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Philco Hit P10

Review
Custo - benefício
Embalagem e características
Comodidade
Facilidade de uso
Multimídia
Votação Geral

A Philco vem expandindo sua representação no mercado de smartphones desde o primeiro modelo lançado lá no início de 2020, com o Hit P10 chegando no último mês do ano para fechar o primeiro ciclo de lançamentos.

Trazendo mesmo hardware dos demais apresentados pela marca, mas focando em melhorar o design e o conjunto de câmeras, o Hit P10 tenta ser uma opção interessante para quem quer um aparelho focado principalmente em autonomia de bateria e bom desempenho, e chegou a hora de ver se ele cumpre o que promete.

Acessórios

O Hit P10 vem em embalagem de papelão firme e muitas informações sobre o produto, incluindo destaque de especificações e imagens dele. Além do celular você recebe:

  • Carregador de 10W
  • Cabo microUSB
  • Capinha protetora de silicone
  • Película protetora
  • Fone de ouvido
  • Manuais
  • Chavinha para abrir gaveta híbrida do cartão SIM e microSD
Design e construção

O Hit P10 ganhou uma repaginada no design em relação aos antecessores, tanto na parte traseira quanto na frontal. O aparelho segue construído em plástico, mas agora traz acabamento texturizado que ajuda na pegada e ainda passa um ar mais elegante, com efeitos circulares no reflexo de acordo com a forma como a luz bate.

Ainda na parte traseira, temos as três câmeras alinhadas verticalmente no canto superior esquerdo, com o flash LED logo abaixo e o leitor de impressões digitais centralizado. O sistema não é dos mais rápidos para reconhecer o desbloqueio, mas no geral o sensor em si funciona bem.

A tela ainda não tem o melhor aproveitamento frontal da categoria, com um queixo bem notável, mas pelo menos as bordas laterais estão mais finas e o notch em U do Hit Max deu lugar ao recorte em gota, o que deixa tudo mais harmônico.

Os botões de volume e energia estão na lateral direita, a gaveta híbrida para dois chips e cartão microSD na lateral esquerda, a porta P2 para fones de ouvido na parte superior e na parte inferior a porta microUSB e a saída de som. Aqui é possível ver duas grades, mas o Hit P10 só tem uma saída de som para as mídias, reproduzindo som mono.

Por causa das bordas avantajadas, o Hit P10 acaba sendo um pouco maior que modelos como o Galaxy A32, que tem tela um pouco maior mas consegue entregar corpo mais compacto graças ao melhor aproveitamento frontal. Ele também é mais gordinho e pesado, mesmo tendo bateria pequena para os padrões atuais.

Além da porta microUSB, que já deixa muita gente com o pé atrás, o Hit P10 também abre mão de algumas outras tecnologias mais recentes, como Wi-Fi ac para banda de 5 GHz, Bluetooth 5.0 e NFC, trazendo apenas Bluetooth 4.2 e Wi-Fi na banda de 2,4 GHz.

Tela e som

Um dos grandes motivos para termos bordas consideráveis é a presença de uma tela IPS LCD simples, mas ao menos o painel traz boa qualidade com brilho razoável e cores acertadas, sendo até melhor do que muito display que vimos em modelos equivalentes de Motorola e LG.

Claro, a resolução apenas HD vai deixar alguns decepcionados, mas acaba encaixando na proposta do aparelho e ajuda a manter tanto o desempenho quanto a autonomia de bateria controlados.

A Philco não fala sobre tecnologia de proteção da tela, mas manda junto na caixa do Hit P10 uma película protetora e uma capinha de silicone, garantindo assim uma proteção extra sem que você tenha que correr atrás de acessórios para ele.

E por falar em decepção, a parte sonora é certamente o ponto fraco da experiência ao consumir conteúdo multimídia. A posição do alto-falante não é das melhores e ele acaba sendo abafado com facilidade ao segurar o aparelho na horizontal, além de apresentar distorções notáveis ao aumentar o volume para perto do máximo e sofrer com falta de médios.

Pelo menos temos fone de ouvido na caixa, que já vai quebrar um galho para ouvir suas músicas por mais que seja bem básico.

Desempenho

O Hit P10 traz o mesmo chip da Unisoc que vimos nos seus antecessores e também no Positivo Q20, apresentando potência entre o Snapdragon 450 e o 460, de acordo com os testes de benchmark.

O ponto positivo é que a tela HD exige muito pouco do hardware, e por isso temos desempenho até satisfatório para a categoria de entrada, com o aparelho precisando de 1 minuto e 45 segundos para concluir a primeira volta em nosso teste de velocidade.

Os 4 GB de RAM e o sistema limpo também ajudam, e ele concluiu a segunda volta com pouco mais de 20 segundos, sendo uma opção melhor que muito aparelho badalado em termos de multitarefas.


O grande problema parece estar no armazenamento lento, que mostra certa dificuldade para abrir os apps e jogos pela primeira vez, especialmente aqueles mais pesados, o que foi reforçado pelos números no AndroBench.

Nos jogos pelo menos temos bom desempenho em praticamente todos os títulos, mas claro que é preciso reduzir bastante a qualidade gráfica em alguns casos, o que não chega a ser algo exclusivo do aparelho da Philco.

Bateria

Como comentado lá no início do vídeo, o Hit P10 tem bateria pequena para os padrões atuais, já que os 4.000 mAh começam a ficar tímidos perto de aparelhos com 5, 6 ou até 7.000 mAh.

Ainda assim, o chip da Unisoc mais uma vez mostrou que seus 28 nm não são tão sedentos por bateria como muitos poderiam imaginar, permitindo que o Hit P10 ficasse mais de 20 horas e meia longe da tomada em nosso teste de simulação de uso real, com quase 10 horas e meia de tela ativa no período.


