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Coronavírus: vacinas contra a Covid-19 podem afetar ciclo menstrual

09 de abril de 2021 0

A aplicação de vacinas contra o novo coronavírus pode afetar o ciclo menstrual, conforme sugere uma pesquisadora da Universidade de Washington, em St. Louis, na divisão de Ciências de Saúde Pública.

Katharine Lee conta que ela e uma amiga tomaram a vacina contra a Covid-19 em um mesmo dia, afim de estudar os efeitos colaterais do imunizante e como aconteceria cada um deles em seus organismos. No entanto, conforme Lee explicou, ela ficou surpresa ao constatar que, logo após a aplicação, as duas apresentaram o mesmo sintoma: um ciclo menstrual bem mais intenso do que o de costume.

Imagem: imunizante da Pfizer é um dos utilizados nos Estados Unidos.

Lee então entrou em contato com Kate Clancy, pesquisadora da mesma universidade que faz estudos com ciclo menstrual. A surpresa foi que Kate revelou que também teve o mesmo sintoma, mesmo que este não esteja descrito em qualquer documento de possíveis efeitos colaterais de vacinas contra o novo coronavírus.

Com isso, Clancy publicou a curiosidade em seu perfil no Twitter e teve a resposta de muitas outras mulheres que também passaram pelo mesmo: logo após a vacinação, chegou um intenso ciclo menstrual.

Após constatar que muitas pessoas apresentam esse mesmo sintoma, Kate e Katharine decidiram dar início a um estudo científico na universidade, para pesquisar a fundo as possíveis conexões entre a aplicação de vacinas contra o novo coronavírus e o ciclo menstrual: “Isso nos fez querer capturar essas experiências”, explica Kate.

Até o momento, não há muitas informações sobre como qualquer vacina pode afetar o ciclo menstrual, mas, como elas, no geral, afetam bastante o sistema imunológico, não é impossível que, de fato, afetem também a menstruação, conforme explica Lee: “O ciclo menstrual é realmente dinâmico e responde a toneladas de coisas.”

Possíveis explicações

Apesar de a pesquisa científica ainda não ter sido finalizada, alguns fatores podem explicar a possível conexão entre a vacinação contra o novo coronavírus e a alteração no ciclo menstrual, caso se fato exista essa ligação.

Um dos pontos é que as vacinas contra a Covid-19 utilizam nanopartículas que podem alterar os padrões de sangramento.

Imagem: reprodução

Para Kate, em alguns casos essas nanopartículas podem criar respostas imunológicas que matam as plaquetas – tipo de célula sanguínea que está relacionada com a coagulação. Mesmo que essas plaquetas tenham a característica de se regenerar de forma mais rápida, isso ainda pode causar efeitos e fazer com que a menstruação seja mais intensa caso a mulher tenha se vacinado às vésperas do início do ciclo.

Para entender melhor esse comportamento, a dupla trabalha em parceria com o cientista Anirban Sen Gupta, que trabalha com pesquisas relacionadas a plaquetas na Case Western Reserve University, em Cleveland.

Por que estudar a relação entre a vacinação e a alteração no ciclo menstrual?

É importante destacar, porém, que mesmo que haja uma relação entre a vacinação contra o novo coronavírus e a alteração no ciclo menstrual, isso não indica que esse efeito colateral poderá desencadear um problema maior, como fertilidade, por exemplo.

Lee explica que isso aconteceria apenas como um efeito colateral temporário, como já ocorre com outros sintomas, como febre e dor de cabeça, por exemplo.

No entanto, segundo as pesquisadoras, é importante entender todos os possíveis efeitos colaterais para que as mulheres não sejam pegas de surpresa após a vacinação contra a doença. “É realmente uma droga ser surpreendido pelo seu ciclo”, diz Lee. “É bom saber que isso pode acontecer, da mesma forma que é saber que você pode ter febre e dor de cabeça.”

As pesquisadoras justificam que ciclos menstruais mais intensos são, geralmente, preocupantes e, ao saber que esse é um possível efeito colateral da vacinação já faz com que as mulheres fiquem mais tranquilas com essa alteração temporária.

Lee explica, porém, que esse estudo é igualmente importante para, caso seja descartada uma ligação entre a vacina e a alteração no ciclo menstrual, as pessoas imunizadas já saibam que devem procurar um médico após um evento do tipo.

Imagem: Moderna também possui vacina em uso nos Estados Unidos.

Por fim, Lee explica que apenas nos dois primeiros dias de estudo, mais de 700 pessoas já quiseram participar e que a dupla espera estudar vários fatores das pessoas, como idade, condições de saúde aleatórias, intervalo entre aplicação e o início do ciclo e outros fatores. Clancy explica que as pessoas que tomarem a vacina mais próximo do início do ciclo podem ter uma menstruação ainda mais intensa.

As pesquisadoras não revelaram se estudam algum imunizante em específico ou se são as vacinas contra o novo coronavírus no geral. Enquanto isso, outras pesquisas realizadas no país indicaram que o imunizante de Oxford tem eficácia de 79% contra a doença.


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