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Coronavírus: mercado ilegal de certificados falsos de vacina cresce com variante Delta | Detetive TC

19 de agosto de 2021 0

Enquanto o processo de vacinação contra o novo coronavírus sobe o seu volume no Brasil e no mundo, uma nova ameaça surgiu com a disseminação da variante Delta, que tem aumentado os novos registros de casos de Covid-19.

Essa crescente nas infecções pela nova cepa também tem incentivado um ato ilegal por pessoas mal intencionadas: o mercado de certificados falsos de vacinação. O Detetive TC explica o caso a você em detalhes.

Entenda o caso

A investigação surgiu da Check Point Research (CPR), braço de Inteligência em Ameaças da fornecedora de soluções em cibersegurança Check Point Software Technologies Ltd, que identificou um crescimento exponencial da prática ilegal de venda de certificados como o Digital Covid da União Europeia, os cartões de vacinação do CDC dos Estados Unidos e testes PCR Covid-19 falsos.

De acordo com as descobertas, os “vendedores” ofereceriam o serviço em grupos no Telegram, com anúncios dos itens falsos. Grupos que comercializam o documento enganoso – alguns com mais de 450 mil inscritos – teriam aumentado em 257%. A investigação da CPR teria encontrado mais de 2,5 mil grupos ativos.

A maioria dos certificados falsos é vendida em países europeus, por um pagamento de algo em torno de US$ 100, para locais do “Velho Continente” e de outros blocos. A lista inclui Estados Unidos, Reino Unido, Suíça, Paquistão, Holanda, Itália, Grécia, Indonésia e França.

Da Darknet ao Telegram

Um relatório de março de 2021 da própria CPR identificou que o mercado ilegal de “passaportes de vacina” falsos ocorrida principalmente na Darknet. No entanto, com o tempo, resolveram mudar para o Telegram.

A apuração descobriu que essa migração teria favorecido os esforços desses criminosos, visto que o aplicativo de mensagens possui uma eficiência maior para distribuir os anúncios em massa e atingir uma quantidade maior de interessados.

“Temos estudado a Darknet e o Telegram para serviços relacionados ao coronavírus durante todo o ano. No momento, cartões falsos de vacinação para quase todos os países já estão disponíveis para compra. Tudo o que a pessoa precisa fazer é listar o país de onde é e o que deseja. Os fornecedores estão optando por anunciar e fazer negócios no Telegram porque ele dimensiona sua distribuição, além de ser menos técnico em relação ao uso em comparação com a Darknet, podendo atingir uma quantidade excessiva de pessoas rapidamente.”


Oded Vanunu

Head de pesquisa de vulnerabilidades de produtos na Check Point Software Technologies

Anúncios

Os anúncios são claramente destinados a quem não quer tomar a vacina e aproveita para fazer, no texto, críticas aos imunizantes, ao falar que “estamos aqui para salvar o mundo desta vacina venenosa”, como mostra a imagem um pouco mais abaixo.

Eles acrescentam que a compra dos certificados falsos permitirá viajar e trabalhar livremente em locais nos quais há a exigência de esquema vacinal completo para a circulação ou atuação. As propagandas completam que os cartões enganosos são registrados e verificados nos sistemas NHS – do Reino Unido – e CDC – dos Estados Unidos –, além do banco de dados da União Europeia.

Anúncios de certificados falsos promovem discurso antivacina | Imagem: Check Point Research

Os pagamentos seriam feitos por plataformas como o PayPal, ou por meio de criptomoedas Bitcoin, Monero, Dogecoin, Litecoin, Ethereum e outras, além de cartões-presente de Amazon, eBay ou Steam.

“Acreditamos que o aumento excessivo do mercado é alimentado pela variante Delta que se espalha rapidamente e pela urgência crescente para que todos sejam vacinados. Na verdade, há pessoas que não querem tomar a vacina, mas ainda querem as liberdades que vêm com a comprovação da vacinação.”

Certificados e cartões falsos vendidos

Exemplo de certificado para a França | Imagem: Check Point Research
Exemplo de certificado para o Reino Unido | Imagem: Check Point Research
Como isso pode afetar no Brasil?

No Brasil, aos poucos, as cidades passam a não registrar mais mortes por Covid-19, o que tem motivado governantes a relaxarem medidas de quarentena, mesmo com a ameaça da variante Delta.

Conforme avança a vacinação no país, eventos devem voltar a receber o público, mas desde que seja comprovada a conclusão do esquema vacinal. E como ainda há muitos que se recusam a tomar o imunizante, há o risco de que também cresça no país esse mercado ilegal, o que exige a atenção das empresas competentes para frear a prática.

Certificado no Brasil

Vale destacar que os indivíduos os quais já tiveram as duas doses aplicadas de verdade poderão tirar o certificado legítimo de vacinação por meio do aplicativo Conecta SUS. Basta seguir o caminho Vacinas > Carteira de Vacinação Digital.

Outro detalhe é que cada documento possui um QR Code para verificação de legimidade. Há um site do Ministério da Saúde próprio para fazer a checagem se a certidão é real ou improcedente. O acesso pode ser feito por meio deste link.

Ações de conscientização

Para completar, a Check Point Research listou quatro ações principais de conscientização a respeito do tema. O primeiro é não se envolver, uma vez que as transações da Darknet envolvem drogas, armas cibernéticas, falsificações e outros crimes.

Na sequência, a empresa cita que cada país deve gerenciar internamente um repositório central de testes e pessoas vacinadas, para compartilhar com segurança entre os órgãos autorizados.

Outro ponto importante é o uso de criptografia no gerenciamento com maior proteção dos “passes verdes” e certificados de vacinação pelos órgãos relevantes em cada nação, bem como a disponibilidade de um QR Code para leitura e autenticação.

Por último, a CPR destaca que os países devem fomentar a cooperação, principalmente na criação de um repositório seguro com chaves de criptografia e no compartilhamento de informações sobre esses dados.

Qual é a sua avaliação sobre o mercado crescente de certificados falsos de vacinação? Participe conosco!


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