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Coronavírus: pacientes 'resistentes' podem ser a chave para criação de tratamento eficaz

14 de março de 2021 3

Você sabe como foram desenvolvidos os remédios para a AIDS? No final dos anos 90, cientistas se basearam em uma mutação genética presente no sangue de um indivíduo, Stephen Crohn, resistente ao vírus HIV, para criar um medicamento retroviral. A história dele é o que tem inspirado pesquisadores de todo o mundo a encontrarem pessoas com resistência ao novo coronavírus, a fim de encontrar uma solução medicinal capaz de combater ou inibir os efeitos da doença.

Desde junho de 2020, o geneticista na Escola de Medicina Icahn, em Nova York, Jason Bobe começou a procurar famílias nas quais várias gerações haviam sofrido casos graves de coronavírus, porém com a presença de ao menos um indivíduo assintomático. Para tornar viável esse processo de busca, o pesquisador tem trabalhado com questionários e grupos de pacientes no Facebook, como o Survivor Corp, para identificar possíveis candidatos.

A ideia de Bobe é replicar a sequência de genomas de pacientes com sinais de resistência ao coronavírus, tentando reconhecer alguma mutação que os estaria ajudando a escapar dos sintomas da Covid-19. Em caso de sucesso, esse material pode servir de base para a produção de medicação antiviral capaz de bloquear o vírus.

A pandemia de Covid-19 tem se alastrado exponencialmente no Brasil novamente e os alertas para novas cepas do coronavírus assustam, enquanto supostas medicações antivirais são declaradas como perigosas para a saúde. A vacinação continua patinando, mesmo após a confirmação de que algumas das importadas, como a CoronaVac e o imunizante da AstraZeneca, possuem eficácia contra a variante de Manaus.

Já Mayana Zatz, diretora do Centro de Pesquisas do Genoma Humano da Universidade de São Paulo, com objetivo similar ao de Jason Bobe, identificou cem casais em que uma pessoa foi infectada com Covid-19, mas seu parceiro, não.

A cientista e sua equipe estão em busca de marcadores genéticos, que expliquem a resistência que faz com que algumas pessoas altamente expostas ao vírus não o desenvolvam, tampouco apresentam anticorpos. Zatz revela que a situação é relativamente comum; foram recebidos mais de mil e-mails de indivíduos relatando se encaixarem nessas condições.

Os genomas de 12 pessoas com mais de 100 anos que foram afetadas somente de forma leve pela Covid-19, também estão sendo estudados por Zatz e sua equipe. A doença se mostrou especialmente mortal entre adultos na terceira idade e, portanto, aqueles que conseguiram resistir bem à infecção podem ser cruciais na busca por novas maneiras de proteger a população contra o coronavírus.


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