LOADING...
Faça login e
comente
Usuário ou Email
Senha
Esqueceu sua senha?
Ou
Registrar e
publicar
Você está quase pronto! Agora definir o seu nome de usuário e senha.
Usuário
Email
Senha
Senha
» Anuncie » Envie uma dica Ei, você é um redator, programador ou web designer? Estamos contratando!

Galaxy Z Fold 2: dobrando melhor do que você esperava | Hands-on em vídeo

08 de novembro de 2020 24

Já faz um tempinho desde que o Galaxy Z Fold 2 foi lançado lá fora, mas agora ele entrou em pré-venda no país. Esse é o sucessor do Galaxy Z Fold, o primeiro dobrável da Samsung e que chegou caro ao Brasil.

E se essa primeira versão tinha muitos poréns para o preço que custava, essa nova versão promete melhorias, como bordas mais finas e correção de erros de projeto.

Quer saber como ele se saiu em nossos testes, se ele é mesmo uma evolução do anterior e se ele vale mesmo quase 15 mil reais? Confira agora nosso hands-on desse menino no TudoCelular.com.

Índice do hands-on

Design e construção

Conseguimos testar o Z Fold 2 em praticamente todos os cenários e situações possíveis. Assim, foi possível realmente avaliar a solidez da nova estrutura, a qualidade dos materiais e a segurança de uso das duas telas.

Comparado com a geração anterior, que teve um lançamento problemático justamente nesse quesito, o Z Fold 2 está bem diferente. Embora o conceito geral seja praticamente o mesmo, detalhes e aparência foram aprimorados e refinados.

A comparação entre as duas gerações é forte, é até possível dizer que ele parece uma terceira geração, dois anos à frente do modelo de 2019.

O design está mais elegante e limpo, o corpo tem construção melhor, os elementos estruturais foram refinados. A dobradiça melhorou consideravelmente, e podemos até dizer que é a melhor solução para um smartphone dobrável em um produto que esteja no mercado atualmente.

O módulo de câmeras segue o padrão da marca para este ano, mas não é tão grande quanto o do Note 20 Ultra por ter também sensores menores.

Quando fechado, o Z Fold 2 passa uma boa sensação de solidez e não há elementos que possam fazer pensar que ele esteja mais frágil em alguma parte, sendo ainda em alumínio. No visual, ele traz elementos clássicos da linha Galaxy do segundo semestre de 2020, sendo uma mistura da série Galaxy Note 20 com o novo Samsung Galaxy S20 FE.

128.2 x 159.2 x 16.8 mm
7.6 polegadas - 2208x1768 px
Ir para página de comparação

A moldura interna da tela está melhor, e não é mais colada e feita em plástico de qualidade inferior como o primeiro Fold. Agora, é uma peça bem fixada e com melhor qualidade de construção. Ele está quase do mesmo tamanho, um pouco mais espesso e pesado. E, pelo preço, não ter qualquer proteção contra água é preocupante.

O mesmo se aplica à parte da dobradiça que agora foi fechada, vedada e não permite mais a entrada de poeira. E mesmo se alguma sujeira entrar nessa região, ela logo será expulsa pelas escovinhas que a Samsung colocou junto ao mecanismo, em um sistema que limpa tudo a cada abertura e fechamento.

Mas nem todos os Galaxy Z Fold 2 são iguais. Dependendo da cor, a sensação nas mãos é diferente, como na série Note 20. A cor bronze tem acabamento mate na traseira, com a vantagem de atrair menos marcas de dedo, mas com a desvantagem de ser mais escorregadio. Até mesmo sobre uma mesa ele pode se mexer sozinho.

A versão preta, por outro lado, acumula digitais facilmente e tem uma pegada boa nas mãos por ter o corpo brilhante. Em resumo, se você tinha medo da fragilidade da primeira versão do Fold, pode ficar mais tranquilo com um celular que realmente teve melhora na qualidade.

Tela e som

O Z Fold 2 é um dos poucos gadgets existentes com duas telas, uma delas dobrável. Começando pelo display externo, a qualidade é muito boa e, apesar da resolução não ser alta, tem boa nitidez e é bem visível em todas as condições, com excelentes cores em um Super AMOLED de 6.23 polegadas a 60Hz.

Ela ainda é estreita e apertada, mas aumentou de tamanho em relação ao anterior e é boa para ser utilizada com apenas uma mão. A película aplicada de fábrica é discreta, oleofóbica, mas não muito resistente a arranhões.

Já o display interno é completamente diferente. É outra tecnologia, sendo uma Dynamic AMOLED 2X com taxa de atualização de 120Hz e suporte a HDR10+. Além disso, por ser bem grande, com 7.6 polegadas, a alta taxa de atualização é perceptível e faz diferença.


