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1.010

Redmi Note 13

Review
Custo - benefício
Embalagem e características
Comodidade
Facilidade de uso
Multimídia
Votação Geral

O TudoCelular já conferiu uma grande parte da vasta família de smartphones Redmi Note 13 e agora chegou a hora de analisar o mais básico para quem busca um celular acessível com conectividade 5G. Será que tivemos uma boa evolução comparado ao modelo anterior? O mais simples da linha é capaz de competir contra os principais rivais da Samsung e Motorola? Essas são perguntas que vamos responder nesta análise.

Acessórios

O Redmi Note 13 5G vem em caixa clara com a ilustração do aparelho na tampa. Além do celular, você recebe os seguintes acessórios:

  • Carregador com 33W de potência
  • Cabo USB no padrão C
  • Guia do usuário
  • Capa de silicone
  • Chavinha da gaveta do SIM Card
Design e conectividade

O design do Redmi Note 13 segue o mesmo padrão de outros da linha. Olhando para a traseira vemos o bloco tradicional quadrado que abriga os três sensores e o flash. O acabamento é liso, diferente do restante da traseira feita em plástico fosco.

Há visual plano, sendo nas laterais de plástico fosco, traseira ou frontal do aparelho. O vidro adotado possui proteção Gorilla Glass 5 para garantir boa resistência contra quedas e riscos, enquanto o Redmi Note 13 vem com certificação IP54 para proteção contra respingos e poeira.

O modelo que testamos é o mais escuro em preto, mas há também opções claras em branco ou azul que deixam as marcas de dedo menos aparentes. Um dos grandes destaques do Redmi Note 13 para o segmento é a sua moldura bastante fina com melhor aproveitamento frontal, sem aquela borda inferior larga que ainda é padrão nos rivais.

O leitor biométrico vem incorporado ao botão de energia na lateral direita. Ele funciona bem, desde que você acerte seu dedo precisamente na pequena área do sensor. Ele traz entrada padrão para fones de ouvido no topo e sua gaveta é do tipo híbrida, o que permite usar dois chips ou abrir mão do segundo para expandir o armazenamento com cartão micro SD.

Em conectividade, temos Wi-Fi de quinta geração para redes de 5 GHz, Bluetooth 5.3, NFC e 5G. Este é mais um celular da Xiaomi a vir com emissor infravermelho no topo que permite usar o celular como controle remoto.

Tela e som

O Redmi Note 13 traz uma tela de 6,67 polegadas do tipo AMOLED com resolução Full HD+ e taxa de atualização de 120 Hz. O seu sensor de toque é capaz de responder até 2160 Hz para uma menor latência, o que pode ajudar a ter melhor desempenho em tarefas que exijam um rápido tempo de resposta.

A tela alcança um bom nível de brilho e chega a ficar no mesmo patamar de alguns celulares mais caros. Por conta do bom painel AMOLED, temos um contraste bastante profundo que gera um preto perfeito, além de amplo ângulo de visão para uma boa visibilidade independente de onde você estiver olhando.

A tela vem no perfil Vívido por padrão para exibir cores saturadas e que distorcem um pouco da realidade. É possível escolher outros perfis com cores mais neutras e também ajustar a temperatura de cores para fugir do tom frio. A taxa de atualização vem por padrão em modo automático que alterna entre 60 e 120 Hz a depender do uso e você pode travar em uma das duas velocidades, caso prefira.

Diferente do restante dos membros da linha que testamos anteriormente, este não traz saída extra de som, o que limita a experiência sonora com áudio mono. Ele até traz equalizador completo com Dolby Atmos, mas que só fará diferença ao ouvir músicas com fone de ouvido.

Pelo menos a potência sonora é boa e fica a par dos modelos mais caros da linha. Há bom equilíbrio entre graves, médios e agudos para uma experiência agradável com filmes, músicas e jogos. Há um modo boost que força bastante o alto-falante para ter som mais alto em locais ruidosos. Ele acaba distorcendo as frequências ao focar bastante nos agudos, então use só em alguns casos.

