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realme C51

Review
Custo - benefício
Embalagem e características
Comodidade
Facilidade de uso
Multimídia
Votação Geral

O realme C51 foi mais uma aposta da fabricante chinesa entre os seus vários lançamentos da segunda metade de 2023. Essa é mais uma opção de entrada da marca para quem busca um bom celular sem abrir mão do design. Será que o C51 entrega um bom conjunto e vale a pena comprar para quem busca um celular por menos de R$ 1 mil? Vamos conferir.

Acessórios

O realme C51 vem em embalagem amarela com o nome do modelo na tampa, mas sem ilustração do aparelho. Além do celular, você recebe os seguintes acessórios:

  • Carregador de 33W
  • Cabo USB-C
  • Capinha de silicone
  • Chavinha para a gaveta do cartão SIM
  • Guia do usuário
Design e conectividade

A realme sempre capricha no design de seus celulares e mesmo os mais básicos recebem um pouco de atenção neste ponto. O C51 segue essa proposta e vem com visual elegante apesar de ser um aparelho feito em peça única de plástico com texturas diferentes.

As laterais e a maior parte da traseira possuem acabamento fosco que ajuda a deixar o aparelho menos escorregadio e também reduz o acúmulo de marcas de dedo. Já na parte superior temos um acabamento espelhado que reflete a luz em raios difusos para atrair a atenção dos consumidores.

Não há um bloco saltado para as câmeras e temos os sensores e flash da câmera separados com aros com pintura metálica que seguem os tons do restante do corpo do aparelho. Você pode escolher o C51 nas cores Carbon Black e Mint Green.

A frente ostenta o clássico entalhe em formato de gota que é escondido quando o recurso Mini Cápsula entra em ação. As bordas possuem largura convencional de celulares com tela LCD, enquanto a borda inferior possui espessura consideravelmente maior que as demais.

O leitor biométrico vem incorporado ao botão de energia e funciona bem ao desbloquear rapidamente o celular. Há conector para fones de ouvido na parte inferior e gaveta tripla do lado esquerdo que permite usar dois chips e um cartão microSD ao mesmo tempo. A realme alega que o C51 suporta cartões de memória de até 2 TB.

Em conectividade temos Wi-Fi de quinta geração com suporte a redes de 5 GHz, Bluetooth 5.0 e NFC.

Tela e som

Temos tela grande com 6,74 polegadas e resolução HD+ com taxa de atualização de 90 Hz e sensor de toque que responde a 180 Hz para tempo de resposta mais ágil e assim ajudar a ter melhor desempenho em jogos.

O painel IPS LCD adotado tem brilho decente e fica a par de outros da categoria. Usar o celular em locais abertos em dias ensolarados pode ser um pouco complicado, mas o nível de contraste e ângulo de visão garantem uma boa visualização de qualquer lado.

A taxa de atualização vem por padrão no modo automático que alterna entre 60 e 90 Hz a depender da demanda. Se você prioriza bateria, poderá travar a tela na velocidade mais baixa. Na parte de calibração de cores temos dois perfis, um padrão para cores mais saturadas e o Gentil com tons mais suaves. Também é possível regular a temperatura do branco.

Há apenas uma saída de som e com isso ficamos limitados a uma experiência sonora mono. A parte mais decepcionante é o volume máximo que fica bem abaixo de outros que testamos nesta categoria. O equilíbrio sonoro também decepciona com médios inexistentes e agudos e graves abafados.

O lado positivo é que temos entrada padrão para fones de ouvido, o que facilita contornar as limitações do alto-falante do C51.

Desempenho

O realme C51 vem com o chip Tiger T612 da Unisoc. Ele é formado por processador octa-core com dois núcleos da série A75 e mais seis da série A55. A GPU é a Mali-G57. O modelo que testamos possui 4 GB de RAM e usa mais 4 GB do armazenamento na tentativa de aprimorar o desempenho multitarefas. Além disso, temos 128 GB de memória interna.


O desempenho do C51 poderia ser melhor e ele não empolga no multitarefas ao demorar para abrir os apps e ainda recarregar com frequência o que estiver aberto em segundo plano. Em benchmarks temos números na média do segmento com 180 mil pontos no AnTuTu.

Testamos Call of Duty e foi possível ter uma boa experiência na qualidade Média com taxa de quadros no Alto. Dos recursos extras, apenas o anti-aliasing pode ser ativado. No PUBG é possível jogar na opção HD com taxa de quadros no Alto e todos os recursos gráficos habilitados.

Bateria

O realme C51 vem com bateria comum de 5.000 mAh, o mesmo tamanho visto em outros aparelhos da marca que surpreenderam em nossos testes. Infelizmente, este não é o caso desse modelo. Apesar da bateria render o dia todo, ela fica abaixo da média ao durar 23 horas de uso moderado.


