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Coronavac: conheça os detalhes sobre a vacina para Covid-19 de São Paulo | Detetive TudoCelular

12 de junho de 2020 5

Nesta quinta-feira (11), o governador de São Paulo, João Doria, anunciou uma parceria com o laboratório privado chinês Sinovac Biotech, para a realização da Fase III do estudo clínico de uma nova vacina contra a Covid-19 no Brasil.

Chamada de “Coronavac”, ela terá sua produção local feita pelo Instituto Butantan. Mas como será feita? Quais são suas especificidades? O Detetive TudoCelular explica melhor os detalhes a seguir:

Fases de uma vacina

Ao todo, são seis fases para que uma vacina esteja pronta e utilizável em seres humanos, com total segurança, as quais podem durar anos para a conclusão. As duas primeiras são pré-clínicas. Ou seja, antes de se testar em pessoas, os cientistas realizam pesquisas em laboratórios para estudar quais são as suas possibilidades de composição – a primeira etapa.

Na sequência, os experimentos são feitos em animais, para que se tenha uma prova dos dados que foram coletados durante os estudos iniciais – segundo passo. Somente depois disso, vêm as fases com os testes em humanos.

Este próximo período é nomeado como “fases de ensaio”, ou “estudo clínico”. Aqui, são mais três etapas. A Fase I aplica a vacina em uma quantidade menor de indivíduos, com o objetivo de verificar a segurança da composição – em outras palavras, se não há qualquer reação adversa maior.

Já a Fase II busca checar se gera resposta imunológica, agora em um grupo maior de voluntários. Com uma amostragem maior, a Fase III tem como objetivo demonstrar em definitivo a eficácia da cura. Somente após isso, a vacina recebe registro sanitário e poderá, em uma sexta e última etapa – ou Fase IV do estudo clínico –, ser disponibilizada para a população.

Imagem: Reprodução

Histórico da Coronavac

Devido à emergência gerada pela pandemia do novo coronavírus, os processos de criação de uma cura para a doença têm sido agilizados pela comunidade científica. No caso específico da Coronavac, ela já passou pelos estudos pré-clínicos – nos quais teve sua comprovação feita em macacos – e por duas fases em humanos.

Nos dois primeiros passos das fases de ensaio, a Sinovac aplicou a vacina em 144 e 600 indivíduos, respectivamente – todos da China. Em ambos os momentos, a Coronavac se mostrou segura e gerou a resposta imunológica – com a geração de anticorpos para a doença.

Agora, a Fase III demandará um total de 9 mil pessoas. No entanto, como no país asiático não há mais o vírus em grande circulação, o laboratório firmou o acordo com o Instituto Butantan para aplicar a etapa em São Paulo.

Como é produzida?

Atualmente, as 136 vacinas contra a Covid-19 em desenvolvimento no mundo utilizam diferentes matérias-primas. As principais são com o vírus inativo ou enfraquecido, vetores virais, ácido nucleico (DNA ou RNA) e proteínas.

A Coronavac especificamente utiliza um vírus inativo. Na prática, o laboratório pega o SARS-CoV-2 e infecta uma célula produzida em laboratório – chamada de “Vero”. Na sequência, com a replicação do patógeno, pega o coronavírus e o deixa inativo (SARS-CoV-2-cepa CZ02). Por meio de fragmentos dele, é feita a vacina.

Quando introduzida no organismo do indivíduo, a partícula não terá a capacidade de gerar efeitos negativos na pessoa. No entanto, será suficiente para que o sistema imunológico faça seu trabalho de reconhecer aquele “corpo estranho” e – por si próprio – criar as defesas necessárias para combatê-lo.

“Um coronavírus é introduzido em uma célula, essa célula é cultivada em laboratório, o vírus se multiplica. No final, o vírus é inativado e incorporado na vacina. É uma das vacinas em desenvolvimento em estágio mais avançado do mundo.”


Dimas Covas

Diretor do Instituto Butantan

Ainda há um componente a mais a se considerar. O Instituto Butantan, para o teste, irá acrescentar adjacentes na vacina, os quais ajudarão o organismo dos voluntários a terem uma resposta imunológica mais eficaz durante o procedimento.

O Instituto Butantan ficará responsável de conduzir o teste da Coronavac no Brasil | Imagem: Reprodução

Tecnologia não é nova

Apesar de as primeiras doses serem produzidas pela Sinovac e importadas para o Brasil, em um curto tempo o Instituto Butantan passará a criar do Brasil as vacinas para a aplicação nos voluntários.

“O maior benefício do acordo anunciado hoje, é a transferência de tecnologia para a produção nacional da vacina, que irá salvar a vida de milhares de brasileiros. É a ciência que vai salvar vidas.”


Dimas Covas

O método de criação não é uma novidade para a entidade. Já há um domínio da tecnologia implantada para inativar vírus em células Vero. O Butantan já produz a vacina da dengue nesse mesmo método.

Distribuição nacional

A testagem dos 9 mil voluntários – selecionados pelo Instituto e que não poderão ter sido contaminados anteriormente pelo coronavírus – terá início no próximo mês de julho. Caso tudo ocorra como planejado, a produção em massa para a sociedade deverá acontecer a partir do primeiro trimestre do ano que vem – fevereiro ou março –, com disponibilidade em junho de 2021.

O investimento do estado de São Paulo será de R$ 85 milhões na pesquisa. Na etapa final, a distribuição está prevista para ser gratuita a todo o país, pelo SUS.

Quais são as suas expectativas para a Coronavac e seus testes em São Paulo? Relate para a gente no espaço abaixo!


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Comentários

Coronavac: conheça os detalhes sobre a vacina para Covid-19 de São Paulo | Detetive TudoCelular
  • Sou profissional da saude trabalho na linha de frente e quero ser voluntario para tomar a vacina como faço.

      • Espero que a ciência dita o caminho. Pelo visto tem muitas pessoas colocam a ideologia na frente. Preferem ver seres humanos jogados a própria sorte do que a colaboração científica com um país de regime comunista. Ainda acredita que comunistas comem crianças.
        Quem sabe lamber merdas do Trump torna-se assintomático, melhor do que cura pela vacina em colaboração com China Comunista.

          • Isso cheira mais uma maracutaia desse infeliz desse bandido comunista chamado doria. Nunca vou tomar essa vacina e desaconselho quem pensa em tomar.

              • Se o verme não atrapalhar esse trabalho... porque a China é inimiga do seu maior aliado, se até o 5G eles estão metendo o bedelho aqui no Brasil, não me admiraria se viesse uma ordem ao seu capacho para dificultar esses testes.

                  • Olá cadu_moreira, vc pode explicar melhor seu comentário: 1- Quem seria esse "verme" e pq ele atrapalharia esse trabalho? 2- Vc tem melhor embasamento para explicar pq a China é inimiga do "maior aliado". Como está essa história toda em termos econômicos e geopolítico? Explica melhor pra gente. 3- Como está a política do 5G no Brasil? O que devemos fazer? O que seria a melhor em termos técnicos e seguros para a implantação do 5G no Brasil (explique de forma técnica)? Quem é o capacho, ordem de onde, pq essa ordem viria, qual o sentido de uma ordem dessas na ordem mundial da geopolítica? No aguardo.

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