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Pandemia do coronavírus pode transformar vacinas no mundo | Detetive TudoCelular

22 de outubro de 2020 3

A corrida pela vacina que possa imunizar a população mundial do novo coronavírus ainda continua em andamento. Enquanto, de um lado, as pessoas esperam por uma cura eficiente; por outro, a ciência tem inovado na hora de desenvolver as candidatas no momento.

Uma das contribuições deste momento para o mundo científico é a colocação em prática de novas tecnologias para a criação de vacinas. O Detetive TudoCelular desta quinta-feira (22) aborda em mais detalhes esse tema.

Novas técnicas

Este espaço já explicou como são criadas as candidatas a vacinas da Sinovac – a CoronaVac – e de Oxford/AstraZeneca. Enquanto a primeira utiliza o próprio SARS-CoV-2 inativo – ou seja, sem conseguir infectar as células –, a segunda insere a proteína presente na espícula do coronavírus em um adenovírus que não provoca doença nos seres humanos – técnica chamada de “vetor viral”.

Mas, além desses métodos que precisam de um vírus para gerar a imunização das pessoas, os laboratórios passaram a aplicar uma nova tecnologia que permite criar a vacina sem necessitar de nenhum antígeno: a vacina gênica.

Ela foi criada há cerca de 30 anos, mas nunca chegou a ser usada em seres humanos até então. Somente tem ganhado espaço no mundo da ciência este ano, com os estudos sobre a pandemia atual.

Material 100% sintético

Uma das principais características desse tipo é ter a sua matéria-prima criada totalmente em laboratório. Em outras palavras, ela não utiliza um organismo vivo para estimular a produção de anticorpos no organismo humano.

Na prática, os cientistas replicam a sequência genética do vírus em questão no próprio laboratório e formam um RNA sintético. Ao ser injetado nas pessoas, o sistema imunológico irá identificá-lo como se fosse o vírus em si e poderá gerar os anticorpos da mesma maneira se fosse infectado com o SARS-CoV-2 real.

Do DNA para o RNA

A princípio, as vacinas gênicas foram criadas com o foco em desenvolver com base no DNA. Este se trata da molécula onde as informações genéticas de um organismo ficam armazenadas e são utilizadas na fabricação de proteínas do corpo pelas células.

A intenção era utilizar o DNA para gerar absorção celular, o que se transformaria em RNA e poderia estimular a proteína que geraria a imunidade. No entanto, os testes iniciais mostraram que, na prática, isso não acontece de forma suficiente.

O caminho foi, então, criar o RNA de forma direta para produzir a reação imune com mais força. No entanto, os cientistas viram que isso geraria uma inflamação grande, a qual com o tempo foi reduzida pelos especialistas.


Candidatas atuais

No momento, são duas empresas no mundo que utilizam a técnica do RNA sintético para os experimentos da vacina contra o novo coronavírus, entre as oito mais avançadas. Uma delas é a norte-americana Pfizer, que desenvolve a sua candidata em parceria com a alemã BioNTech e a chinesa Fosun.

A segunda também consiste em uma companhia dos Estados Unidos: a Moderna. Ambas já tiveram resultados prévios positivos (1, 2), apesar de apresentar reações adversas mais severas em alguns casos.

Vantagens

As vacinas gênicas possuem algumas vantagens na comparação com os métodos mais tradicionais. Uma delas é a possibilidade de produção em larga escala com menos esforços, o que gera maior velocidade na fabricação.

Isso porque elas não dependem do cultivo do vírus em grande quantidade para ter a matéria-prima. Em outras palavras, a produção de um RNA sintético não demanda grandes estruturas e permite um custo menor – outros pontos positivos.

Nos casos de uma mutação do vírus no futuro, haveria uma facilidade maior de adaptação da matéria-prima, para proteger também dos antígenos que já sofreram mudanças nos seus códigos genéticos.

Para completar, esse tipo de técnica também impediria que as pessoas vacinadas possam ficar doentes, como acontece nas vacinas que usam vírus atenuado – vale lembrar que não há, entre as principais candidatas, nenhuma que utiliza o próprio coronavírus enfraquecido em sua produção.


É eficiente?

Aqui está o ponto de maior dúvida até o momento sobre o uso de RNA sintético em vacinas: esse método é eficiente? Apesar de prometer um reconhecimento do material pelo organismo, para a produção de anticorpos, ainda não há comprovação científica da sua eficiência.

Somente com a conclusão dos testes que estão em andamento para as candidatas contra a Covid-19, a eficácia poderá ser comprovada por completo. Em reportagem da BBC News Brasil, o pesquisador da Universidade da Pensilvânia, Norbert Pardi, relata que os estudos são promissores até o momento.

Contribuição futura

Uma das grandes expectativas no sucesso deste método de desenvolvimento da vacina é a contribuição que ela poderá trazer também a outras doenças, de modo a transformar essa área científica dentro da saúde.

Com o sucesso da técnica do RNA sintético, os laboratórios conseguirão aprimorar as curas já estabelecidas para outras doenças, mas agora com mais agilidade em casos de mutações, além de agilizar a criação de novas vacinas a outras doenças que possam surgir no futuro.

Você acredita que a pandemia do coronavírus poderá gerar transformações nas vacinas a nível global? Deixe sua opinião nos comentários abaixo.


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