LOADING...
Faça login e
comente
Usuário ou Email
Senha
Esqueceu sua senha?
Ou
Registrar e
publicar
Você está quase pronto! Agora definir o seu nome de usuário e senha.
Usuário
Email
Senha
Senha
» Anuncie » Envie uma dica Ei, você é um redator, programador ou web designer? Estamos contratando!

Satélites vão viabilizar o 5G na terra, no mar e no ar | TudoCelular Entrevista

26 de novembro de 2019 5

Uma das principais proprietárias e operadoras de satélite do mundo, a SES cobre 99% do globo terrestre. A empresa ainda é a única a combinar dois tipos de satélites: geoestacionário e de média órbita.

A companhia também tem pretensões de trabalhar com o fornecimento do 5G por meio dessa tecnologia no futuro. Para saber mais detalhes a respeito dos planos da SES, o TudoCelular entrevistou o seu diretor regional, Sandro Barros. Confira os destaques:

Planejamento para o 5G

De acordo com o executivo, a chegada do 5G é considerada um movimento importante tanto para o mercado satelital quanto para a humanidade.

A empresa ressalta que a sua atual geração de satélites já foi lançada – em 2013, com início das operações em 2014 – com o pensamento na expansão do tráfego do 4G. Atualmente, ela atente mais de 50 países, com cerca de 15 milhões de usuários móveis pelas operadoras.

“A nossa empresa foi pioneira na utilização de satélites de órbita mais baixa para comunicação em banda larga. A gente começou a operação dos satélites de órbita média desde 2014. Quando lançamos, já vislumbrávamos a expansão do tráfego de 4G. Ele já gerou um movimento de mercado bastante interessante desde que entramos em operação com esses satélites de maior capacidade, em 2014.”


Sandro Barros

Diretor regional da SES

Futura constelação de média órbita, O3b mPOWER, prevista para ser lançada em 2021 / Imagem: Reprodução

Novos satélites

Sandro explicou que a SES já possui planos para a nova geração de satélites, a qual será lançada em 2021, com a mente em atender a demanda do 5G. A companhia pretende atualizar sua linha em ambos os tipos: geoestacionário – ideais para aplicações de broadcast, quando você tem muitos distribuídos e de pequeno a médio tráfego – e de média órbita – voltado a aplicações mais concentradas que precisam de mais tráfego.

“Nós já estamos planejando a nossa nova geração de satélites, que entram agora em 2021, tanto geoestacionário, com o SES-17; como de média órbita, com a constelação que a gente chama de O3b mPOWER. Já pensando não só na expansão do 4G, mas no 5G também.”

Aplicações do 5G pelo satélite

O diretor regional da empresa destacou quatro pilares de aplicação, que tornam as operações em satélite importantes para o ecossistema do 5G. A primeira é levar a tecnologia a áreas remotas.

Na sequência, Sandro mencionou a utilização da rede móvel de quinta geração em mobilidade, onde a fibra não chega. Ou seja, dentro de um avião, em navios durante cruzeiros ou dentro de um carro autônomo, por exemplo.

“Destacaria quatro pilares de aplicação: a primeira é capacidade de levar esse tipo de tecnologia para vários lugares. O segundo ponto é a questão da mobilidade, como nos aviões, nos barcos e nos cruzeiros, que nós revolucionamos essa indústria. Plataformas de petróleo; mesmo os barcos menores, como iates; conectividade terrestre, em trens e carros autônomos. Em tudo o que você não pode atender por fibra, os satélites vão ser cada vez mais importantes. As pessoas estão se comunicando cada mais em movimento. E o 5G vai fazer com que isso seja ainda maior.”

O terceiro pilar consiste na simultaneidade, a qual consiste em diminuir a latência ao utilizar processamento nas bordas da rede.

“Outro aspecto importante que o satélite vai contribuir muito para o 5G é na parte de simultaneidade. Uma das características do 5G é levar o processamento para as bordas da rede, justamente para minimizar latência e ter uma comunicação mais eficiente. Ninguém melhor que o satélite para fazer uma comunicação multiponto, distribuindo o mesmo conteúdo de forma simultânea.”

Por último, o executivo citou a segurança como quarto fator para a aplicação do 5G via satélite. Nesse quesito, uma das vantagens do satélite seria a impossibilidade de rompimento, que pode ocorrer com uma fibra ou um cabo.

“Um quarto pilar é o de segurança. Quanto mais aplicações críticas têm, você vai precisar de segurança, seja ela a nível de backup ou por uma questão de disponibilidade – porque não está sujeito a romper uma fibra ou um cabo –, além de ser digitalizada por natureza.”

5G vai impulsionar o 4G

O diretor regional da SES entende que o processo de crescimento do 5G no Brasil será semelhante ao do 4G: primeiro, nos grandes centros urbanos, e apenas posteriormente, nas áreas remotas. No entanto, não descarta aplicações iniciais em nichos, como seria o caso do agronegócio.

