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Coronavírus: desinformação faz aumentar busca por medicamentos sem eficácia comprovada

22 de março de 2020 4

O Brasil sofre os efeitos da pandemia do novo coronavírus. Isolamento social, comércios, academias e shopping fechados e, por outro lado corrida a farmácias e supermercados. 

Outra característica típica desses tempos é a desinformação. Fake news, crenças e notícias desencontradas atrapalham o combate e assustam a população. Confira o Detetive TudoCelular com as diferenças entre Covid-19, SARS e outras gripes.

O Brasil soma 1209 infectados, de acordo com as secretarias estaduais de saúde, enquanto o Ministério da Saúde contabilizam 1128 casos, com 18 mortos - 15 deles no estado de São Paulo. 

Nesse cenário, algumas possíveis soluções surgem. O sulfato de hidroxicloroquina, medicamento utilizado para tratamento de malária, doenças autoimunes e também reumatológicas, como artrite, mostrou eficácia em testes realizados internacionalmente - na China, França e Estados Unidos - em casos graves de Covid-19. 

Foi o suficiente para que uma corrida começasse nas farmácias, e o remédio, que era encontrado sem dificuldades, começou a desaparecer desses locais, pelo fato de muitas pessoas passarem a estocar o medicamento. Com isso, pessoas que necessitam do medicamento não têm encontrado.

É o caso da assistente social aposentada Silvana Ajaj, de 65 anos. Com problemas de artrite, ela precisa do medicamento e tem o suficiente para mais dez dias. Apesar de fazer parte do grupo de risco de contágio, foi em farmácias de diferentes regiões da capital paulista, onde mora, e não encontrou a hidroxicloroquina. 


Estou há 2 semanas tentando comprar o meu remédio pra artrose/artrite e não encontro nas farmácias pois por conta de uma informação de que o remédio seria utilizado para cura do coronavírus fez com que ele desaparecesse das prateleiras da farmácia. E esse fato ainda não está comprovado, e mesmo que estivesse, não poderia ser comprado assim, indiscriminadamente, pois assim como eu, outras pessoas precisam do medicamente e não terão. Isso não prejudica uma pessoa, e sim a nação!"

 

Silvana Ajaj,  assistente social aposentada

Em post no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro anunciou que o laboratório químico e farmacêutico do Exército ampliará imediatamente a produção da hidroxicloroquina, e disse ainda que o presidente da Anvisa, Antônio Barra, vetou a exportação do remédio. 

Ainda sobre a cloroquina, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que os medicamentos a base do composto estariam praticamente aprovados para uso, mas a FDA, órgão responsável pela aprovação de medicamentos no país, corrigiu o mandatário, alertando que é necesário comprovar em ensaios clínicos que as drogas são seguras e eficazes e que, no momento, não há evidências de que funcionem.

Vale ressaltar, contudo, que a Anvisa, em nota divulgada na última sexta-feira (20), alerta para o fato de os estudos não serem conclusivos, e que seu uso não é recomendado. A agência classifica os experimentos como promissores, mas ressalta que a automedicação pode representar um grave risco à saúde. Na França, o medicamento foi testado apenas em um pequeno grupo com 20 pacientes de Covid-19. 

A agência decidiu enquadrar a hidroxicloroquina e a cloroquina como medicamentos de controle especial para evitar que pessoas que não precisam desses medicamentos provoquem um desabastecimento no mercado. Atualmente, não existem vacinas nem tratamentos para a doença respiratória altamente contagiosa covid-19, por isso os pacientes só podem receber cuidados paliativos por ora.


O mundo assiste a uma corrida sem precedentes para encontrar tratamentos eficazes contra o Covid-19. Além da já citada cloroquina, um tratamento experimental projetado para combater o ebola está na mira de cientistas.

O ministro da Saúde espanhol anunciou que alguns hospitais do país iniciarão ensaios clínicos com pacientes para demonstrar a eficácia do remdesivir, desenvolvido pela farmacêutica norte-americana Gilead para tratar o ebola, ainda em fase experimental. Outro medicamento é o Favirapir, mais conhecido no Japão com o nome de Avigan, é usado contra a Influenza. A substância foi testada na China.

Contudo, fica o alerta. A automedicação representa riscos para a saúde, e estocar medicamentos pode deixar pessoas que realmente necessitem sem tratamento. Em tempos difíceis, que pedem solidariedade, é importante ter consciência.


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