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Control tinha tudo para ser o melhor jogo do ano | Análise / Review

03 de setembro de 2019 9

Control é um dos maiores lançamentos do ano no mundo dos jogos, especialmente para os fãs de Alan Wake e Quantum Break. O novo título da Remedy Entertainment chega sem a parceria exclusiva com a Microsoft, o que permitiu trazer seu novo game também ao PS4 desta vez.

Se você não sabe de qual estúdio estamos falando, a Remedy foi responsável pelos primeiros jogos da franquia Max Payne, que revolucionou em sua época por inovar com sistema de Bullet Time visto no filme Matrix.

A desenvolvedora sempre veio tentando manter a inovação com seus jogos seguintes, apostando em história complexa e jogabilidade única. E estes são os temperos de Control, que busca diferenciar-se entre tantos lançamentos de 2019.

Mundo mais importante que a história

Enquanto as demais desenvolvedoras criam primeiramente a história base que será o pano de fundo para o mundo do jogo que estão desenvolvendo, a Remedy segue justamente o caminho oposto.

Em Control, o foco é desenvolver um universo que mistura ficção científica com horror, que recebe o nome de “New Weird”, e é justamente isso que você sentirá no primeiro contato com este jogo.

Fica claro que o ponto mais importante não é contar uma boa história para o jogador, mas inseri-lo em um mundo onde nada faz sentido inicialmente, mas à medida que vai sendo explorado as peças começam a se encaixar.

Aqui você encarna na pele de Jesse Faden (interpretada pela atriz Courtney Hope - que também participou de Quantum Break), que possui poderes sobrenaturais e está em busca de seu irmão que sumiu há anos. Recentes pistas levam a agente ao Federal Bureau of Control (FBC) em Nova York, um prédio governamental que foi tomado por uma criatura de outro plano chamada de ‘O Ruído’.


Ao chegar lá você dá de cara com um lugar quase vazio com vários corpos de funcionários pairando no ar, como se estivessem enforcados no teto. E não demora para que alguns deles ganhem vida sobre uma aura vermelha e partam para atacar a recém-chegada protagonista.

Logo no começo ao explorar o local de entrada você chegará na sala do antigo diretor e ao lado de seu corpo está a “Arma de Serviço”, que você usará o tempo inteiro até o final do jogo. Jesse, então, assume o papel de nova diretora do local, mas não por vontade própria.

O lugar é grande e está todo corrompido pela tal entidade planar. Em meio à exploração, você encontrará pessoas que não foram corrompidas pelo Ruído. Através destes personagens será possível entender um pouco do que aconteceu, mas a narrativa não foca muito neste ponto. Para realmente entender bem a trama do jogo, será preciso ler todos documentos e gravações que encontrar pelo caminho.

Como dito, Control é um jogo em que o seu mundo é mais importante que a trama. E como você explora esse universo único é que torna a jogabilidade diferente dos outros lançamentos do ano.

Jogabilidade viciante

OBS.: Trecho acima é do início do jogo para não dar spoilers

Control é um jogo de ação com pegada de RPG – algo que está saturando o mercado dos jogos. A sua mecânica é bem elaborada e permite que o jogador se divirta sem precisar apelar para elementos de customização, e esse é justamente o ponto fraco do jogo.

Pelo mapa você encontrará caixas com itens que servem para construir acessórios para armas e até para a própria Jesse. Eles aprimoram as habilidades e efeitos de combate, como um simples +25% de dano com um determinado tipo de arma ou menor tempo de recarga de uma habilidade.

Por mais que isso possa parecer interessante, obrigará o jogador a varrer o mapa em busca de itens para a construção de aprimoramentos que muitas vezes não fazem tanta diferença – isso se você não tirar um item repetido (sim, o jogo tem loot boxes, infelizmente).

O combate pode ser explorado com a arma que a Jesse encontra no começo do jogo ou usando os seus poderes sobrenaturais. Inclusive, há várias missões secundárias que liberam outros tipos de poderes, como levitação ou escudo de rochas.

Control está com menus e legendas em PT-BR

Você tem apenas uma arma, mas ela é mutável e pode funcionar como uma simples pistola, lançar granadas ou mesmo ser um rifle de mão extremamente poderoso. Para cada “versão” desta arma, você pode equipar aprimoramentos distintos. Assim terá uma arma certa para enfrentar cada tipo de inimigo.

E aqui vem outro ponto fraco da jogabilidade: a variedade de inimigos é bastante limitada, o que torna os combates repetitivos e cansativos depois de algumas horas. Tudo bem que a campanha principal tem apenas 12 horas de duração, mas se você for fazer todas as 16 missões secundárias terá que enfrentar os mesmos inimigos centenas de vezes.

Aliás, por ter elementos de RPG, os inimigos vivem ressurgindo nos mesmos locais que você os enfrentou anteriormente. O maior problema é que o mapa do jogo é meio confuso, o que fará você vagar desnecessariamente por vários lugares e enfrentar os inimigos novamente. Como não há sistema de XP para aprimorar o personagem, o máximo que você ganha é algum item que for derrubado por algum deles – simplesmente é perda de tempo.


A Arma de Serviço tem munição infinita, mas tem limite de balas por pente. A pistola comum tem maior número de balas, porém causa menos dano que os demais tipos. Quando a munição acaba, você precisa esperar alguns segundos até a arma recarregar (a recarga é automática).

Esse pequeno intervalo pode ser suficiente para a morte da personagem se você estiver enfrentando muitos inimigos ao mesmo tempo. O recomendado é que você intercale o uso da arma com os poderes sobrenaturais da Jesse.

