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The Division 2 traz mais diversão que antecessor, mas ainda peca na trama

16 de março de 2019 3

The Division 2 chega com a promessa de ser maior em tudo que o primeiro game. A Ubisoft Massive promete ação intensa com trama mais profunda e personagens que deixem sua marca na história do que ser apenas um NPC aleatório que precisa de um favor.

O primeiro jogo lançado em 2016 chegou cheio de falhas e sofreu duras críticas. Ele trazia um gameplay bastante repetitivo que tinha uma Nova York em crise com plano de fundo para tentar cativar os jogadores.

No final das contas, a falta de personagens memoráveis e reviravoltas na trama não fez o jogo chamar a devida atenção que a Ubisoft queria, mas a empresa correu atrás e lançou diversos conteúdos nos meses seguintes que tornaram a experiência mais interessante e fez com que The Division conquistasse seu público a ponto de receber uma merecida sequência.


Neste novo capítulo, logo no início, sentimos o peso dessa promessa, mas o excesso de recursos, tutoriais e missões secundárias que pipocam na tela nas primeiras horas de jogatina chega a ser algo sufocante. Você pode acabar perdido sem saber para onde ir em sequência diante de tantas tarefas dadas ao mesmo tempo.

Ubisoft Massive escutou as críticas sobre o primeiro jogo e trouxe uma sequência mais polida

A boa notícia é que a urgência de tantas obrigações dá vida ao jogo, diferente do anterior que passava aquela sensação de cenário pós-apocalíptico que em muitos momentos fazia nos sentir sozinhos ou mesmo entediados vagando pelas ruas desertas.

E nesta sequência, Ubisoft tenta forçar o modo cooperativo do game. Os desafios estão mais difíceis do que antes, o que muitas vezes vai obrigar você a buscar outros jogadores para te ajudar a derrubar os inimigos.

Adeus Nova York, olá Washington DC

Gameplay acima mostra uma missão com aliado NPC

A trama de The Division 2 se passa meses após os eventos do primeiro jogo. O caos e a desordem ainda atormentam o que resta dos EUA, especialmente na capital do país.

Importantes funcionários e agências retiraram-se à medida que a cidade é levantada por grupos armados com intenções maliciosas, enquanto civis remanescentes se unem e lutam para sobreviver e estabelecer a autossuficiência.

Como um agente secreto adormecido da Divisão, você recebeu a tarefa de ajudar a milícia civil de Washington a recuperar o controle sobre a lei, a ordem e a sociedade.


A mudança de cidade trouxe mais vida, com um mundo mais coeso do que foi entregue no primeiro jogo. Logo no início da sua jornada, você estabelecerá sua própria base de operações na Casa Branca, o primeiro assentamento consiste numa comunidade multi-nivelada construída em torno do telhado do Teatro Nacional de Washington e seus edifícios circundantes.

Uma Washington DC com vida dá lugar ao mundo vazio da Nova York em crise do primeiro jogo

Nesta base você fará todo tipo de avanço no seu personagem, melhorando a estrutura do local para também fortificar os NPCs aliados. Há muita coisa para fazer, e isso pode ser um pouco cansativo. Sem falar que o jogo sempre vai te forçar a explorar o mapa, e você perderá muito tempo vagando pelas ruas.

E por se tratar de um mundo aberto, além das várias missões principais e secundárias, você sempre encontrará gangues inimigas vagando pelas ruas, saqueando lugares e tentando sobreviver à custa dos outros.


Esses grupos geram encontros aleatórios, que na maior parte do tempo deixa de ser um desafio para se tornar apenas um incomodo repetitivo. Há também grupos de NPCs aliados vagando por aí. Você pode ajudá-los ou simplesmente ignorá-los. Eles não geram nenhum peso para trama ou mesmo para a mecânica, mas te faz sentir como parte de um mundo real.

