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Avanço na ciência! Pesquisadores canadenses transformam sangue tipo A em doador universal

12 de junho de 2019 3

Cientistas da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, divulgaram na revista Nature Microbiology, em artigo publicado na última segunda-feira (10), um feito inovador na microbiologia e fisiologia. Eles conseguiram converter, a partir das enzimas naturais do intestino humano, o sangue tipo A em doador universal, dando a esse tipo de sangue a mesma característica do sangue tipo O.

O fato curioso é que a pesquisa tem como base o fato de que células sanguíneas do tipo O não possuem açúcar em sua superfície. Independente do fator Rh, esses açúcares estão diretamente ligados à superfície de células dos sangues A, B e AB. A ideia do estudo foi transformar o sangue A, segundo tipo mais comum entre humanos, em material compatível com todos os outros tipos nas salas de emergência, pois hemocentros sofrem com a falta de estoque, especialmente do tipo O.

A técnica utilizada até então era a remoção dos carboidratos incompatíveis das hemácias e torná-las neutras como as de um sangue O. Vale destacar que as formas de conversão atuais tem um custo extremamente alto, o que torna a aplicação inviável. Os cientistas encontraram um caminho graças a um tipo de enzima presente em bactérias naturais do intestino humano.

Eles trabalharam por anos em busca de uma enzima com grande disponibilidade e capaz de quebrar os açúcares das células sanguíneas menos compatíveis. Para colocar o experimento em prática, a equipe precisou isolar o DNA bacteriano de uma amostra de fezes humanas. Utilizando uma técnica de engenharia genética, os pesquisadores cortaram o fragmento do DNA para reproduzi-lo em cópias in vitro de bactérias Escherichia coli. Depois de tentar por algumas vezes, descobriram que elas são oriundas de outra bactéria intestinal, chamada Flavonifractor plautiique.


A altíssima atividade e especificidade dessas enzimas, tanto nas soluções isoladas quanto no sangue, faz com que sejam candidatas extremamente promissoras na implementação [de técnicas] nas rotinas automatizadas já existentes [em laboratórios] para coleta, processamento e armazenamento sanguíneo, com grandes implicações na flexibilização de nossos suprimentos de sangue e possíveis aplicações no transplante de órgãos"

Trecho do estudo da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá

A tendência é que, com essa técnica, o estoque de hemocentros tem potencial para dobrar de tamanho, já que o sangue tipo A representa praticamente 30% da disponibilidade de tipos em todo o mundo. Somado ao tipo O, a oferta aumenta. Os pesquisadores salientaram que o processo utiliza baixas cargas enzimais em um mecanismo único, que poupa tempo e recursos.

É cedo, contudo, para determinar em quanto tempo hospitais e hemocentros serão beneficiados com essa técnica. Esse foi apenas o primeiro estudo, e novas pesquisas são necessárias para lapidar o processo e torná-lo viável para ser reproduzido em larga escala.


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