O poder básico consiste em arremessar qualquer objeto que estiver próximo de você. E mesmo que não haja nenhum, a personagem arranca concreto do chão para usar como arma. É divertido e que fica ainda melhor quando você aprende a levitar.

Missões secundárias desbloqueiam o uso do escudo (usar o concreto para barra ataques do inimigo), dominação (controlar inimigos fracos para lutarem ao seu lado) e até rebater projéteis dos oponentes, como granadas.

Uso de loot boxes para forçar a exploração é um dos pontos fracos do jogo

Há uma árvore de habilidades que você torra os pontos que ganha ao completar as missões para aprimorar os poderes da Jesse, além de também turbinar sua vida ou barra de energia (que serve para usar os poderes).

O jogo também conta com quebra-cabeças para você solucionar para ter acesso a uma sala trancada ou conseguir algum item necessário para a missão que estiver fazendo.

Eles não são complicados e muitos você entenderá o que tem que fazer em poucos minutos. Talvez o mais complicado seja o mapa. Ele não é nem um pouco intuitivo e você acabará passando pelo mesmo lugar várias vezes até conseguir se orientar.

Pelo menos o jogo oferece os Pontos de Controle, que estão corrompidos inicialmente, mas ao serem liberados servem como pontos de viagem rápida.

Desempenho precário em todas as plataformas

O maior problema com Control é o seu desempenho. O jogo roda mal em todas as plataformas. Para ter 60 fps fluidos você terá que possuir um PC bastante potente, e se fizer questão de usar Ray Tracing, pode esperar por queda drástica no desempenho.

O gráfico do jogo é bonito, especialmente no PC com Ray Tracing ativado. O problema maior fica nos consoles, até mesmo o Xbox One X e PS4 Pro sofrem com constantes engasgos e congelamentos.

Tudo no jogo tem falha de otimização. Ao simplesmente pausar o jogo e voltar, ele para de responder por alguns segundos. Até abrir o mapa é uma tortura. Em alguns momentos ele nem chega a carregar corretamente.

Em Control você enfrenta grupos grandes de inimigos e é justamente nestes momentos que acontecem as lentidões. Morrer por causa de queda dos quadros por segundo é muito frustrante. Isso acontece também com chefões muito grandes – até mesmo rotacionar a câmera é capaz de fazer o jogo engasgar.


Em Control será normal morrer com frequência, o que pode irritar é o tempo de carregamento que leva quase um minuto se você morreu muito longe do último ponto de checagem.

E mesmo com SSD instalado em nosso PS4 Pro, ainda assim era cansativo ter que ficar olhando para telas de carregamento por muito tempo.

Fica claro que o jogo precisa urgentemente de melhor otimização. Vamos torcer para que a Remedy arrume isso o quanto antes, pois esta frustrante experiência acaba comprometendo o grande potencial do game.

Control nos consoles e PC

Control roda na resolução HD no Xbox One (1280 x 720), no PS4 temos 1600 x 900 pixels, no PS4 Pro a resolução de Full HD (1920 x 1080), e por último o Xbox One X com QHD (2560 x 1440).

Os dois consoles mais potentes trazem interface renderizada nativamente em 4K, para evitar serrilhados em textos ao jogar em TV Ultra HD.

O problema fica no desempenho. Em todos há queda de quadros, especialmente nos Xbox One e PS4 que chegam a cair para até 10 fps. PS4 Pro e Xbox One X seguram 30 fps na maior parte do tempo, exceto quando há muitos inimigos na tela e com explosões e tiros para todos os lados.

Requisitos mínimos para jogar no PC

  • Processador: Intel Core i5-7500 operando a 3.4GHz ou AMD Ryzen 3 1300X operando a 3.5GHz
  • Memória RAM: 8 GB DDR
  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1060 / AMD Radeon RX 580
  • Memória RAM da GPU: 6 GB
  • DirectX: 11
  • Sistema Operacional: Windows 7 ou superior (64-bit)

Especificações de hardware recomendadas

  • Processador: Intel Core i5-8600 operando a 3.6GHz ou AMD Ryzen 7 2700X operando a 3.7GHz
  • Memória RAM: 16 GB DDR
  • Placa de vídeo: NVIDIA GeForce GTX 1080 Ti ou AMD Radeon Vega VII
  • Memória RAM da GPU: 11 GB
  • DirectX: 11 ou 12
  • Sistema Operacional: Windows 10 (64-bit)
Vale a pena?

Não... pelo menos não por enquanto. Control é um jogo com ambientação única, jogabilidade divertida e história intrigante. Ele tinha tudo para ser o melhor jogo do ano, mas peca pelos combates excessivos e repetitivos, abuso de loot boxes e péssimo desempenho especialmente nos consoles.

Às vezes menos é mais, e isso poderia ter sido aplicado aqui. Não precisa meter inimigos na tela o tempo todo para entreter o jogador e nem inserir elementos de RPG para tornar o game atrativo para o público atual.

Control conquista pelo seu universo diferente com uma trama que faz o jogador raciocinar para entender o que está acontecendo. Usar os poderes da Jesse com a arma metamórfica realmente é interessante, pena que a falta de otimização torne a experiência frustrante.

Este é um jogo que vale a pena jogar, mas não agora. Espere que a Remedy arrume os problemas de otimização e com o tempo o preço também cairá tornando a compra recomendada.

Control foi testado pelo TudoCelular no PS4 Pro


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Comentários

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