Personagem principal não tem identidade para que o jogador se sinta na pele dele, mas isso nem sempre é algo bom

Por mais que a Ubisoft tente criar uma experiência próxima do real, a falta de personalidade do protagonista continua sendo uma falha grande. Como em outros games recentes da editora, o personagem que você controla não tem nome e nem sequer fala. É muito estranho ver alguém que apenas balança a cabeça durante os diálogos.

E como visto em Far Cry, você pode escolher jogar com homem ou mulher, realizando algumas customizações cosméticas: como cor da pele, cabelos e porte físico.

Jogabilidade mais dinâmica

The Division 2 continua com traços de RPG, exibindo a quantidade de dano ao meter bala nos inimigos. O que muda é que seu rival cai mais rápido do que antes, o que torna os combates menos demorados e cansativos.

Porém, novos desafios foram inseridos, como inimigos blindados que resistem mais a dano. Aqui não adianta ficar apenas metendo bala diretamente, ou você acabará sem munição. É necessário analisar os pontos fracos para destruir as armaduras e assim mirar onde o inimigo sofre mais dano. Desta forma, mesmo desafios difíceis podem ser superados mais facilmente se você tiver uma boa estratégia.

Há oito habilidades principais no total, cada uma com algumas variantes interessantes em função e comportamento que permite acesso a torretas, drones e minas, entre outros gadgets. É possível escolher o modo de operação, ajudando na ofensiva ou defensiva. Você pode ter duas selecionadas por vez, e sempre que ativar alguma será preciso esperar alguns minutos para que seja possível usar novamente.


Quanto às armas em si, há uma grande variedade desde o início. Cada tipo de arma tem suas características que impactam no gameplay. À medida que você avança e explora novos locais, irá encontrar armas de níveis maiores, que causam mais estrago. Também é possível comprar equipamentos com vendedores e até vender o que você não estiver usando.

E mesmo que esteja sofrendo para lidar com algum desafio, o jogo permite que você busque por ajuda online ao convocar outros jogadores para a missão. Mas pelo menos no lançamento do jogo, os servidores da Ubisoft estavam bastante instáveis, sendo difícil aproveitar o modo cooperativo.

Os controles respondem bem, desde que você não precise lidar com ataques corpo a corpo contra os inimigos

Se há um problema com o combate em The Division 2, é a adição de investida dos inimigos, que tentam chegar perto e dar um ataque de combate próximo. Como um problema tático, isso funciona bem.

Ficar se abrigando em cobertura é algo obrigatório aqui, o problema é que evitar ataques corpo a corpo é bastante complicado, e pode ser incrivelmente frustrante ser derrotado quando você se debate desesperadamente para revidar o ataque.


Há quatro facções que atacam de formas distintas, indo desde investida com armas improvisadas, até mercenários armados até os dentes que darão muito trabalho para serem derrotados.

No começo do jogo você enfrentará bastante os Hienas, que são os mais simples. E ao avançar na trama novas facções vão surgindo, e estas exigem que seu personagem esteja em nível alto e com bom equipamento ou será quase impossível derrotá-las.

Feito para jogar em equipe

Gameplay acima mostra uma missão feita em equipe

Ao iniciar uma missão, você pode jogá-la sozinho ou chamar mais três jogadores para ir junto com você. O jogo também permite buscar ajuda no meio da missão ao ter seu personagem derrubado pelos inimigos, mas nem sempre vão ouvir o seu pedido de socorro.

Da mesma forma, enquanto você explora Washington, não será raro ver o pedido de ajuda de outros jogadores. Você poderá correr até o local e entrar na missão em andamento ou simplesmente ignorar e continuar o que estava fazendo.

Tanto na base principal quanto nos locais que você libera para a Divisão, é possível criar partidas e incluir outros jogadores. Você pode escolher eventos aleatórios, missões paralelas ou até mesmo da trama principal. É uma boa maneira de agilizar o ganho de XP para subir logo o personagem de nível e ter acesso a equipamentos melhores.

