negócio têm que se desenvovler e a Anac vem junto, colocando balizas, que são as questões de segurança e legais que têm que ser observadas. Até o momento algumas empresas nos procuraram, mas a gente não consegue fazer nenhuma perspectiva de futuro"
Roberto Honorato, superintendente de aeronavegabilidade da Anac

Entrevistas

As entrevistas completas com os porta-vozes presentes na Anac estão nos vídeos abaixo. Confira:

  • Roberto Honorato, superintendente de aeronavegabilidade da Anac:

  • Emerson Granemann, diretor e organizador da DroneShow:

  • Capitão Santos, porta-voz do Departamento de Controle de Espaço Aéreo (DECEA)


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