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Coronavírus: estudo sugere uma doença sindêmica e aponta nova abordagem para tratamento

19 de outubro de 2020 0

O novo coronavírus já avança há quase um ano em todo o mundo e, desde o surgimento do primeiro caso, a comunidade científica busca por algum tratamento eficaz – seja por meio de medicamentos ou na pesquisa de vacinas – contra a doença.

Agora, no entanto, a doença pode ganhar uma nova classificação que, segundo alguns especialistas, pode mudar a forma como os pesquisadores e médicos entendem e tratam cada caso da doença.

Segundo uma publicação do periódico The Lancet – uma das revistas científicas mais reconhecidas mundialmente – o surto de COVID-19 não deve ser entendido como uma pandemia, como é classificado há meses, mas sim como uma sindemia, que aborda a doença de forma diferente do que é entendido atualmente.

O que é uma sindemia

A classificação de sindemia tem sua origem nos anos 90, quando o antropólogo médico Merril Singer – criador do termo – definiu a classificação de doenças como “um modelo de saúde que se concentra no complexo biossocial.”

Para ele, quando os fatores sociais e ambientais potencializam e promovem os efeitos negativos de uma doença, sua epidemia deve ser classificada, na verdade, como uma sindemia.

O termo ainda prevê que a doença deve ser tratada não só de forma individual, mas analisada em conjunto com os outros fatores que a potencializam.

O coronavírus como uma sindemia

De volta à publicação da The Lancet, o editor chefe da revista, Richard Horton, explica que a COVID-19 não é uma doença como qualquer outra que já tenha sido vista no mundo. Isso porque ela não age sozinha, mas conta com “cúmplices”, que podem piorar o quadro clínico de cada paciente.

Esses chamados cúmplices, segundo Horton, são as doenças e condições pré-existentes em cada paciente, como obesidade, diabetes, distúrbios cardíacos e situações sociais. O autor explica, ainda, que na maioria dos casos do novo coronavírus, os quadros clínicos dos pacientes são agravados por esses fatores e, portanto, a abordagem para tratamento da doença deve ser diferente do padrão atual.

No entendimento de Horton, os governos têm se guiado em um modelo antigo de tratamento contra a COVID-19, que se baseia no fato dela ser uma pandemia:

Mas a história da covid-19 não é tão simples assim. Duas categorias de doenças estão interagindo dentro de populações específicas – a síndrome respiratória aguda severa (Sars-Cov-2) e uma série de doenças não transmissíveis (DNTs). Estas condições estão se agrupando dentro de grupos sociais de acordo com padrões de desigualdade profundamente enraizados em nossas sociedades. A agregação dessas doenças em um contexto de disparidade social e econômica exacerba os efeitos adversos de cada doença separada.

Com isso, o pesquisador aponta que, para tratar o novo coronavírus de forma adequada, é necessário, antes, “atacar” essas doenças não transmissíveis: “O número total de pessoas que vivem com doenças crônicas está crescendo. Abordar a covid-19 significa abordar a hipertensão, obesidade, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias crônicas, e câncer.”

Em outras palavras, segundo o entendimento de Horton, é preciso que os governos adotem políticas de saúde que tratem de forma individual as condições pré-existentes em cada paciente para melhorar seus respectivos quadros clínicos.

Por fim, o autor ainda sugere que é preciso prestar mais atenção nas doenças não transmissíveis em locais mais pobres, que representa um terço do total mundial. “A menos que os governos elaborem políticas e programas para reverter as profundas disparidades, nossas sociedades nunca estarão verdadeiramente seguras da covid-19. A crise econômica que está avançando em nossa direção não será resolvida por uma droga ou uma vacina.”

Enquanto isso, no Brasil, o governador paulista João Doria declarou que a vacinação deverá ser obrigatória em seu estado – o que vai na contramão da declaração presidencial de que ninguém poderá ser obrigado a tomar a vacina.


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