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Asus ZenFone 4 Max

Review
Custo - benefício
Embalagem e características
Comodidade
Facilidade de uso
Multimídia
Votação Geral
Introdução e unboxing

Começando pela embalagem, temos a nova identidade visual adotada pela Asus para sua linha Zenfone 4, sendo a caixa do Zenfone 4 Max na cor azul em dois tons. Na parte frontal temos o nome do dispositivo e sua imagem (que vai até a lateral direita), ficando na lateral esquerda o slogan "We <3 Photo" e na parte de traz informações sobre o modelo adquirido, que no nosso caso foi o com Snapdragon 430, 3 GB de RAM e 32 GB de armazenamento interno.

Abrindo a embalagem, você dá de cara com o aparelho em sua proteção plástica, sendo este modelo comprado por nós na cor rosa, mas ele podendo ser encontrado também em preto ou dourado. Vale notar que apenas o modelo mais escuro possui o painel frontal preto, enquanto os outros dois contam com a parte frontal em branco, deixando assim o sensor de proximidade visível.

Falando sobre os acessórios inclusos na caixa, temos:

  • Ferramenta para abrir a gaveta onde podem ser colocados dois chips nano-SIM e um cartão microSD;
  • Manuais e termos de garantia;
  • Carregador de tomada com porta USB e saída de 5V-2A;
  • Cabo USB-microUSB;
  • Fones de ouvido com microfone embutido e botão para chamadas;
  • Borrachinhas sobressalentes para os fones em dois outros tamanhos;
  • Cabo OTG para carregar outros dispositivos e/ou conectar acessórios.
Design e tela

Passando para o Zenfone 4 Max, o aparelho traz um visual bacana para a faixa de intermediários básicos, contando com corpo feito em peça única de alumínio e extremidades em plástico para ajudar na recepção das antenas.

Apesar de elegante, porém, ele peca um pouco quando falamos em dimensões e peso, podendo incomodar quem tem mãos menores ou não quer um aparelho tão pesado, já que sua bateria de 5.000 mAh faz com que ele tenha 181 gramas. Em dimensões, temos 154 mm de altura por 76,9 mm de largura e 8,9 mm de espessura, demonstrando assim que o aproveitamento frontal não é dos melhores.

Na lateral direita do aparelho ficam seus botões de volume e energia, deixando a lateral esquerda para a enorme gaveta onde podem ser alocados dois chips nanoSIM e um cartão microSD. Na parte de baixo temos a saída de som na grade direita, o microfone de chamadas na grade esquerda e a porta microUSB centralizada, ficando na parte superior apenas a porta P2 para fones de ouvido e um segundo microfone para cancelamento de ruído.

Olhando o Zenfone 4 Max por trás, temos duas câmeras e um pequeno LED para flash no canto superior-esquerdo, com o logo da Asus um pouco abaixo. Por fim, no painel frontal, temos um LED para notificações, sensores, a câmera de selfies, um LED para flash e a saída de som para chamadas, ficando abaixo do display o botão home com resposta tátil e leitor de impressões digitais, bem como as teclas de navegação, que infelizmente não são retroiluminadas.

Sobre o leitor, ele funcionou de forma bem rápida na maioria das vezes, permitindo cadastrar alguns dedos para que você possa utilizá-lo da forma mais prática e intuitiva possível.

Resumindo, podemos colocar o Zenfone 4 Max como um modelo bonito para sua faixa de preço e muito bem construído, mas que peca um pouco em dimensões e, principalmente, no peso, podendo incomodar alguns usuários dependendo do período de uso.

Falando sobre a tela do Zenfone 4 Max, temos um painel IPS LCD de 5,5 polegadas com resolução HD, 720 x 1280 pixels, o que garante a ele a densidade aproximada de 267 ppi. Infelizmente, não foram dados detalhes sobre a proteção usada no display, mas em nossos testes ainda não encontramos nenhum risco na tela após estas últimas semanas de uso.

O brilho máximo alcançado em nossos testes com uma imagem branca sendo exibida foi de 632 lux, com o mínimo na mesma imagem sendo de 17 lux. Com uma imagem preta, o brilho máximo foi de 7 lux, e o mínimo foi de 0.

