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Ex-funcionário da Microsoft e EA sugere que Game Pass se tornou um problema para o Xbox

09 de maio de 2024 4

A semana tem sido extremamente agitada para a comunidade de fãs do Xbox. Desde que a Microsoft anunciou o fechamento de quatro estúdios da Bethesda, incluindo o responsável pela criação do aclamado Hi-Fi RUSH, diversas informações a respeito do futuro da divisão de games da Microsoft têm circulado na internet, incluindo rumores sobre colocarem ou não os títulos de Call of Duty no Game Pass, assim como declarações extremamente controversas de Matt Booty, chefe do Xbox Game Studios.

Em resposta à avalanche de informações compartilhadas na internet, Brad Hilderbrand, ex-funcionário da Microsoft e EA, compartilhou uma extensa reflexão sem seu LinkedIn, que pode esclarecer o que realmente está acontecendo na Xbox e os problemas que a divisão está enfrentando.

Durante os julgamentos entre a Microsoft e os órgãos reguladores para discutir a aquisição da Activision Blizzard, tivemos diversas informações sobre os bastidores da indústria dos games, incluindo uma declaração de Phil Spencer, chefe da Xbox, afirmando que eles "já haviam perdido a guerra dos consoles".

Ainda que a Microsoft tenha conseguido concretizar seus planos de aquisição, algo que inclusive já trouxe resultados positivos nos números de vendas de jogos no último trimestre fiscal, isso parece ter se tornado uma faca de dois gumes dentro da Xbox.

Confira abaixo uma tradução na íntegra do post feito por Brad Hilderbrand, que pode nos ajudar a entender um pouco melhor a situação.

Foto: reprodução

Há duas razões pelas quais todos aqueles estúdios da Bethesda foram fechadas, e nenhuma delas têm nada a ver com a Bethesda (diretamente)…



Game Pass e Activision.



O maior paradoxo do Game Pass é que basicamente todo jogo lançado no serviço não atinge suas metas de vendas. Entretanto, isso faz sentido, já que muitos assinantes pensam que não faz sentido pagar o preço cheio de um jogo quando você pode jogá-lo “de graça” como parte de sua assinatura. Isso é remediado parcialmente através da atribuição de parte do lucro aos jogos do Game Pass com bom desempenho mensal, mas há fatores que trabalham contra os jogos. Ou seja, o fato de que a maioria dos jogos não permanece no topo das paradas por mais de um mês ou dois, e também que o crescimento do Game Pass estagnou. Então, jogos como Hi-Fi Rush, que é incrível, veja bem, obtêm um pequeno aumento na receita por serem o jogo mais popular do Game Pass por um mês, e depois caem de um penhasco quando o interesse dos assinantes passa para o próximo jogo. O pobre Redfall ficou ainda pior porque foi lançado de uma forma tão negativa que nunca teve chance de se destacar.



Este sistema funcionou bem por um tempo, quando o Game Pass estava crescendo de forma expressiva, mas agora esse crescimento desacelerou e a quantidade de receita que atribui aos jogos não está acompanhando os orçamentos para produzi-los.



Mas tudo isso não teria importância a 3 ou 4 anos, porque naquela época o Xbox era basicamente um erro de arredondamento nos livros fiscais da Microsoft. A divisão rendeu algum dinheiro, mas o mais importante é que não custava tanto e outras partes do negócio cobriram facilmente a lacuna. Então o Xbox começou uma onda de compras e gastou muito dinheiro na Bethesda, mas muito mais na Activision. Agora, o "Olho de Sauron" acordou e espera-se que o Xbox comece a recuperar esses US$ 70 bilhões, ou pelo menos corte as despesas de forma violenta para tentar reverter o quadro.



Isso nos traz de volta ao Game Pass. Até agora, as grandes apostas para atrair novos assinantes (Redfall, Starfield) não estimularam um crescimento suficiente e não há muito no horizonte que possa reiniciar o interesse dos consumidores. A melhor aposta é o Call of Duty, mas você realmente arriscaria a receita de vendas garantida que a franquia traz ao colocá-la no Game Pass no primeiro dia e potencialmente perder vendas massivas? Não sei quais são os planos, mas ou você coloca no Game Pass e perde dinheiro, ou não e os assinantes se revoltam porque acham que foi para isso que se inscreveram no serviço.



Call of Duty vai ficar bem, assim como outros megaestúdios com propriedades intelectuais enormes, mas você está vendo o impacto; todos aqueles estúdios menores que fazem jogos realmente interessantes irão desaparecer, simplesmente porque, por melhores que sejam jogos como Hi-Fi Rush, eles nunca ganharão dinheiro suficiente para compensar aquele buraco de US$ 70 bilhões que o Xbox agora precisa tapar.

Foto: reprodução

As declarações de Hilderbrand são incisivas e certamente fazem sentido quando levamos em consideração tudo o que tem acontecido nos últimos meses, incluindo o lançamento de alguns exclusivos do Xbox para outras plataformas.

A Microsoft parece ter se tornado uma vítima de suas próprias ambições e o plano de colocar o "Xbox em todo lugar" acabou sendo um tiro pela culatra.

Por enquanto, não sabemos qual será o impacto disso a longo prazo e se a gigante de Redmond conseguirá encontrar uma solução para esses problemas sem ter que dizimar a existência de mais estúdios, mas certamente é algo preocupante.

Qual sua opinião sobre toda essa situação envolvendo o Xbox?

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