É bom saber que a fabricante investiu em um potente carregador que chega até ao máximo de 33W com sua tecnologia SuperVooc. Isso faz com que o C51 passe menos tempo na tomada do que a média e precise de pouco mais de 1 hora para ter sua bateria completamente cheia.


Em uma carga rápida de 15 minutos temos quase 30% recuperados e chegamos a 55% com meia hora na tomada.

Câmera

O conjunto fotográfico é simples com um sensor de 50 MP e outro com resolução abaixo de 1 MP que serve apenas para fazer o desfoque de fundo. A câmera frontal também não traz nada demais e vem com sensor de 5 MP.

Apesar de não impressionar nas especificações, até que temos boas fotos com o realme C51. O bom sensor principal aliado ao software bem otimizado da empresa garantem cores e contraste na medida com ampla faixa dinâmica e HDR eficiente para evitar fotos escuras com o sol de fundo.

Desfoque



Mesmo ao usar o desfoque de fundo não vemos o HDR ser desativado como acontece em intermediários chineses. Isso garante que o aparelho ainda faça ótimas fotos sem comprometer nitidez ou cores. O efeito em si é convincente com poucos erros visíveis e desfoque bem aplicado.

O zoom é puramente digital e sofre grande perda de nitidez ao tentar fotografar algo distante. Você terá que usar a câmera principal para macros e ter paciência para que ela consiga focar objetos muito próximos.

Zoom


O desempenho fotográfico à noite agrada com fotos claras sem muitos ruídos. Há modo noturno que faz bem o seu trabalho e não chega a interferir nas cores e contraste ao usar o desfoque de cenários em locais com pouca luz.

Noturno



O realme C51 merecia uma melhor câmera frontal. Ele até consegue fazer selfies decentes para publicar nas redes sociais, mas se você é do tipo que gosta de ampliar e editar as fotos, verá que a nitidez é baixa e a imagem fica granulada mesmo em selfies tiradas em dias claros.

Selfies



A câmera traseira filma a no máximo Full HD, enquanto a frontal é mais limitada e filma em HD. A qualidade dos vídeos está abaixo do que vemos nas fotos e não há estabilização para lidar com tremidos. O foco é um pouco lento, enquanto a captura de som é apenas mono e bastante abafada. As filmagens noturnas saem bastante escuras e com muitos ruídos.

Software

O C51 vem com o Android 13 de fábrica e no momento que testamos estava com pacote de segurança até recente. A interface é uma versão mais enxuta do que estamos acostumados a ver nos celulares da realme e vem com visual bastante próximo do Android padrão.

Há alguns extras como recursos que facilitam o uso de mais de um app ao mesmo tempo ou mesmo atalhos para realizar capturas de tela. O bom de ter um sistema mais simples é que a interface flui bem e apresenta menos lentidão do que é comum ver no segmento de entrada.

Rivais

O realme C51 é o melhor básico do segmento ou há opções mais interessantes?

O Galaxy A14 é o seu principal rival e apesar de ter o mesmo tamanho vem com tela menor por conta das suas bordas mais largas. O realme ganha em fluidez com seu painel de 90 Hz, enquanto o Galaxy traz maior resolução e som mais potente com melhor qualidade. O básico da Samsung foi mais lento em nosso teste de multitarefas, mas venceu em autonomia de bateria. Ambos fazem boas fotos com a vantagem do A14 ter ultra-wide e melhor frontal para selfies e que filma em Full HD.

O Moto G14 é uma alternativa mais compacta que vem com entalhe mais atual em formato de furo. Aqui também temos um painel com taxa de atualização inferior. Pelo menos há som estéreo com suporte a Dolby Atmos para uma boa experiência multimídia. O G14 foi bem mais ágil em nosso teste de desempenho e sua bateria rendeu um pouco mais. O realme se destaca em fotos e o da Motorola leva vantagem em vídeos.

Pontos fortes e fracos

Pontos fortes

  • Design diferenciado
  • Tela grande de 90 Hz
  • Bateria dura o dia todo e recarrega rápido
  • Faz boas fotos noturnas

Pontos fracos

  • Experiência multimídia limitada
  • Merecia melhor câmera frontal
  • Brilho de tela baixo
Avaliação final do Tudocelular
Custo - benefício

Custo-benefício é bacana se você não se importa em ter conectividade 5G

Embalagem e características

Caixa vem com capinha de silicone e carregador de 33W

Comodidade

O realme C51 é um celular escorregadio, mas vem com capinha na caixa

Facilidade de uso

Sistema vem com a interface mais enxuta T Edition, que deixa alguns extras de lado em favor de melhor desempenho

Multimídia

Tela tem brilho apenas decente, enquanto parte sonora realmente decepciona em potência e qualidade

Votação Geral

O realme C51 é um bom celular básico para quem busca boa câmera, design elegante e bateria para o dia todo

Video

Onde Comprar

As melhoras ofertas para o realme C51