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Sekiro: Shadows Die Twice é o Tenchu que todos desejavam | Análise / Review

21 de março de 2019 6

Enquanto muitos aguardam ansiosos por um possível anúncio de Bloodborne 2 (um dos exclusivos de PS4 mais aclamados por jogadores), a desenvolvedora japonesa FromSoftware deixa claro que não está focada em continuar suas séries no momento, mas sim trazer uma nova para os órfãos da saga Souls.

E aqui temos Sekiro: Shadows Die Twice, que foge dos últimos lançamentos do estúdio japonês e bebe da fonte de uma antiga franquia da empresa: Tenchu. Lançado em 1998, o primeiro game ‘Stealth Assassins’ foi produzido pela Acquire e lançado pela Sony Interactive Entertainment e Activision no Japão. E apenas no terceiro título (lançado em 2003) é que o desenvolvimento passou para as mãos da FromSoftware.

Tenchu veio para inovar os jogos de ninjas ao apresentar uma jogabilidade voltada para furtividade ao mesmo em que entrega uma mecânica de ninjutsu mais elaborada para enriquecer a experiência de jogo. E diferente de outros do gênero, aqui temos vários elementos de fantasia e mitologia japonesa inseridos na época feudal.


Apesar de terem muito em comum, Sekiro não chega a ser uma continuação de Tenchu. Ambos se passam no século XVI no período Sengoku do Japão feudal, mas o novo game traz um apelo mais forte para a fantasia, com vários monstros mitológicos, incluindo uma serpente gigante como um dos chefões.

Mas é impossível não jogar Sekiro e não lembrar de vários momentos de Tenchu, que teve seu último capítulo, Time of the Assassins, lançado em 2009 (mesmo ano que a saga Demon’s Souls chegou para aterrorizar vários jogadores com sua jogabilidade cruel).

O Japão feudal é o tempero de Sekiro

Enquanto a série Dark Souls foi ambientada na Era Medieval na Europa e Bloodborne na Era Vitoriana, Sekiro segue o mesmo caminho de Tenchu ao levar o período mais sombrio do Japão feudal para nossa tela.

Mas isso não quer dizer que temos o mesmo tom melancólico dos jogos anteriores da FromSoftware. Aqui há cenários mais coloridos e floridos, em paisagens compostas por montanhas, masmorras e labirintos que passam menos temor claustrofóbico. No lugar de guerreiros de espadas e escudos, há uma guerra entre samurais e ninjas.

Os cenários são mais amplos e com maior apelo na verticalidade. O personagem que você controla conta com um gancho que o ajuda a subir em locais altos, e você fará muito isso para pegar alguns inimigos de surpresa ao pular de telhados e cair mantando em um único golpe letal.

O jogo começa mostrando uma das várias guerras que aconteceram entre metade do século XV e final do século XVI no Japão. Em um campo de batalha banhado a sangue e com vários corpos de samurais derrotados, um garoto é encontrado por um dos sobreviventes desta guerra.

O jovem, chamado no momento de ‘Lobo faminto’, é treinado por este guerreiro e o vemos muitos anos depois sendo questionado sobre sua lealdade. O jogo não deixa claro no início o que aconteceu, mas vemos o protagonista escondido em um fosso até receber o chamado do seu mestre, um pequeno lorde conhecido como Herdeiro Divino.

Áudio está em japonês com texto e legendas em português brasileiro

A sua missão inicial é proteger o lorde Kuro que carrega uma herança chamada de Linhagem do Dragão e que está sendo caçado por um líder dos vários clãs que existiam nesta época. O desfecho inicial desta história resulta em uma difícil luta contra este poderoso samurai que derrota Lobo arrancando o seu braço esquerdo com um forte e preciso ataque de katana.

O protagonista é resgatado e acaba recebendo o apelido "Lobo de Um Braço". A partir daqui começa a sua jornada, onde cabe ao jogador decidir como explorar o mundo de Sekiro.

Lobo é o toque humano que Sekiro precisa

Diferente da saga Souls e Bloodborne em que temos um personagem aleatório criado pelo jogador, aqui controlamos Lobo. O fato de o personagem ser fixo permite que uma história mais profunda e pessoal seja contada, ao mesmo tempo em que ele interage de forma menos superficial com os NPCs (aliás, interagir com os personagens do jogo é vital para entender a trama).

