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Coronavírus pode atacar o cérebro através de vasos sanguíneos, aponta estudo

27 de abril de 2021 2

Apesar dos contínuos esforços para compreender a forma em que o coronavírus age no corpo, alguns aspectos de sua natureza permanecem intrigando especialistas. Com mais de 85,7 milhões de pessoas recuperadas da Covid-19, uma grande fatia dessa população apresentou sintomas recorrentes de perda do olfato e paladar, que se tornaram um dos maiores indicativos da doença.

Além do sintoma, casos onde os pacientes desenvolveram problemas neurológicos e psicológicos graves foram observados. Citando alguns exemplos, dores de cabeça, confusão, delírio, ansiedade, insônia e quadros depressivos acometeram os pacientes. Com isso, os especialistas estudam a forma em que o coronavírus pode atingir o cérebro dos infectados.

Exames de tomografia no crânio de alguns pacientes mostraram derrames causados pelo coronavírus.

Inicialmente, existia a hipótese de que o vírus pudesse utilizar os nervos olfatórios como via para invadir o crânio do paciente. Contudo, após diversas análises clínicas em cérebros de vítimas fatais, foi comprovado que esse não era um quadro muito frequente, apesar de provável.

A ausência do SARS-CoV-2 no órgão denotou que o agente deveria causar os distúrbios mentais de outras formas. Partindo dessa premissa, o neuroimunologista Avindra Nath e sua equipe escanearam os vasos sanguíneos nos cérebros das vítimas fatais do vírus com uma poderosa máquina de ressonância magnética fabricada pela Tesla — tão radiativa que não pode ser utilizada em pacientes vivos.

Com as imagens obtidas através da ressonância, foi possível observar uma grande quantidade de coágulos sanguíneos presos nas vias do cérebro, que estavam claramente inflamadas e mais espessas que o comum.

À esquerda, as células imunes (em roxo) ao redor de um vaso sanguíneo; à direita, as células alteradas devido à baixa saturação de oxigênio.

O comprometimento das vias sanguíneas no cérebro é, obviamente, um fator que prejudicaria as funções neurológicas do paciente. Conforme analisado, a produção de hormônios como serotonina e dopamina podem acontecer de forma incorreta ou insuficiente, fazendo com que o infectado apresente os mencionados sintomas psicológicos.

Nós não realmente sabemos se isso está acontecendo devido à Covid-19, mas é de nosso conhecimento que a doença causa inflamação, que tem o potencial de prejudicar a neurotransmissão, particularmente no caso da depressão.

Emily Troyer
Psiquiatra da Universidade da Califórnia em San Diego

Nos estudos, as micróglias também são observadas em excesso nos cérebros post-mortem dos infectados. Essas células são responsáveis por recuperar e proteger áreas inflamadas dos neurônios, e foram encontradas em cerca de 43% dos 184 pacientes analisados.

Apesar das investigações, Allison Navis está hesitante em afirmar que o coronavírus ataca os neurônios de forma exclusiva. "Não estamos acostumados a ver tantas pessoas recebendo uma infecção específica, ou sabendo qual é a infecção viral", declarou a professora da Icahn School of Medicine, deixando claro que o coronavírus pode afetar as pessoas psicologicamente de forma indireta.

Da mesma forma, a posição prona (de bruços) em que os pacientes são colocados para desobstruir as vias respiratórias por longos períodos de tempo nas UTIs pode comprimir os nervos abdominais, causando dores agudas que também são queixadas pelos sobreviventes, invalidando a teoria de que o vírus possa atacar tal região.

O fato é — o SARS-Cov-2 tem potencial para atacar o cérebro humano, tendo sido observados danos neurológicos em pacientes que não resistiram à doença, portanto, mantendo desconhecidas as sequelas que enfrentariam caso tivessem se recuperado.

Por ora, os médicos se ocupam focando em maneiras pelas quais podem combater o vírus, projetando estudos sobre os mais diversos aspectos SARS-CoV-2. Os efeitos variados que surgem nos pacientes ainda estão longe de serem explicados e, sobretudo, podem até permanecer desconhecidos mesmo após o fim da pandemia.

Até o fechamento da matéria, o coronavírus infectou 14.369.423 pessoas no Brasil, causando 391.936 mortes.


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