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Astrônomos estudam tipo “diferente” de asteroide

22 de maio de 2020 0

Descoberto pela primeira vez em 2019, o asteroide chamado 2019 LD2 chamou a atenção dos cientistas quando o Sistema de Alerta Terrestre de Impacto de Asteroide (Atlas), que fica no Havaí, detectou um sinal fraco e novo que parecia vir dos "troianos de Júpiter". Ao estudar de perto o corpo celeste os astrônomos notaram algumas características nele que o assimilava a um cometa.

Na ocasião esses estudos tiveram que ser suspensos quando os asteroides se moveram muito e não puderam mais ser observados. No entanto, com o ressurgimento foi possível retomar os estudos

Normalmente, ou pelo menos é o que se sabe até hoje, os cometas possuem órbitas longas e são carregados de gelo que, ao se aproximar do sol, sublimam e formam uma auréola e uma calda de névoa. Já os asteroides geralmente são estruturas puramente de rocha, secas e inertes, com órbitas no sistema solar, semelhante aos planetas.

E é nisso que o 2019 LD2 se diferencia de das definições de cometa ou asteroide, ou melhor, é nisso que ele se assemelha aos dois, o que o torna bastante peculiar. Ele possui uma calda similar a um cometa, mas tem uma órbita parecida com a de um cometa. Isso, apesar de bem incomum, não é totalmente desconhecido. Os astrônomos chamam esse tipo de asteroide – que possui características de cometa, como sublimação e emissão de gases – de Asteroides Ativos.

Mas o fato que mais intriga os cientistas não é necessariamente a estrutura, ou aparência, do 2019 LD2, mas o local onde ele foi encontrado.

O objeto compartilha sua órbita com Júpiter, em um enxame de asteroides conhecido como Troianos de Júpiter, e é o primeiro dentre esses corpos que soltam gases, como faz um cometa.

Acredita-se que os asteroides que orbitam Júpiter podem ter surgido há cerca de quatro bilhões de anos, período em que os cientistas acreditam que os planetas do Sistema Solar estavam migrando para a posição atual. Se o 2019 LD2 já compartilhava o espaço com eles desde então, qualquer gelo presente em sua estrutura já era pra ter derretido, o que não aconteceu.

"Acreditamos que os asteroides devem ter grandes quantidades de gelo sob suas superfícies, mas nunca tivemos nenhuma evidência até agora", disse Alan Fitzsimmons, astrônomo da Queen’s University Belfast, na Irlanda.

O que os astrônomos imaginam é que o asteroide pode ter se chocado com outro corpo rochoso e, com o impacto, pode ter desintegrado uma parte e exposto a camada de gelo interior, que agora começa a sublimar.

Outra possibilidade é que o 2019 LD2 tenha se integrado à Júpiter recentemente, vindo de um lugar suficientemente distante para que o gelo permanecesse em sua superfície.

No momento os astrônomos não possuem as respostas concretas sobre essas hipóteses, mas pode ser que no futuro mais algum fato sobre ele seja descoberto. Isso por que, no ano que vem, a Nasa lançará a sonda Lucy, a primeira a visitar os "troianos de Júpiter". O asteroide não está no cronograma de visitação da nave, mas talvez seja possível captar alguma observação de sobrevoo à medida que a sonda passa pelo asteroide.

Outro estudo recente é o de cientistas norte-americanos, que traz especulações sobre o misterioso Planeta Nove.


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