“Uma tendência natural é que o 5G seja implantado primeiro nos grandes centros urbanos, como aconteceu com o 4G, e depois vê isso indo para o interior. Ao mesmo tempo, vemos que umas aplicações, como o agronegócio mais e mais sofisticado, estão trazendo tecnologias que permitam uma altíssima eficiência de produção. Pode ser que isso motive o 5G em algumas regiões. Mesmo as partes de energia e de mineração são nichos que podem exigir.”

Apesar disso, o entendimento de Sandro é que o 5G sirva a princípio para impulsionar a expansão do 4G nos locais onde a população ainda não é atendida com essa tecnologia. Isso porque a tendência é que, nestes cinco primeiros anos do 5G em atuação no mundo, a porcentagem de pessoas que atuam com a rede móvel de quinta geração ainda não chegue na metade.

“Tenho aqui uma referência que, em 2024, a gente vai ter 40% da população mundial conectada via 5G. Ele vai estar presente nas nossas vidas, mas o 4G vai continuar atuando por muitos anos, principalmente nas áreas remotas. Acredito que o 5G vai impulsionar o 4G. É uma questão de percepção humana. Quando você conheceu o 4G, o 3G foi o mínimo que queria como conexão de dados. Quando conhecer o 5G, tende a não aceitar nada menos que o 4G. Acho que isso vai fazer com que, onde não tenha o 4G de forma adequada, vai ter que pelo menos haver isso. Algumas aplicações móveis pode ser que exijam uma maior distribuição do 4G. De qualquer forma, está gerando aumento de tráfego na rede e, com isso, aumento de demanda satelital, com certeza."

Ele acrescenta ao relatar a experiência da SES ao fornecer a rede 4G em áreas remotas. A ativação da rede de quarta geração permitiu que cidades passassem a ter mais atividades, como comércio eletrônico, educação a distância e telemedicina.

“Um ponto que a gente pode passar nossa experiência de implantação em áreas remotas no Brasil é no Amazonas. Quando a gente chegou para implantar os primeiros links de 4G via satélite, nós vimos que o tráfego cresce muito rapidamente logo após a ativação das estações, porque as pessoas têm o smartphone. Isso facilita a geração de tráfego. A partir do momento que habilita o 4G, multas cidades passam a ter comércio eletrônico, educação a distância, cursos de pós-graduação, avanços na telemedicina, que antes não tinham. É a questão da inclusão digital. Não é algo a mais. É uma necessidade do ser humano de estar conectado. As pessoas dessas áreas necessitam de conexão tanto como nós, nos grandes cetros urbanos.”

Interferências de frequências

Esperado a princípio para março de 2020, o leilão do 5G deverá ficar para o segundo semestre do próximo ano. Um dos motivos para isso seriam possíveis interferências entre os espectros do 5G e dos satélites.

Quando questionado sobre o assunto, o executivo confirmou a proximidade da faixa de 3,5 GHz com a recepção da Banca C. No entanto, prefere deixar as soluções para o setor regulatório da companhia.

“O que eu posso te falar é: existe uma questão da faixa de 3,5 GHz, almejada pelo 5G, que está próxima da recepção da Banda C. Como isso vai ficar? Tem muita gente ainda refletindo sobre esse assunto. Como conciliar essas faixas? Seria um assunto mais para a nossa área regulatória.”

Transparência e integração de redes

Com a nova geração satelital, prevista para 2021, a SES pretende fornecer uma solução mais transparente, por meio de integração com as redes terrestres. A intenção da empresa é que o satélite sirva como uma ampliação da fibra e do cabo convencionais, de forma ao usuário perceber mais a sua atuação.

“Um fator fundamental no 5G é a necessidade de integração das redes. O 5G precisa integrar redes satelitais e terrestres. Não adianta ter os satélites mais sofisticados do mundo se não tem uma integração adequada com as redes terrestres, porque precisa complementar o ecossistema. Estamos trabalhando mais e mais também em sistemas de integração de gerências entre a satelital e a terrestre. Nós queremos que, quando os nossos clientes se conectam nas nossas redes, possam gerenciá-las como se fossem uma extensão da terrestre. Queremos que os usuários percebam que tem um satélite ali para complementar aquela rede.”

Mensagem aos leitores do TudoCelular

Para encerrar a entrevista, Sandro Barros ainda deixou uma mensagem positiva aos leitores do TudoCelular. O executivo da SES conclui que os satélites estarão mais presentes no cotidiano dos usuários.

“A minha mensagem é positiva. O satélite vai fazer cada vez mais parte da vida das pessoas. E contem com as nossas soluções, particularmente com a SES, para viabilizar o 5G na terra, no ar e no mar.”

Você acredita que as operações de satélites vão colaborar para a utilização em escala mais ampla do 5G no Brasil e no mundo? Compartilhe conosco a sua opinião!


5

Comentários

Satélites vão viabilizar o 5G na terra, no mar e no ar | TudoCelular Entrevista

Para aliviar a falta do WhatsApp, TIM remove custo de envio de SMS

Limite de banda larga: saiba o que NET, Tim, Vivo e Oi oferecem para clientes no Brasil

MWC 2016: toda a feira em quase 10 minutos e consideração final

São Paulo recebe ônibus com internet 4G. Testamos e o resultado foi ótimo