Desempenho

O Redmi Note 13 vem equipado com o chipset Dimensity 6080 lançado no começo de 2023, mas que na verdade é a versão repaginada do Dimensity 810 lançado pela MediaTek em 2021. Ele é formado por processador octa-core composto por dois núcleos da série A76 em conjunto com seis A55. A GPU é a Mali-G57 MC2.


O modelo que testamos é o mais básico com 6 GB de RAM e 128 GB de armazenamento. Já vimos celulares da Xiaomi com muita memória apresentar falta de otimização no gerenciamento multitarefas. A boa notícia é que mesmo na versão mais simples ainda é possível usar muitos apps sem que tudo fique recarregando em segundo plano. Ele até foi mais ágil que os rivais em nosso teste de velocidade.

Em benchmarks temos pontuações um pouco acima da média, mas não espere um grande salto comparado ao antecessor, especialmente no AnTuTu. Testamos PUBG na qualidade HD com taxa de quadros no Alto e Call of Duty na qualidade média, ambos com extras gráficos desativados para ter uma boa experiência.

Bateria

O Redmi Note 13 vem com bateria de 5.000 mAh, a mesma capacidade presente no seu antecessor. Será que o novo entrega autonomia tão boa quanto antes?


Aqui vem a parte decepcionante: o novo intermediário da Xiaomi chegou a render quase 10 horas a menos em nosso teste de bateria. Ele alcançou média de 24 horas, o que pode não impressionar para o padrão da marca, mas ainda é capaz de durar o dia todo nas mãos dos menos exigentes.


O carregador é o mesmo de 33W e aqui também temos outra notícia decepcionante: mesmo com tamanho similar de bateria, o novo acaba demorando mais para recarregar, ficando mais de 3 horas preso à tomada. Seu carregamento também é lento em cargas curtas: ele recupera apenas 18% em 15 minutos e 25% com meia hora na tomada.

Câmeras

O conjunto fotográfico é formado por câmera de 108 MP que traz o sensor HM6 da Samsung já visto em outros celulares da Xiaomi e também em intermediários de outras fabricantes chinesas. A secundária vem com sensor de 8 MP da OmniVision e lente ultra-wide, enquanto a última que compõe o conjunto tem apenas 2 MP.

O Redmi Note 13 captura boas fotos em dias ensolarados. Mesmo no fim de tarde com o sol de fundo não terá fotos escurecidas graças à ampla faixa dinâmica e o HDR eficiente. Claro que as coisas mudam um pouco quando alternamos para a ultra-wide que registra fotos mais escuras e com menos detalhes.

Principal | Ultra-wide



Cores e contraste são decentes de forma geral. A câmera comprime nove pixels em um por padrão para resultar em fotos de 12 MP. Há modo de 108 MP para capturar na qualidade máxima e ter fotos com menos ruídos, porém não espere um ganho perceptível, o que não compensa o grande espaço armazenado pelos arquivos quatro vezes maiores.

Há dois atalhos para zoom de 2x e 3x. Em ambos temos boa qualidade devido à alta resolução do sensor. A Xiaomi promete o mínimo de perda de qualidade ao fotografar o que está distante e o software realmente tenta entregar isso. Claro que ao usar o zoom máximo terá imagens borradas de baixa qualidade.

Padrão | 108 MP


Zoom


Se busca um bom celular para fazer capturas de pequenos detalhes, então é bom repensar a compra, já que o Redmi Note 13 não se destaca em macros. O desfoque de fundo é eficiente em cenários menos complexos e não chega a limitar o HDR, o que evita aquele fundo estourado como vimos em outros da Xiaomi.

Se a câmera ultra-wide não empolga em fotos diurnas, à noite deixa ainda mais claro as suas limitações. A principal apresenta modo noturno eficiente que prolonga a exposição para capturar mais luz ao mesmo tempo em que o software trabalha no pós-processamento para recuperar detalhes perdidos nas sombras.

