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Motorola Moto G4

Review
Custo - benefício
Embalagem e características
Comodidade
Facilidade de uso
Multimídia
Votação Geral
Introdução e unboxing

Depois do sucesso da linha Moto G, a Lenovo precisava continuar seu bom alinhamento com aparelhos que custam pouco e entregam desempenho acima do esperado pelo consumidor. O Moto G4 nasceu com esta premissa, mas não é mais tão barato assim e entrega direitinho a parte de bom desempenho, já que vem com um Snapdragon 617 no lugar do já manjado 410 desta linha. Será que pagar mais para continuar na mesma linha de dispositivos, com combustível aditivado, vale a pena? É o que vou tentar te explicar nas próximas linhas.

A embalagem segue o mesmo padrão de qualidade de caixas que já vi lá nas gerações passada do Moto G. Isso significa que temos por aqui um papelão que não é fino, a foto do smartphone no topo e algumas informações interessantes abaixo como tamanho de tela, número de núcleos no processador e que este modelo é equipado com TV digital de alta definição. Este último detalhe deveria estar mais visível, já que o Moto G4 é um dos poucos celulares que atualmente conta com TV de alta definição no dispositivo. Por dentro temos o smartphone, manuais de instruções, cabo de dados USB, carregador de tomada simples (por mais que o celular suporte o carregamento via Quick Charge 3.0) e um fone de ouvido bem simples. Ah, por fim, ainda há uma pequena antena que vai na parte de fones de ouvido e melhora bastante a captura de sinais para TV digital (de alta definição ou não).

Design

O Moto G4 é basicamente o mesmo que já comentei no meu review do Moto G4 Plus, quando você resolve tirar o leitor de impressões digitais. A traseira muda de textura, não há capinhas extras na caixa e temos exatamente as mesmas medidas, junto de peso: 153 milímetros de altura, com 76,6 de largura e outros 9,8 de espessura, junto de 155 gramas de peso total. Com o mesmo peso na balança, mesmo material de construção e mesmas curvas, a pegada é a mesma. Ambos contam com conforto bem bacana pela traseira aderente e curvas nas laterais.

Na frente está a tela IPS LCD de 5.5 polegadas e que consegue exibir cores com um balanço de qualidade bom, grande ângulo de visão e bom desempenho quando está debaixo de luz solar direta, câmera frontal de 5 megapixels com abertura de f/2.2, alto-falante para tudo (músicas, jogos e até chamadas telefônicas) e que consegue uma qualidade bastante razoável de graves, médios e agudos. Há um detalhe que passa desapercebido na versão preta, mas que fica muito evidente no Moto G4 branco: o microfone está na frente e fica pra direita da diração do cabo microUSB. Pode parecer bobeira, mas o microfone que não está alinhado no meio do dispositivo, ou escondido, passa a impressão que algo está torto.

Abaixo fica apenas a entrada microUSB na versão 2.0 da porta, do lado direito estão todos os controles de volume e liga/desliga, com a entrada para fones de ouvido no topo. A traseira é emborrachada, dificilmente escorrega das mãos ou da mesa, exibe o microfone secundário, dois LEDs para flash, laser para foco e a câmera de 13 megapixels, com abertura f/2.0 e que grava vídeos em até Full HD em 30 quadros por segundo.

Abrindo a tampa traseira, é possível notar que ela é mais rígida do que a tampa do Moto G4 Plus. A bateria está logo ali, inacessível pelo usuário e com 3.000mAh de carga, junto das duas entradas para SIM cards (padrão micro SIM) e um cartão microSD para até 256 GB extras. Para o consumo da bateria durante um dia inteiro, clique aqui.

Desempenho

Mais um momento de semelhanças com o modelo mais caro: por dentro há basicamente a mesma coisa em hardware. Ambos os smartphones entregam um Qualcomm MSM8952 Snapdragon 617 como processador, que roda quatro núcleos em 1.5 GHz e outros quatro em 1.2 GHz, acompanhado de 2 GB de memória RAM (sim, existem versões com 3 GB e 4 GB de memória RAM para o G4 Plus lá fora, mas no Brasil o lançamento está limitado aos 2 GB) e uma GPU Adreno 405. Esta sopa de letrinhas é capaz de fazer todo o sistema rodar com facilidade, mesmo com mais de 15 apps abertos no fundo. As animações de transição de tela e de aplicativos não são abaladas e demoram para demonstrar que o desempenho já está um pouco abaixo do esperado.