Ainda é menos do que temos em rivais como Galaxy A02s e Moto E7 Plus, mas no geral vai ser suficiente para praticamente todo mundo, conseguindo aguentar até dois dias de uso dependendo do quanto você fica grudado no celular.


Outro ponto que surpreendeu foi o tempo de recarga, já que mesmo com porta microUSB e carregador teoricamente lento de só 10 W o Hit P10 precisou de pouco mais de 2 horas e meia para ir de 0 a 100%, enquanto rivais chegaram perto da marca de 3 horas ou até passaram disso.

Uma carga rápida de 15 minutos entrega 14% de bateria, com 30 minutos passa para 29% e com 1 hora você tem cerca de 56% de carga preenchida.

Câmeras

Um ponto que deixou a desejar no primeiro Hit foi a câmera, e isso segue acontecendo no P10. O aparelho tem três sensores na parte traseira, sendo um principal de 13 megapixels, um secundário com lente ultra-wide de 5 megapixels e um de 2 megapixels para ajudar no modo retrato.

Como era de se esperar, a câmera principal faz um trabalho apenas decente em ambiente favorável, com cores bem saturadas em alguns momentos e HDR limitado. No geral vão ser fotos “postáveis” para redes sociais, mas temos outros modelos de entrada que fazem um trabalho melhor, como o Moto E7 Plus.

E se a câmera principal não chega a empolgar, a ultra-wide também tem seus poréns. Você vai conseguir enquadrar mais do cenário, mas a nitidez cai bastante, os cantos da foto acabam ficando desfocados, as cores tendem para tons mais frios e o software não consegue lidar bem com a distorção da lente.

Principal | Ultra-wide




Em ambiente interno e noturno os problemas das duas câmeras se acentuam, ganhando ainda uma dose extra de ruído e áreas bem escuras caso a fonte de luz não seja suficiente. O modo retrato acaba errando em muitas áreas do recorte, mesmo tendo uma câmera dedicada para ajudar, mas ao menos funciona tanto com pessoas quanto com objetos.

Nas selfies temos qualidade razoável durante o dia, desde que você evite ficar contra uma fonte forte de luz. Já em ambiente noturno a coisa muda de figura, com muitos ruídos, perda de detalhes e um contraste exagerado. O modo retrato não muda muita coisa nas fotos.

Selfies




O Hit P10 grava vídeos em Full HD com as câmeras frontal e principal, não conseguindo gravar vídeos com a ultra-wide. A qualidade de imagens não é das melhores, com muitos tremidos e ruído aparente, além de uma queda acentuada na fluidez em ambientes noturnos, chegando a registrar 12 fps.

Como se não bastasse, ele grava áudio mono de baixa qualidade, com som metalizado que acaba abafado pelo ruído de fundo. Mas pelo menos o foco é ágil no geral.

Software

Um ponto que muita gente fica com pé atrás quando olha para fabricantes menos tradicionais no mercado de celulares é o suporte a atualizações de software, já que tirando a Samsung temos praticamente todas as demais empresas garantindo apenas um update do sistema ou às vezes nem isso.

E o Hit P10 sofre desse mal. O aparelho sai de fábrica com Android 10 e até hoje nem sinal de receber a versão 11 do robozinho, que está em vias de ganhar uma sucessora. Além disso, mesmo updates de segurança são deixados de lado, com o aparelho ainda contando com o pacote de segurança de agosto do ano passado, o que é até estranho se considerarmos que ele foi lançado em dezembro.

Pelo menos a interface é bem limpa e otimizada, apresentando navegação suave, poucos apps pré-instalados e apenas funções já nativas do Android, como gesto para abrir a câmera ao clicar duas vezes no botão de aumentar volume ou usar o leitor de digitais para acessar as notificações.

Rivais

O Hit P10 foi lançado por R$ 1,5 mil, mas felizmente seu preço já caiu bastante desde então e é fácil encontrá-lo abaixo dos mil reais. Isso o coloca em embate direto com outro nacional, o Positivo Q20, que traz conjunto praticamente idêntico mas se mostrou um pouco menos otimizado em desempenho.

Opções melhores nessa faixa de preço seriam principalmente o Moto E7 Plus e o Galaxy A02s, com o modelo da Samsung se destacando pela autonomia de bateria bem maior enquanto o da Motorola tem uma das câmeras mais competentes da categoria.

Pontos fortes e fracos

Pontos positivos

  • Tela com bom nível de brilho
  • Boa autonomia de bateria
  • Software bastante limpo
  • Bom desempenho
  • Boa capacidade de armazenamento

Pontos negativos

  • Câmeras limitadas, especialmente a gravação de vídeos
  • Atualizações incertas
Avaliação final do Tudocelular
Custo - benefício

Com a queda de preço se mostra uma boa opção para quem quer apenas bom desempenho, autonomia de bateria para um dia inteiro e boa capacidade de armazenamento.

Embalagem e características

Caixa bem recheada de acessórios, incluindo extras como fones de ouvido, capa e película protetora.

Comodidade

Aparelho tem tamanho razoável e acabamento com textura para ajudar na pegada, além de vir com capinha.

Facilidade de uso

Sistema limpo e sem rodeios ajuda usuários mais leigos a instalar somente o que vão utilizar, além de contar com gestos úteis na navegação.

Multimídia

Tela de boa qualidade para a categoria, mas resolução apenas HD pode desapontar ao assistir vídeos. Som mono abafado e com distorção notável.

Votação Geral

Philco Hit P10 é um bom aparelho de entrada para quem não liga muito para câmeras, mas tem rivais de peso no mercado nacional que acabam o ofuscando.

Video

Onde Comprar

As melhoras ofertas para o Philco Hit P10