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Coronavírus: CoronaVac é eficaz contra variante Ômicron, aponta novo estudo preliminar

14 de janeiro de 2022 10

Atualização (14/01/2022) por LL

Um estudo preliminar realizado por pesquisadores de universidades chinesas aponta que a vacina CoronaVac, produzida pelo Instituto Butantan e pelo laboratório chinês Sinovac, tem efetividade na neutralização da variante Ômicron do coronavírus.

O resultado do estudo, que foi publicado na revista científica Emerging Microbes & Infections, contradiz pesquisas prévias que apontaram a vacina como ineficaz mesmo após a aplicação de uma dose de reforço, sendo necessárias duas doses extras para gerar uma resposta satisfatória no organismo.

No entanto, apesar de já ter sido publicado e passado por revisão de pares, o artigo médico-científico contém dados observados em laboratório, o que ainda não demonstra se há a mesma efetividade na população em geral.

Para o estudo, os pesquisadores usaram pseudovírus contendo a proteína Spike de sete variantes do vírus Sars-CoV-2, incluindo a Ômicron. O experimento utilizou plasma sanguíneo de pessoas vacinadas com a CoronaVac e também de pessoas com infecção prévia.

Foram analisados anticorpos neutralizantes de 16 pessoas recuperadas da Covid-19 e também de 20 pessoas que haviam tomado duas doses da vacina CoronaVac. O estudo não incluiu pessoas que tomaram doses de reforço.

No caso das pessoas que tiveram a infecção prévia, foi observada uma redução de 10,5 vezes da neutralização contra a variante Ômicron, enquanto nos indivíduos que tomaram as duas doses da vacina CoronaVac a redução média foi de 12,5 vezes.

CoronaVac teria maior eficácia diante da variante Ômicron que duas doses de vacinas de RNA mensageiro, como a da Pfizer.

De acordo com os autores do trabalho, o resultado demonstra maior eficácia da CoronaVac diante da variante Ômicron que duas doses de vacinas de RNA mensageiro, como a Pfizer/BioNTech, que apresentaram diminuição de 22, 30 e até 180 vezes da neutralização.

Mesmo assim, os autores destacam que a comparação dos estudos da CoronaVac com a Pfizer pode ter problemas, já que a diferença encontrada entre eles pode ser atribuída a ensaios diferentes ou amostras diferentes.

Especialistas que leram o estudo publicado na revista científica dizem que ainda faltam dados para que seja possível afirmar que duas doses da CoronaVac são suficientes para neutralizar a Ômicron. Eles destacam que faltam dados, por exemplo, de resposta celular, e que o resultado observado com anticorpos neutralizantes nem sempre corresponde ao que é observado em cenários epidemiológicos reais.

Dose de reforço pode ajudar

O Instituto Butantan divulgou que um outro estudo, feito no Chile e que ainda não foi publicado, demonstrou que três doses da CoronaVac foram capazes de reforçar a resposta imunológica celular contra a variante Ômicron. Para a pesquisa, foi analisado um grupo de 24 pessoas com ciclo vacinal completo feito com a CoronaVac e que haviam recebido uma dose de reforço do mesmo imunizante após seis meses.

Estudos já indicaram que a vacina CoronaVac precisará de uma atualização para combater a variante Ômicron do coronavírus por não ser eficaz mesmo com uma dose de reforço. Agora um estudo publicado na plataforma medRxiv indica que é possível proteger pacientes com duas doses de reforço, mas de outro imunizante que já está sendo amplamente distribuído.

O estudo foi elaborado após especialistas notarem que aqueles que receberam a CoronaVac não apresentam resposta imune suficiente para combater a variante Ômicron, que é muito mais contagiosa que a Delta e já representa mais de 31% dos casos de Covid-19 no Brasil.

O recente surgimento da variante Ômicron está levantando preocupações por causa de sua alta transmissibilidade e por suas numerosas mutações com potencial para evitar anticorpos.

Dessa forma, podemos entender porque diversas organizações de saúde já recomendam e realizam aplicações de doses de reforço em pessoas que já foram vacinados, afinal o combate ao vírus também impede que ele se reproduza no organismo, gerando novas mutações como foi o caso da Ômicron.

Akiko Iwasaka, que leciona medicina na Universidade de Yale e esteve envolvida no estudo comentou:

Em termos de saúde pública, duas doses de CoronaVac são insuficientes para neutralizar a Ômicron. Portanto, quem tomou CoronaVac pode precisar de duas doses de reforço adicionais para atingir os níveis necessários contra a variante.


Segundo o estudo, testes envolvendo duas doses de reforço com a vacina da Pfizer foram capazes de gerar a resposta imune adequada nos indivíduos.

O estudo ainda diz:

Avaliamos os efeitos de um reforço da vacina BNT162b2 [a vacina da Pfizer] na imunidade dos participantes que receberam duas doses de CoronaVac e descobrimos que induz níveis elevados de anticorpos.

Apesar de tudo, o estudo ainda passará por revisão de pares, onde podem ser feitos ajustes, pois esta versão ainda é preliminar.


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