
Curiosidade 30 Mar
Desde que os efeitos do aquecimento global passaram a ser observados nitidamente pela população, as autoridades procuram formas de reduzir a emissão de poluentes no setor industrial e no meio de transporte em cidades grandes.
A China, país mais populoso do mundo, viu sua economia crescer muito nos últimos trinta anos, e com isso, sua poluição de carbono triplicou para que se tornasse o país de maior índice de emissão do poluente, com 27% das emissões de gases responsáveis pelo efeito estufa em todo o mundo, conforme aponta pesquisa do Rhodium Group.
Os números têm como base a economia de carvão do país, que consome quase 50% do mineral e lidera nas emissões absolutas de dióxido de carbono. As estimativas do ano de 2019 indicam que o país emitiu a quantidade recorde de mais de 14 mil toneladas métricas de gases poluentes, superando as emissões de todos os outros países desenvolvidos.
A maioria desses países vêm mantendo a poluição abaixo da média de forma estável — a China detém uma média de 10,1 toneladas de emissão do poluente por pessoa, pouco abaixo da média de 10,5 toneladas limitadas pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de 37 nações.
Em 2018, o governo chinês suspendeu uma proibição da instalação de novas usinas do mineral que vigorava no país, visando reduzir a poluição gerada pela indústria de energia. Embora tenha adotado a energia de fonte renovável massivamente através de painéis solares e turbinas eólicas, fontes de energia poluentes ainda são principais.
Vale ressaltar que o histórico de poluição do país asiático é relativamente curto se comparado aos outros países desenvolvidos, que utilizaram o carvão como recurso de energia por séculos e, consequentemente, acarretaram os efeitos do aquecimento global atuais, como o perceptível aumento do nível do mar.
De maneira mais otimista, os preços da energia solar e eólica estão caindo no país, enquanto o carvão se mantém desnecessariamente caro e arcaico. Porém, isso poderia impactar a economia da China de forma negativa, visto que possui milhares de usinas de carvão em diversos países, com mais de cem gigawatts financiados pelas empresas chinesas.
Conforme especificado durante o Acordo de Paris, que busca medidas de redução de emissão de gases estufa, a China detalhou que ainda deverá atingir seu pico de poluição no ano de 2030, então reduzindo as emissões para zero trinta anos depois. Apesar de viável, essa é uma promessa "altamente insuficiente", conforme o Climate Action Tracker, órgão analista independente.
A pandemia do coronavírus fez necessário o isolamento social que, curiosamente, teve um impacto positivo na questão do meio ambiente. Com tráfego reduzido, imagens de satélite puderam observar uma poluição de curto prazo significativamente reduzida. Apesar do desmatamento, o país caminha a favor de um melhor relacionamento com o meio ambiente.
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