Apesar de falar, Lobo prefere mais agir a ter que argumentar. O jogador pode escolher fazer isso de forma furtiva ou sair atacando os inimigos diretamente. E com ajuda de uma prótese recebida por um estranho após falhar em sua missão de proteger o jovem lorde, Lobo consegue realizar façanhas que vão além do que outros shinobis são capazes.

Furtividade é o ponto forte do jogo, mas nem sempre é possível pegar o inimigo de surpresa

O jogo permite que você possa se esgueirar e escutar o que os NPCs estão conversando. Muitas vezes há informações essenciais para entender a trama do jogo, enquanto em outros momentos podemos ter acesso a pontos fracos de inimigos. O que ajudará em diversas batalhas contra rivais mais poderosos.

A FromSoftware é famosa por suas tramas estilo “junte todas as peças”, e apesar de Sekiro não seguir o mesmo caminho de Dark Souls, aqui o jogador terá que explorar bem o jogo para entender tudo o que aconteceu na vida de Lobo desde o dia em que ele foi resgatado no campo de batalha.


Ele tem uma segunda chance de buscar vingança e cumprir sua missão com honra. Para isso, fará uso da prótese shinobi que abriga o gancho e até uma arma secundária, uma espécie de machado (o que acaba lembrando um pouco Bloodborne). O personagem também usa shurikens para atacar à distância, e outros objetos para distrair inimigos e passar despercebido.

O protagonista é assolado por uma maldição antiga, que faz com que ele caminhe entre o mundo dos vivos e dos mortos ao voltar ao campo de batalha logo após morrer. Por mais que isso induza a uma suposta imortalidade, o jogo penalizará quem morrer em excesso ao enfraquecer NPCs importantes para o Lobo.

Você irá morrer várias vezes antes de aprender

Quem é fã da saga Souls sabe que os jogos da FromSoftware exigem muito do jogador, e no Sekiro não é diferente. No entanto, a mecânica não está igual ao que vimos nos últimos jogos da desenvolvedora, o que exigirá um novo aprendizado mesmo dos jogadores veteranos.

O personagem que você controla não possui barra de estamina, mas ao invés disso temos o medidor de postura, que também se aplica aos inimigos. Sempre que você bloqueia um ataque, essa barra vai enchendo. Quando toda a barra estiver cheia, não será mais possível bloquear ataques, tornando o personagem vulnerável a ataques mortais.

A ideia aqui é exatamente quebrar a postura dos inimigos para realizar um ataque mortal. Os mais fortes possuem dois ou três medidores. Desta forma, você precisará quebrar a postura do alvo mais de uma vez para finalmente derrotá-lo.


Muitas vezes é possível realizar um ataque mortal diretamente antes de quebrar a postura de um inimigo. Para isso, use a furtividade ao seu favor. Subir em telhados e pular sobre os inimigos é uma boa forma de derrotar os mais poderosos rapidamente. Mas no caso de rivais maiores, usar esta técnica é bastante complicado.

Alguns chefes possuem fraquezas a determinados tipos de dano, como fogo. Ao explorar os cenários, você poderá encontrar complementos para a prótese shinobi do Lobo que permite novos tipos de ataques.

Se estiver com dificuldade para superar um inimigo, siga em frente e busque por alguma prótese que o ajudará a superá-lo mais facilmente. Por ser um game de mundo semi-aberto, você não precisa seguir apenas uma rota e derrotar os inimigos na mesma ordem. Estudar uma nova estratégia é vital para superar um desafio que aparenta ser impossível.


O jogo oferece algumas ferramentas de cura, e caso você morra é possível ressuscitar e continuar do mesmo ponto. Use essa habilidade como uma estratégia. Quando o inimigo derrota você, ele baixará a guarda e retornará para o ponto que estava antes. Assim você poderá voltar à vida e segui-lo furtivamente e então executar um golpe mortal.