Infelizmente, a Asus não incluiu nenhum modo de customização das cores exibidas no Zenfone 4 Max, então se você não gostar dos tons mais naturais da tela do aparelho não há muito o que fazer, ao menos por enquanto. Ainda assim, vimos que ele possui uma boa tela, conseguindo entregar visibilidade bastante aceitável tanto em locais externos quanto internos, seja com iluminação ou não.

O único porém aqui fica para o ângulo de visão que é bem ruim, fazendo com que as cores fiquem amareladas dependendo de como você olha para o display.

Hardware, desempenho e jogos

Passando para as especificações técnicas, o Zenfone 4 Max é vendido em duas versões no mercado brasileiro, sendo uma com chipset Snapdragon 425, 2GB de RAM e 16GB de espaço interno enquanto a outra é mais completa, com Snapdragon 430, 3GB de RAM e 32GB de espaço interno. Em nossos testes, o modelo mais potente foi o escolhido.

Começando pelo teste prático, tivemos o bom tempo total de 1 minuto e 50 segundos, que pode não ser o mais baixo da categoria mas deve ser suficiente para boa parte dos usuários, com todos os aplicativos sendo mantidos em segundo plano sem grandes problemas graças às otimizações da nova Zen UI 4.0. Graças a isso, o modelo da Asus fica à frente de rivais como Galaxy J5 Pro, Moto G5S e até Moto G5 Plus, demonstrando ser uma boa opção para quem abre muitos apps ao mesmo tempo.

Nos testes de benchmark, tivemos:

  • AnTuTu: 44.087 pontos
  • GeekBench: 665 pontos no teste single-core, 2.527 pontos no teste multi-core e 2.115 pontos no teste de GPU
  • 3D Mark: 297 no Sling Shot Extreme
  • GFX Bench: 14/7,1 fps no Manhattan e 24/16 fps no T-Rex

O Zenfone 4 Max vem de fábrica com o Android 7 Nougat, mas com a interface antiga da Asus chamada popularmente de Zen UI 3.5. Felizmente, o aparelho já foi atualizado para a nova Zen UI 4.0, bastando que você aceite o update assim que o aparelho for ligado e prossiga com a instalação, sendo recomendada ainda uma restauração aos padrões de fábrica assim que o procedimento for concluído para limpar qualquer possível arquivo conflitante.

Seguindo, na nova Zen UI 4.0 temos algo muito mais limpo e organizado do que em gerações passadas, além de serem vistas animações mais rápidas e fluidas na interface como um todo, fazendo com que a alternância entre apps seja notavelmente mais rápida e estável.

Ainda que visual seja algo relativo e pessoal, não podemos deixar de comentar a mudança drástica na identidade de design adotada pela Asus, com algo mais próximo ao que temos na Samsung Experience e que certamente irá agradar mais aos usuários do que a versão antiga toda colorida e cheia de itens gigantes.

Nas funcionalidades, podemos destacar a possibilidade de clonar apps de redes sociais, o game genie que ajuda quem costuma jogar muito e quer transmitir isso para seus amigos, o marcador de páginas, uso de temas, gestos da ZenMotion, que permitem usar o aparelho de forma muito mais intuitiva e prática, e os modos de bateria que fazem a autonomia render ainda mais e de forma otimizada para cada perfil de usuário.

Infelizmente, alguns erros de tradução ou até mesmo a falta de tradução ainda estão presentes, sendo exibidos textos em inglês ou em português de Portugal em algumas áreas mais escondidas do sistema, mas nada que não possa ser corrigido em atualizações futuras.


Chegamos então ao teste prático com jogos, onde usamos o GameBench para medir a taxa média de quadros por segundo alcançada por eles, bem como o consumo de CPU e RAM. Caso esteja interessado no app, você pode conferir o tutorial que fizemos para ajudar a configurá-lo corretamente em seu aparelho.

