
Segurança 14 Out
09 de junho de 2023 0
Um tratamento experimental com transplante de células-tronco desenvolvido por pesquisadores da Weill Cornell Medicine, nos Estados Unidos, pode ser a cura para o diabetes. O estudo sobre o tratamento foi publicado na revista Nature Cell Biology indicando resultados promissores.
O tratamento é baseado no transplante de células-tronco do estômago humano para controlar naturalmente o nível de açúcar no sangue. Dessa forma, os cientistas esperam substituir a rotina diária de exames e aplicações de insulina que milhões de pessoas com diabetes no mundo todo precisam enfrentar.
Primeiro os médicos coletam células-tronco do estômago do próprio paciente por meio de uma endoscopia. Estas células são reprogramadas para agirem como pancreáticas chamadas de betas.
Depois as células betas são reinseridas no corpo do paciente e funcionam no lugar das células do pâncreas, que secretam insulina para manter o nível de açúcar no sangue controlado.
Neste caso, o tratamento tem duas vantagens diretas: a primeira é o fim das injeções de insulina e a segunda é a segurança, pois como o material para o tratamento vem do próprio paciente, a taxa de rejeição até agora foi zero.
Além disso, as células-tronco são eficazes tanto para quem têm diabetes tipo 1 quanto 2. Pois as betas conseguem suprir as células betas destruídas pelo sistema imunológico do tipo 1 e a baixa saturação delas em organismos com o tipo 2.
Os testes estão em fase pré-clínica com ratos em laboratório. Apesar disso, os especialistas da Weill Cornell Medicine dizem que os resultados são promissores, com células produzindo insulina e mantendo a glicose controlada nos roedores por seis meses.
Joe Zhou, professor de medicina regenerativa na Weill Cornell Medicine comentou os resultados dizendo:
Este é um estudo de prova de conceito que nos dá uma base sólida para o desenvolvimento de um tratamento, baseado nas próprias células dos pacientes, para diabetes tipo 1 e diabetes tipo 2 grave.
Agora mais testes são necessários para avaliar qual a eficácia do tratamento a longo prazo e sua segurança. Só assim os testes em humanos podem ser autorizados pela FDA, que é equivalente a Anvisa nos Estados Unidos. Sendo assim, pode levar mais tempo até que vejamos novos resultados e o estudo evolua para um tratamento para toda a população.
Vale lembrar que este não é o único estudo no mundo com foco em substituir as aplicações de insulina. Um implante de pâncreas artificial realizado no Brasil promete obter resultados semelhantes, embora ainda seja um tratamento mais invasivo.
Enquanto isso, eletrônicos como o Huawei Watch 4 já podem indicar que níveis de glicose no sangue estão alterados sem uso de agulhas, melhorando a qualidade de vida de pessoas com a doença crônica.
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