Como o Android e suas modificações são as mesmas do Moto G4 Plus, segue aqui o que comentei lá no outro review:

A Lenovo pegou as mãos da Motorola e trouxe para dentro, mas felizmente não tocou na forma como a empresa trabalhava seu software. As coisas por aqui continuam bem semelhantes ao que já existiu em outros Moto G, o que significa que você encontra o Google Now Launcher rodando com algum punhado muito pequeno de aplicativos e funções adicionadas, junto de um só widget adicionado pela fabricante e que exibe o relógio, junto do dia da semana e a temperatura atual. O Android roda liso, leve e solto na versão 6.0.1 já de fábrica. A experiência é quase que a mesma de um Nexus, mas muda apenas em alguns e muito bons apps pré-instalados. A lista inclui os gestos de ligar a lanterna (LEDs traseiros) ao balançar o smartphone, acionar a câmera quando você gira o dispositivo como se acelerasse uma moto, junto da presença do aplicativo Moto, que gerencia isso tudo e ainda adiciona a função de Moto Tela, que exibe notificações em baixo brilho no display enquanto ele está desligado. Dá até para personalizar este recurso e adicionar um horário para que a tela não fique ligando para mostrar as notificações, o que salva a bateria de noite - afinal, você está dormindo e não precisa saber que alguém enviou um e-mail na madrugada, né?

Existe um alívio enorme no desempenho geral do aparelho ao não entregar uma lista de aplicativos inúteis, como dois navegadores, gerenciadores de contatos, players de música duplicados e até a galeria de fotos foi removida, para ficar apenas o espetacular aplicativo Fotos, do Google.


Ah, quase que esqueci de falar da TV digital que está presente. Felizmente a Lenovo colocou a capacidade de receber sinal de TV em fullseg, o que significa que você não fica com qualidade baixa dos 320 x 240 pixels da resolução trabalhada dentro do oneseg. Teoricamente há suporte até Full HD neste formato, mas a transmissão é em 720p e isso já quase que encaixa na resolução nativa do smartphone. Esta diferença é crucial para, por exemplo, um jogo de futebol que você quer identificar onde que a bola está correndo.


O app de TV é capaz de sintonizar os canais próximos em baixa ou alta definição, exibe uma lista de canais encontrados, sinopse do programa que está no ar, o tempo que ele tem e qual é o próximo sem seguida, além de poder gravar o que passa na tela - com a possibilidade de agendar a gravação.

Se você é amante de números e benchmark, seguem alguns resultados por aqui:


Câmera

Outra diferença: a câmera traseira é de menor resolução no Moto G4 do que na variante Plus. Pode parecer que sim, mas a qualidade muda pouco ou quase nada quando ambas as fotos estão na tela. São 13 megapixels que registram imagens com abertura de f/2.0, que utiliza um pequeno laser para ajudar no foco e que pegou carona na melhoria da câmera da geração passada dos Moto G e continua muito boa por aqui. Assim como no Moto G4 Plus, o aplicativo de câmera mudou, adicionou mais recursos (como um modo de ajustes manuais) e mudou a interface, que agora exibe os botões para outras funções em um local fixo. As fotos com boas condições de luz apresentam boa reprodução de cores, quase que nenhuma falha na hora de exibir alguns tons e grande facilidade para trabalhar com contrastes diferentes. Exatamente neste ponto, da diferença de contraste, é que o HDR trabalha e trabalha com bastante velocidade - algo que seus concorrentes diretos ainda não fazem tão bem.

Pontos fortes e pontos fracos

Pontos fortes

  • Desempenho de sobra para um smartphone que está na faixa dos R$ 1,2 mil
  • TV digital de alta definição
  • Boa pegada, confortável nas mãos
  • Câmera de boa qualidade

Pontos fracos

  • Ainda é necessária a antena para TV digital
  • Bateria tem menor autonomia do que no Moto G4 Plus
  • Fone de ouvido embarcado é de baixa qualidade
Avaliação final do Tudocelular
Custo - benefício

Olhando para a estratégia inicial da linha Moto G, o Moto G4 não é mais baratinho, mas ainda é um bom aparelho.

Embalagem e características

Embalagem poderia ser menor, já que acessórios não ocupam tanto espaço. Fone de ouvido é de baixa qualidade, desconfortável.

Comodidade

Acabamento é confortável, mas perdeu a resistência à água.

Facilidade de uso

Android quase puro, sem firulas. Funciona muito bem, sem apps redundantes e todos são simples de usar.

Multimídia

Desempenho de sobra para jogos pesados de 2016, junto da capacidade de rodar qualquer vídeo em alta definição.

Votação Geral

Dos novos Moto G, este é o modelo com melhor custo-benefício. Ele só perde em memória interna e leitor de impressões digitais, quando comparado ao Moto G4 Plus e custa bem menos. Uma vantagem é a adição da TV digital, que já compensa os cortes.

Video

Onde Comprar

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