O Asphalt 8 foi executado com a boa taxa de 29 fps em média, precisando de apenas 9% da potência da CPU e mantendo 504 MB de RAM ocupados. Já o Asphalt Xtreme não foi tão bem assim, tendo média 20 fps, mas com 8% da CPU utilizada e RAM em 657 MB.

No Injustice 2 tivemos também uma boa média, com 28 fps na maior parte do tempo, o que deve ser suficiente para a maioria dos usuários. O consumo de CPU ficou em 9%, e o de RAM em 634 MB. Fechando esta primeira parte, tivemos 39 fps em média no Modern Combat 5, com consumo de CPU em 10% e de RAM em 457 MB.

Nos jogos mais simples, tivemos 60 fps em média no Subway Surfers, demonstrando que o Zenfone 4 Max não tem problema algum para rodar jogos mais simples com a máxima fluidez. O consumo de CPU ficou em 5%, e o de RAM em 283 MB. Já o Clash Royale teve média de 58 fps, com os mesmos 5% de consumo em CPU e o de RAM em 340 MB.

Com tudo isso, podemos dizer que o Zenfone 4 Max apresenta ótimo desempenho para o nicho de entrada ou dos intermediários básicos, se saindo bem em multitarefa e podendo até mesmo arriscar um ou outro jogo mais pesado graças à sua tela apenas HD.

Câmera

Eis que chegamos então às câmeras, que junto com a bateria prometem ser os principais diferenciais do Zenfone 4 Max frente aos rivais. Por aqui temos dois sensores traseiros, sendo um de 13 megapixels com abertura f/2.0 e outro de 5 megapixels com abertura f/2.2 e lentes wide de 120°. Já na parte frontal temos uma câmera de 8 megapixels com abertura f/2.2 e flash LED.

O aplicativo de câmera é bem similar ao que temos nos demais membros da linha Zenfone 4, apresentando um visual muito mais otimizado do que em gerações passadas e focando apenas em algumas funções realmente úteis, como o completo modo manual para ajustes mais precisos, modo de embelezamento, panorama, super resolução, criação de GIFs e time lapse.

Além disso, é bom notar que temos agora o modo retrato feito por software, que funciona com ambas as câmeras traseiras e também com a frontal, permitindo que você crie aquele efeito de desfoque bonito para destacar o assunto desejado.

Falando sobre a qualidade das imagens capturadas, o Zenfone 4 Max infelizmente não se saiu tão bem assim, apresentando problemas principalmente no balanceamento de cores e de exposição, o que faz algumas cenas ficarem muito escuras ou muito claras, além de apresentarem tons muito fora da realidade por conta da saturação exagerada.

Na câmera frontal a situação já foi melhor, sendo encontrado um ângulo de visão bacana para suas selfies, boas cores e nível de detalhes satisfatório, além do flash LED ajudar bastante ao tirar retratos em ambiente noturno, sem estourar as cores com tanta facilidade quanto temos em alguns modelos rivais.

A câmera wide apresentou desempenho similar ao sensor principal, saturando demais as imagens em alguns casos e errando a exposição em outros, algo que precisará ser contornado com ajustes manuais na hora de tirar as fotos.

Falando um pouco sobre o modo retrato, infelizmente ele não funciona tão bem assim, com o desfoque sendo aplicado de forma pouco natural e em alguns casos ocultando áreas importantes do objeto que deveria ficar em destaque. Ainda assim, como é algo feito puramente por software, podemos ter melhorias futuras neste sentido.

Com relação aos vídeos, tivemos novamente cores um pouco forçadas demais, além de um sistema de estabilização que não dá conta do recado, seja com a câmera normal ou com a wide. Com a câmera frontal, tivemos mais uma vez algo um pouco melhor, sendo entregues cenas bem balanceadas na maioria dos casos e com uma captação de áudio melhor que em gerações anteriores.

Bateria

Eis que chegamos então à bateria. Por aqui, temos massivos 5.000 mAh de capacidade, superando o que vimos na geração passada e prometendo uma autonomia ainda maior. Felizmente isto foi confirmado na prática, com o Zenfone 4 Max sendo de longe um dos melhores modelos em sua faixa de preço quando falando em duração da bateria, mas também levando uma verdadeira eternidade para ser carregado com o carregador entregue pela Asus.

