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Vacina de Oxford tem composto chinês e reabre polêmica sobre Bolsonaro descartar CoronaVac

23 de outubro de 2020 153

Atualização (23/10/2020) - DB

Uma grande polêmica sobre a compra de vacinas pelo governo federal se instalou nessa semana. Primeiro foi o anúncio, por parte do Ministério da Saúde, de que o governo federal compraria 46 milhões de doses da CoronaVac, desenvolvida pelo laboratório chinês Sinovac, que foi rechaçada publicamente pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

O presidente disse que não efetuará a compra mesmo se houver comprovação científica da segurança e eficácia da Vacina por parte da Anvisa, o que estabeleceu uma crise política, visto que a CoronaVac tem como principal defensor o governador paulista João Dória, visto como adversário político no Palácio do Planalto.


Porém, a presidência não se verá livre da China em outros fármacos. Isso porque a vacina preferida do presidente, a desenvolvida pela Universidade de Oxford, tem seu ingrediente farmacêutico ativo (IFA) fabricado em laboratório chinês. A própria Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) afirmou que 15 milhões de doses do IFA serão transportados da China para o Brasil em dezembro, com o objetivo de complementar a fabricação das primeiras doses da vacina desenvolvida em parceira por Oxford e o Instituto Bio-Manguinhos.

Vale destacar que há, contudo, diferenças conceituais entre as duas vacinas, embora ambas tenham, de qualquer forma, relação com a China: a de Oxford usa a técnica "vetor viral", que usa um adenovírus com uma espícula do Coronavírus, assim como a que está sendo desenvolvida pela Johnson & Johnson, enquanto a CoronaVac usa o próprio SARS-CoV-2 inativo. Já as produzidas por Pfizer e Moderna usam RNA sintético, ou seja, criam o sequenciamento genético do coronavírus totalmente artificial em laboratório.

Para usar o próprio vírus da doença, é necessário "cultivá-lo" em células Vero, em laboratório, e conseguir matéria-prima suficiente para produção em massa. A Sinovac conseguiu fazer isso por, entre outros fatores, estar na China e conseguiu obter o vírus em larga escala, além de ter trabalhos adiantados para criar uma vacina desde o SARS. Como a doença foi extinta, o trabalho foi adiantado no estágio que estava quando a doença foi extinta.

Atualização (23/10/2020) - JS

Coronavírus: Bolsonaro descarta CoronaVac e não comprará mesmo com aprovação da Anvisa

Alguns dias após o Ministério da Saúde confirmar a compra de R$ 46 milhões doses da vacina CoronaVac, Bolsonaro veio a público para descartar a aquisição da solução chinesa para a Covid-19. Porém, na quarta-feira (21) o presidente da república resolveu amplificar sua negativa em relação a "vacina chinesa" e afirmar que não vai realizar o investimento no produto, mesmo com comprovação científica da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).

Segundo o atual líder do nosso país, a China está com "descrédito muito grande" em relação a vacina e que ele não vai colocar a população risco, pois não possui segurança o suficiente para aceitar realizar a aplicação em massa no Brasil, já que ainda precisam estudar mais sobre os componentes da vacina.

“A (vacina) da China nós não compraremos, é decisão minha. Eu não acredito que ela transmita segurança suficiente para a população. Esse é o pensamento nosso. Tenho certeza que outras vacinas que estão em estudo poderão ser comprovadas cientificamente, não sei quando, pode durar anos”, justificou Bolsonaro em entrevista a Jovem Pan.

Quando questionado especificamente em relação a CoronaVac, Bolsonaro foi veemente ao afirmar que não fará investimento na "vacina chinesa", mesmo que ela tenha autorização dos órgãos regulamentadores nacionais para ser aplicada no povo, afirmando que a população não vai servir de cobaia.

"Eu acho que tudo tem um limite e tenho certeza que o poder Judiciário não vai se manifestar nessa situação. Até porque tenho conversado com muita gente em Brasília, não vou citar nomes, mas pertencem a poderes, obviamente, e dizem que não tomariam a vacina chinesa por não ter a devida confiança", completou.