Caso morra pela segunda vez, você retornará ao último ponto de salvamento e perderá metade dos seus pontos de experiência adquiridos. Não há uma progressão por nível como nos outros jogos da desenvolvedora. Mas aqui, sempre que você acumula XP suficiente, ganha um ponto para aprimorar o personagem.


Além disso, morrer em excesso gera impacto na história do jogo, trazendo consequências que tornarão a experiência ainda mais complicada. O Sangue do Dragão pode ser visto como uma benção quando bem usado, mas ao mesmo tempo será uma maldição para os jogadores menos habilidosos.

E sim, o jogo tem vários finais diferentes como visto em Dark Souls. Se você superar os desafios sem morrer em excesso ou se morre muito a ponto de a Praga do Dragão assolar todo mundo à sua volta, terá um desfecho diferente para o mestre shinobi Lobo. Cada final tem uma revelação mais profunda e direta com a história do que vimos em jogos anteriores da FromSoftware.

Sekiro: Shadows Die Twice nos consoles e PC

Sekiro não apresenta uma evolução gráfica tão grande comparado a Dark Souls 3 ou Bloodborne. A boa notícia é que o jogo não ocupa tanto espaço do armazenamento do seu console ou PC.

A versão para Xbox exige 12,6 GB disponíveis, enquanto a de PS4 pede 16,8 GB. Os usuários de PC é que precisam ter mais espaço disponível, já que as recomendações da Activision é ter pelo menos 25 GB livres para que o jogo seja instalado.

Xbox One S entrega 900p de resolução, enquanto PS4 oferece 1080p - o mesmo visto em Dark Souls 3. Curiosamente, PS4 Pro e Xbox One X rodam o jogo na resolução 1800p, mas de forma nativa no console da Microsoft, enquanto no da Sony temos reconstrução de imagem via processo de upscaling.


Os consoles base entregam 30 fps travados, enquanto os mais potentes tentam oferecer 60 fps, mas ambos falham. Os jogos da FromSoftware nunca foram um primor em desempenho nos consoles e o mesmo vemos em Sekiro. A taxa de quadros por segundo é tão instável que em alguns casos temos uma sensação de que o game roda em câmera lenta.

Por ser um jogo que exige respostas rápidas do jogador para revidar ou esquivar dos ataques inimigos, seria imprescindível entregar 60 fps estáveis. Para curtir o game com melhor fluidez, a versão para Windows PC é a mais indicada.

Activision recomenda os processadores Intel Core i5-2500K ou AMD Ryzen 5 1400, e as placas de vídeo Nvidia GeForce GTX 970 ou AMD Radeon RX 570 para uma boa experiência.

Vale a pena?

Para quem é fã da série Souls e Bloodborne, Sekiro acaba sendo um jogo obrigatório. E se você tem saudade de Tenchu, sentirá uma alegria nostálgica ao jogar a aventura de Lobo. Porém, mesmo os jogadores veteranos vão sentir um pouco de dificuldade aqui.

Os jogos da FromSoftware são conhecidos por exigirem mais dos jogadores que os demais. Não sinta vergonha em morrer até para inimigos simples. O processo de aprendizagem aqui é lento e você terá que passar pelo mesmo desafio várias vezes.

O que notamos é que inimigos mais comuns são mais fáceis de serem derrotados que os de outros jogos da produtora japonesa, mas os chefões e subchefes dão muito mais trabalho. Às vezes é preciso contornar um inimigo até conseguir o equipamento certo para então retornar e derrotá-lo.

E por favorecer uma jogabilidade furtiva, em muitos pontos do jogo é possível passar direto e deixar muitos desafios para trás. O lado ruim de fazer isso é que você deixará de ganhar pontos de experiência para aprimorar as habilidades e técnicas de Ninjutsu do personagem.

Se você busca um jogo desafiante, Sekiro: Shadows Die Twice é a melhor aposta de 2019 para isso. O jogo é recomendado para quem curte a temática Japão feudal com toques de mitologia. Sendo também indicado para quem adora usar estratégias elaboradas e acabar com os inimigos furtivamente. O lado ruim fica para o desempenho nos consoles, algo que a FromSoftware sempre pecou em seus jogos.

A cópia do jogo foi cortesia da Activision e testada no PS4 Pro


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