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Vacina contra o câncer mostra resultados positivos, aponta Harvard

05 de abril de 2021 6

Com o avanço da medicina, é de se esperar que entraves sejam superados no ramo e, principalmente quando se trata de uma doença grave, as notícias são sempre muito bem-vindas. A mais recente descoberta, que teve comprovação de eficácia pela Universidade Harvard é uma vacina capaz de combater o melanoma, tipo mais letal do câncer de pele. Muitas soluções para o combate da doença são estudadas, porém resultados consistentes e conclusivos são raros e, por mais distante da realidade que pareça, a chamada "NeoVax" demonstrou resultados positivos e duradouros.

O trabalho foi conduzido pela Escola Médica de Harvard em conjunto com o Instituto de Câncer Dana-Farber, o Brigham and Women's Hospital e o Broad Institute of MIT and Harvard, que analisaram as respostas imunológicas de oito pacientes inoculados pela vacina após a ressecção cirúrgica dos tumores em estágio avançado. Mesmo com o alto risco de recorrência, a vacina teve resultados promissores, cujo efeito pode perdurar durante muitos anos.

Vacina personalizada

A Neovax é formulada a partir das células cancerosas do próprio paciente para identificar os patógenos remanescentes, tais que conseguem permanecer indetectáveis no corpo humano mesmo após uma cirurgia invasiva. Portanto, ela previne que o melanoma volte a se manifestar em um paciente que já desenvolveu a doença previamente, mas não imuniza um indivíduo sem histórico oncológico.

Patrick Ott, um dos membros do estudo que resultou na vacina, explicou em entrevista para o Harvard Gazette:

Os antígenos são codificados com mutações que só estão presentes no tumor e, portanto, esperamos que eles se comportem como um imunizante antiviral, algo que o sistema imunológico pode reconhecer como estranho.

O especialista ainda acrescenta que "as vacinas são verdadeiramente pessoais no sentido de que são feitas com base no tumor de cada paciente". Com isso, temos a chamada "vacina personalizada".

Células

Responsáveis pela resposta antiviral do nosso corpo, os linfócitos T (ou mais popularmente segregados como "células T"), protagonizam a forma em que a vacina atua no sistema imunológico humano. Essas células são tipos de glóbulos brancos responsáveis por defender o corpo de agentes patológicos, como vírus e bactérias.

Durante os estudos, especialistas observaram a evolução dos receptores de células T ao longo das semanas pós-aplicação. Mesmo que inesperado, foi observado o aumento da reprodução das células defensoras, apontando-as como específicas para a vacina.

Ao receber o imunizante, feito a partir do próprio tumor, o corpo do paciente passa a produzir essas células em um maior espectro para conter a falsa ameaça (o composto da vacina), fazendo com que o sistema imunológico esteja instruído e preparado para destruir qualquer resquício de tumor que não pôde ser removido cirurgicamente.

O futuro da vacina

Geralmente, descobertas científicas no ramo da medicina precisam passar por anos de estudos e testes até adquirirem resultados satisfatoriamente positivos para que, então, sejam disponibilizadas para a população em massa. O caso da NeoVax não difere dessa regra, mas não deve demorar até que sua fórmula seja implementada em tratamentos de câncer de outros tipos, dado que é uma tecnologia que vem sido elaborada há quase dez anos.

Ott comenta que o prazo para que a vacina esteja disponível seja de alguns anos e admite que existem desafios a serem superados, porém mantém uma visão positiva em relação ao futuro do imunizante.

O interessante é que ambas as empresas que desenvolveram as vacinas aprovadas pela FDA contra a SARS-CoV-2 também são pioneiras no campo da vacina neoantígena. Ugur Sahin, fundador da BioNTech, por exemplo, publicou junto conosco um estudo semelhante sobre pacientes com melanoma usando uma vacina de RNA.

Há muitos estudos destinados ao atual cenário pandêmico de Covid-19 o que acaba por tirar o foco de outras doenças graves e fatais, porém todo o embasamento pré-existente da imunoterapia com vacinas personalizadas pode ser o pontapé inicial que vai acelerar o processo de desenvolvimento e aperfeiçoamento da vacina.


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