The Division 2 nos consoles e PC

The Division 2 vem travado para rodar a 30 fps em todos os consoles. O que muda é a resolução: temos Full HD no Xbox One e PS4, e 4K no PS4 Pro e Xbox One X (nativa aqui). A Ubisoft Massive usa resolução dinâmica nos consoles para garantir segurar essa taxa de quadros a todo tempo. E se você busca jogar a 60 fps, apenas a versão para PC permite isso.


Para quem faz questão de jogar pelo menos a 60 fps na resolução Full HD no máximo, será necessária uma placa de vídeo acima da GTX 1060 ou RX 480. Essas duas vão sofrer nos momentos mais intensos e apresentar quedas constantes – mas ao reduzir alguns detalhes gráficos é possível atingir esse nível de desempenho. Já em 4K, até mesmo as placas mais potentes vão sofrer para segurar essa taxa de quadros na qualidade máxima.

A versão para Windows também entrega melhor qualidade de textura e iluminação, além de sombras mais definidas. Mas tanto no PC quanto nos consoles, o jogo apresenta diversos bugs. Curiosamente, no PS4 e PS4 Pro é preciso reservar 89 GB do seu HD para ter o jogo instalado, enquanto no Xbox e PC temos ocupado apenas 43 GB do armazenamento.

Vale a pena?

Apesar das diversas melhorias nas mecânicas e na tonelada de conteúdo jogado na cara do jogador desde o início, a história de The Division 2 parece mais vazia que a do primeiro título, que não chega a ser mais do que apenas uma fachada para a sua mecânica de jogo. Não há revelação maciça e, apesar de suas implicações políticas óbvias, também não diz muita coisa.

The Division 2 exige conexão online o tempo inteiro, mesmo que você decida jogar sozinho, e os servidores da Ubisoft estão bastante instáveis no momento (teve momentos que tivemos que tentar várias vezes para conseguir entrar no jogo).

Para quem curtiu o primeiro, também vai gostar desse aqui. Apesar das missões repetitivas, as facções adicionam novos desafios no decorrer da história. Os combates estão mais dinâmicos e derrotar alguns inimigos exigirá mais estratégia do que poder de fogo bruto.

A Ubisoft Massive só poderia ter criado uma história mais profunda e coesa que nos instigue a ir até o fim e não apenas buscar aprimorar o personagem para torná-lo forte para enfrentar o desafio final. Mas no geral, é um jogo que mais agrada do que decepciona. Talvez para muitos não valerá a pena pagar pelo preço cheio no lançamento, mas em uma eventual promoção será uma boa adição à sua coleção de jogos.

Ofertas

A versão testada pelo TudoCelular foi a de Windows PC


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Comentários

The Division 2 traz mais diversão que antecessor, mas ainda peca na trama
  • Estou com vontade de comprar e jogar, eu tenho e jogo o primeiro, porém a narrativa era o ponto fraco e pelo visto continua. Isso é um problema pra mim, pois prezo bastante por uma boa história contada, mas os cenários me incentivam muito a continuar. Gostei da análise, bem diferente do que é visto no site. Por favor, continuem.

      • Fica perdido que é noob, basta fazer a sua estratégia, existem inúmeras para fazer, The Division 2 com certeza é o melhor jogo do momento, é imersivo, estratégico, divertido, excelente para jogar solo ou em equipe, enfim é fantástico, e jogar em 4K REAL em um Xbox One X é uma experiência surreal.

          • Concordo plenamente, comprei e zerei anthem, a história realmente dahora os gráficos são incríveis, e voar é inacreditávelmente prazeroso.. mas no momento não consigo parar de jogar the division 2, apesar de todos os bugs me sinto imerso no jogo, e não tem sensação melhor do que salvar a cidade, Washington foi muito bem desenhada, com muito mais detalhes que NY, 4k do jogo tá perfeito, sem dúvida saga the division é a melhor que já joguei..

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