A imagem é fluida e agradável. As cores são excelentes, a visibilidade externa é boa e o brilho está mais forte em relação ao modelo anterior.

A dobra está lá, dá para ver e sentir claramente. Para sermos honestos, nem há uma grande diferença em relação ao primeiro Galaxy Fold nesse quesito mas, provavelmente também graças à película já aplicada, é menos perceptível.

Depois de alguns dias você perde aquela sensação ruim ao passar o dedo nessa dobra e acaba nem vendo muito o vinco quando olha para ele de frente e se acostuma.

Porém, é uma película de má qualidade. Além de encher a tela de impressões digitais, pega muita sujeira e fica discrepante em relação ao corpo do celular. Diferente da do ano passado, essa você pode retirar sem quebrar a tela, mas para quê desperdiçar uma película?


Com ela você não risca a tela e é difícil arranhá-la com a unha. A tela embaixo é extremamente delicada e, mesmo com a unha, arranha facilmente, sendo em vidro ultrafino. A esperança fica em algum fabricante que consiga produzir uma película de qualidade melhor do que essa oficial.

Os ajustes de cores são os clássicos da Samsung e o notch em furo ficou bem mais discreto em relação ao enorme entalhe da geração anterior, praticamente não prejudicando o uso, ainda mais na hora de assistir conteúdos em tela cheia.

E o áudio é, de forma surpreendente, um ponto forte do Z Fold 2. E se para fazer chamadas ele já melhorou e está muito bom, os alto-falantes estéreo fazem a diferença. O volume é bem alto, com som envolvente, limpo e audível.

O posicionamento dos falantes na metade com display externo também permite que você aproveite conteúdo multimídia mesmo quando ele está fechado em modo de espera, prático para ser usado em deslocamentos no dia a dia.

Hardware

Se há algo a comemorar aqui é o fato de que esse é um topo de linha da Samsung que finalmente chega com processador Snapdragon 865+ de ponta, sendo geralmente superior ao conjunto com processador Exynos da Samsung que vem sendo apresentado em outros smartphones poderosos da empresa, como o S20 Ultra e o Note 20 Ultra.

Ele performa bem em qualquer atividade em que foi testado. Claro, ainda precisamos de testes mais precisos e padronizados, mas com esse conjunto é possível rodar qualquer jogo sem engasgos e ter uma boa multitarefa.

A Samsung gosta de trazer o que há de mais atual em conexões, o que é ótimo em um celular tão caro, e não falta nada em termos de conectividade. O Bluetooth é de última geração, assim como o Wi-Fi 6 presente, complementado por GPS e NFC.

Ele é dual SIM, sendo que um dos chips fica dentro do aparelho, é um eSIM. Ele já possui acesso a rede 5G e funciona com o DSS das operadoras nacionais.

Câmeras

Fotograficamente falando, o Z Fold 2 não é surpreendente e nem inovador. É uma configuração bem comum da Samsung, trazendo três sensores de 12 megapixels, sendo as extras uma ultrawide e uma telefoto.

Esse conjunto não é comparável com outros topos de linha da Samsung, como os da série S20 e Note 20, que possuem sensores de até 108 megapixels. Digamos que ele esteja mais em uma configuração de Galaxy S20 FE e, portanto, traz excelentes fotos durante o dia com o algoritmo da Samsung.

As capturas têm cores brilhantes, céu azul mesmo se nublado, alta saturação e aquela pátina de sempre, tipo um filtro de beleza, que ainda empastela o rosto das pessoas, embora também faça belos retratos (mesmo que menos reais).

À noite, a qualidade cai e você não chega ao nível de um Galaxy S20+ ou Galaxy Note 20 Ultra, mas ainda assim ele se sai bem. Os vídeos, infelizmente, ficam em 4K a 60fps. Para o preço do aparelho, é uma câmera que poderia dar mais.

Mas, por ser único, seu software para fotos reflete a flexibilidade do smartphone. Não só é possível tirar proveito de todas as câmeras internas e externas, mas também as telas se adaptam ao cenário de uso.

Ao dobrar a tela interna, você terá uma interface dedicada com a galeria na lateral. Uma das opções disponíveis é poder obter um efeito de espelho mostrando o que você está prestes a fotografar no visor externo.

Se quiser, você também pode usar as três câmeras traseiras para tirar uma selfie grande angular ou com zoom. Resumindo, um uso realmente projetado para aproveitar ao máximo o potencial do formato Fold.

Bateria

A combinação do Snapdragon 865 Plus a 12 GB de RAM e uso misto entre tela interna e externa tornam o Z Fold 2 um companheiro confiável para todo um dia de uso mesmo com 4.500 mAh de bateria.