Em nossos testes, o Zenfone 4 Max levou 3 horas 20 minutos para ser totalmente carregado, o que demonstra que o melhor a ser feito é colocá-lo para carregar sempre que for dormir, e assim evitar que precise dar uma carga no decorrer do próximo dia.

Nos testes de consumo, tivemos 17 horas de reprodução de vídeos, 6 horas de gravação de vídeos, 7 horas de videochamadas pelo Skype, usando rede Wi-Fi, 20 horas de chamadas de voz pelas redes móveis, 10 horas de execução de jogos e mais de 26 horas em nosso teste prático, sendo executados 17 ciclos com um tempo de tela próximo a 13 horas.

Confira aí um resumo dos resultados alcançados:

  • Foram necessárias 3 horas e 20 minutos para o carregador padrão encher totalmente a bateria do Zenfone 4 Max.
  • Com 1 hora de carga você consegue 37% da carga.
  • Após 26 horas e 11 minutos o aparelho apresentava 2% de carga, sendo o suficiente para correr até uma tomada.
  • Durante o teste o Zenfone 4 Max permaneceu com a tela ligada por 12 horas e 42 minutos.
  • Realizamos 17 ciclos de testes que incluíram:
    • 102 minutos de navegação no Chrome;
    • 510 minutos de WhatsApp, Spotify, Music Player, Video Player e YouTube (102 minutos cada);
    • 102 minutos de jogos (Pokémon Go, Subway Surfers, Injustice, Asphalt 8, Modern Combat 5 e Candy Crush Saga);
    • 102 minutos de Facebook, Gmail e Google Maps (34 minutos cada);
    • 68 minutos de chamadas de voz;
  • O app que mais devorou bateria foi o Chrome;
  • O app que consumiu menos bateria foi o Subway Surfers
  • A temperatura ficou entre 28 e 39°C.
Pontos fortes e fracos

Pontos fortes

  • Bateria muito acima da média;
  • Bom desempenho para usuários básicos;
  • Boa câmera frontal;
  • Câmera traseira com diferencial das lentes grande-angulares;
  • Funcionalidades úteis da Zen UI 4.0 que não comprometem a performance;
  • Slots separados para chips nanoSIM e microSD;
  • Leitor de impressões digitais prático e rápido.

Pontos fracos

  • Tela com ângulo de visão ruim e sem opções de customização para as cores exibidas;
  • Câmeras traseiras que deixam a desejar para todo o marketing feito pela empresa;
  • Falta de retroiluminação nas teclas capacitivas;
  • Alguns polimentos na interface que ainda precisam ser feitos, principalmente nas traduções e no software de câmera.
Avaliação final do Tudocelular
Custo - benefício

O Zenfone 4 Max oferece um bom conjunto para o nicho dos intermediários básicos, porém seu preço continua sendo bem acima dos demais concorrentes, principalmente se considerarmos a variante utilizada na análise.

Embalagem e características

Embalagem bem organizada e farto acervo de acessórios, pecando apenas no carregador fraco demais para uma bateria de tamanha capacidade, algo recorrente em modelos da Asus.

Comodidade

O Zenfone 4 Max não apresenta o melhor aproveitamento frontal e seu peso pode incomodar após longos períodos de uso, além da falta de retroiluminação nas teclas capacitivas. No mais, o design não compromete.

Facilidade de uso

A interface Zen UI 4.0 está muito mais intuitiva e limpa, ainda possibilitando que usuários realizem gestos para acesso rápido a determinadas tarefas.

Multimídia

Alto-falante digno da categoria, mas nada surpreendente, e tela com ângulo de visão ruim e sem opções de customização nas cores exibidas.

Votação Geral

O Zenfone 4 Max é muito superior ao seu antecessor, oferecendo uma autonomia digna da alcunha, bom desempenho e câmera para selfies bacana, porém escorrega principalmente no software e em seu preço salgado para o conjunto oferecido.

Video

Onde Comprar

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