Atualização (21/10/2020) – RB

Um dia após o Governo Federal confirmar a compra de 46 milhões de doses da CoronaVac, o presidente Jair Bolsonaro declarou que não vai liberar a aquisição por parte do Ministério da Saúde. Esta candidata – criada pelo laboratório privado Sinovac – tem sido testada pelo Instituto Butantan, com o aval do governador de São Paulo, João Doria.

De acordo com Bolsonaro, o governo somente compraria medicamentos com eficácia “comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa”. Vale lembrar que os resultados dos testes de eficácia da CoronaVac ainda não chegaram a ser publicados, mas dados prévios mostram uma segurança superior a 98%.

“Para o meu governo, qualquer vacina, antes de ser disponibilizada à população, deverá ser comprovada cientificamente pelo Ministério da Saúde e certificada pela Anvisa. O povo brasileiro não será cobaia de ninguém. Não se justifica um bilionário aporte financeiro num medicamento que sequer ultrapassou sua fase de testagem. Diante do exposto, minha decisão é a de não adquirir a referida vacina.”


Jair Bolsonaro

Presidente da República

O presidente ainda teria mandado uma mensagem aos ministros, com a afirmação de que “Não compraremos vacina da China”, conforme informou o site Poder 360.

Imagem: Reprodução

Contradição

Apesar de ter declarado que não compraria a vacina chinesa por não ter eficiência comprovada nem liberação pela Anvisa, o governo brasileiro já apostou em outras iniciativas que também não atendiam a esses requisitos.

Uma delas foi a produção de 18 anos de estoque de cloroquina pelo Exército em alguns meses, por mais de R$ 1,5 milhão – sob investigação do Ministério Público e do Tribunal de Contas da União (TCU). O medicamento foi revogado nos Estados Unidos, proibido no Hospital Albert Einstein e teve sua eficácia descartada pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

Outra consistiu na compra de 100 milhões de doses da vacina de Oxford, por R$ 1,9 bilhão. Ela, além de não ter autorização pela Anvisa, ainda está na Fase 3 no estudo clínico – a mesma da CoronaVac –, mas deverá ficar pronta somente depois da candidata experimentada pelo Instituto Butantan.

E aí, você concorda com a decisão de Bolsonaro ou gostaria que o Ministério da Saúde concluísse a compra da vacina do Butantan e da Sinovac? Dê a sua opinião para a gente!

Texto original (20/10/2020)

Coronavírus: Governo Federal fecha contrato para compra de 46 milhões de doses da CoronaVac

O Governo Federal acaba de anunciar a aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac por meio do SUS. A vacina vem sendo desenvolvida e testada pela companhia farmacêutica chinesa SinoVac em uma parceria com o Governo do Estado de São Paulo e o Instituto Butantan.

A notícia chega um dia depois da coletiva de imprensa liderada pelo governador João Doria e o hematologista e diretor do Instituto Butantan Dimas Covas em que foram divulgados dados preliminares sobre a segurança da CoronaVac. Segundo o médico, a CoronaVac é a vacina que apresenta perfil mais seguro entre todas as testadas contra a COVID-19, com o efeito colateral mais comum, a cefaleia (dor de cabeça), afetando apenas 15% dos voluntários.

Ainda durante a coletiva, João Doria afirmou que negociações com a União estavam em curso, com uma reunião para acertar os detalhes da operação de produção e distribuição marcada com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para esta quarta (21). Já no encontro de hoje, que definiu a compra da vacina, estavam presentes ainda chefes de outros 23 estados do país.

Com índice pequeno de efeitos colaterais, sendo a dor de cabeça e a fadiga os mais comuns, a CoronaVac se mostra a mais segura entre todas as vacinas contra COVID-19 testadas.

Espera-se que a vacinação com a CoronaVac tenha início em janeiro de 2021, estando inclusa no Calendário Nacional de Imunizações, não havendo assim prioridade para moradores do Estado de São Paulo. Apesar disso, conforme alertou Dimas Covas, o cronograma pode atrasar. Segundo o médico, a última etapa dos testes encontra-se paralizada por falta de voluntários idosos. “Precisamos da comprovação da eficácia da vacina em pelo menos 61 casos. É estatisticamente possível, mas não temos controle da realidade”, afirmou.


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