Passamos 5 horas de tela mesmo com um uso exigente do aparelho, mas ainda precisamos passar este aparelho por nossos extensos testes de bateria.

Em condições normais chegamos a 6 horas com utilização a partir das 7 horas da manhã e terminando o dia por volta das 23 horas. Ele conta com carregador rápido de 25W na caixa, além de carregamento rápido sem fio e carregamento reverso.

Sistema

O trabalho realizado pela Samsung a nível do software no Z Fold 2 é incomparável no mercado e é melhor do que o desenvolvimento feito pelo Google no Android Stock. E isso se dá pelo fato de que é bem diferente usar este celular aberto ou fechado.

Ele vem com o Android 10 e é contemplado pelos três anos de atualizações da Samsung. A experiência do software é fluida, flexível, responsiva e livre de atrasos, fazendo deste o mais rápido e agradável Fold que a Samsung já fez.

São necessários alguns dias até que você pegue o hábito com ele, afinal é um aparelho grande, pesado e com uma alma dupla que deve ser entendida. E há tantas coisas a serem exploradas no software que apenas algumas semanas de uso levam a um melhor conhecimento.

O gerenciamento da home de cada tela é diferente e você precisa configurar cada um deles separadamente. Graças ao aumento da tela externa, finalmente o Fold pode ser usado de verdade quando ele está fechado. E é muito bom usar ele nesse modo, com o contra de que o teclado é bem incômodo nessa tela estreita, melhorando com o uso do Swype.

Por dentro, o Fold 2 pode ser comparado a um tablet, e isso obviamente traz uma experiência diferente, até melhor do que a parte externa. Coisas como o gerenciamento das janelas, a divisão da tela em até 3 elementos, o redimensionamento de aplicativos, as janelas flutuantes, as notificações popup, tudo isso funciona muito bem, melhor do que qualquer concorrente dobrável.

Durante o uso, não passamos por nenhum travamento, mostrando que a Samsung dominou bem essa parte, que vem com a OneUI atualizada para a versão 2.5. Tudo se resume ao pacote Good Lock, uma série de pequenos módulos feitos pela Samsung para personalizar o aparelho que transforma o jeito de usar o Fold.

Entre os destaques há o MultiStar, que permite várias janelas para todos os aplicativos ignorando quaisquer limites de tamanho de aplicativos de terceiros e facilitando o redimensionamento variado.

Outras funções boas são a operação com apenas uma mão, que também melhora a navegação por gestos, trazendo mais opções como abrir apps, abrir menus, desligar a tela e outros.

O assistente de som traz novidades como reproduzir áudio de duas fontes diferentes, como YouTube e Netflix juntos, por exemplo, ou reproduzir em dois lugares distintos, como fones e áudio externo.

E há também o modo DeX, que mesmo não estando disponível no Z Fold 2 em si, pode ser acessado por uma tela externa usando cabo ou até mesmo sem fios. E isso faz deste aparelho um centro de operações de trabalho onde você for, deixando até mesmo o notebook de lado. Basta usar junto um mouse e teclado Bluetooth.

Considerações finais

Não há, no Brasil, até este momento, nenhum outro smartphone que consiga competir de igual para igual com o Samsung Galaxy Z Fold 2. Temos de dobráveis por aqui o Motorola Razr e o Galaxy Z Flip, mas eles dobram diferente e pertencem a outro nicho. O software também é um diferencial.

Quanto ao preço, ele chegou a dois mil dólares no exterior, algo mais do que 11 mil reais. Aqui, está na pré-venda por R$ 14.000, com direito a brindes como os fones Buds Live e o relógio inteligente Watch 3.

É um aparelho incrível, mas pelo preço mais alto do Brasil só deve ser comprado se você realmente quiser ter a experiência das duas telas. Se a questão é o processamento, câmeras ou bateria, diversos topos de linha, até mesmo o Note 20 Ultra da Samsung, vão custar menos e entregar bem mais.

E aí, quando você acha que os dobráveis custarão um preço mais próximo da realidade? Você gostaria de ter um smartphone dobrável? Conte para nós aí nos comentários, queremos saber!

O Samsung Galaxy Z Fold 2 está disponível na FastShop por R$ 12.599. Para ver as outras 9 ofertas clique aqui.
(atualizado em 29 de novembro de 2020, às 08:14)

24

Comentários

Galaxy Z Fold 2: dobrando melhor do que você esperava | Hands-on em vídeo
Android

Black Friday 2020 TudoCelular: as melhores promoções em celular

Android

Encontre ofertas e compare preços com o TudoCelular | Guia Black Friday 2020

Android

O melhor celular para comprar na Black Friday 2020

Especiais

Nada de Black Fraude! Ferramenta do TudoCelular desvenda ofertas falsas