Noturno


A câmera frontal de 16 MP faz boas selfies ao acertar nas texturas, cores e tom de pele. Claro que isso muda um pouco em locais com luz mais precária e temos tons mais frios que o ideal, mas sem excesso de ruídos ou queda drástica na nitidez. O modo retrato faz bom desfoque de fundo sem apresentar muitos erros.

Selfies



A filmadora fica limitada pelo hardware simples e captura vídeos a no máximo Full HD. A qualidade dos vídeos fica abaixo do que é visto nas fotos e no máximo terá uma câmera que quebra o galho para fazer filmagens simples. Não há estabilização especial para lidar com os tremidos e o foco é um pouco mais lento que outros da categoria. A captura de som é estéreo e tem qualidade decente.

Software

O Redmi Note 13 é mais um da Xiaomi com a nova interface HyperOS que vem baseada no Android 14. No momento em testamos, ele estava com pacote de segurança alguns meses atrasado, então não espere estar sempre em dia quando o assunto é proteção de software.

Há o recurso extensão de memória que permite dobrar a RAM na tentativa de melhorar o multitarefas. Neste que testamos veio com 2 GB reservados por padrão, podendo escolher 4 ou mesmo 6 GB.

Para quem ainda não conhece a interface sucessora da MIUI, temos uma nova tela de atalhos do sistema e painel de notificações. Agora não há as legendas dos ícones e temos um visual mais limpo e elegante.

O sistema continua tão customizável quanto antes com direito à lojinha tradicional da Xiaomi que oferece diversos temas para instalar. A interface HyperOS vem com nova fonte padrão MiSans. Também tivemos mudanças nos apps nativos, novas opções de pastas com vários tamanhos e pequenos ajustes da gaveta de apps.

Rivais

O Redmi Note 13 é um bom celular acessível com 5G ou há opções melhores da Samsung e Motorola?

O Galaxy A15 tem design mais datado com seu entalhe em formato de gota e bordas mais largas. Sua tela é menor e tem taxa de atualização de apenas 90 Hz, o que limita a fluidez. O desempenho é mais lento no multitarefas, mas a bateria dura bem mais e recarrega mais rápido. Ele também faz boas fotos e tem melhor ultra-wide e filmadora, mas perde no zoom ao capturar o que está distante.

O Moto G54 tem design atual com furo para a câmera de selfies, mas ainda peca com bordas largas. Sua tela traz taxa de atualização de 120 Hz com painel menor do tipo IPS LCD com brilho inferior. Para compensar há som estéreo com boa qualidade. O desempenho é mais lento e a bateria dura um pouco a mais com recarga mais veloz. O G54 captura fotos com cores mais vibrantes, mas também fica devendo na filmadora.

Pontos fortes e fracos

Pontos fortes

  • Design caprichado com bordas finas
  • Tela de 120 Hz com brilho forte
  • Bom desempenho com vários apps
  • Faz boas fotos

Pontos fracos

  • Faltou som estéreo
  • Bateria dura menos que concorrentes
  • Tempo de recarga demorado
  • Filmadora limitada
Avaliação final do Tudocelular
Custo - benefício

O custo-benefício do modelo nacional não é dos melhores, mas o importado vale a pena

Embalagem e características

Embalagem vem com capinha de silicone e carregador com boa potência

Comodidade

O Redmi Note 13 não é desconfortável de usar apenas com uma mão e ainda vem com capinha na caixa

Facilidade de uso

HyperOS traz bons avanços e temos um melhor gerenciamento de RAM do que vimos em intermediários da Xiaomi com MIUI

Multimídia

Tela AMOLED com brilho alto e boas cores; parte sonora merecia áudio estéreo, mas tem boa potência e qualidade

Votação Geral

O Redmi Note 13 mostra bons avanços, mas também tem alguns retrocessos sem sentido

Video

Onde Comprar

As melhoras ofertas para o Redmi Note 13