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Stop Hate for Profit: mais empresas retiram anúncios e se juntam ao boicote ao Facebook

30 de junho de 2020 10

Ontem vimos que o Facebook está enfrentando um grande problema com alguns anunciantes em suas plataformas, que resolveram parar de utilizar as redes sociais de Mark Zuckerberg para anunciar seus produtos enquanto o empresário não tomar uma atitude definitiva quanto às publicações que contém discurso de ódio ou qualquer conteúdo ofensivo na plataforma.

E essa revolta não é apenas com as várias publicações ofensivas que são encontradas na plataforma diariamente, mas também com algumas específicas, incluindo as do presidente norte-americano Donald Trump, que ocasionalmente está no centro de alguma polêmica envolvendo suas declarações que são espalhadas pelas redes sociais. Isso chegou a tal ponto que de deixar até os funcionários do Facebook irritados com a postura “condescendente” da empresa para com o chefe de estado.

Agora, sem ver o CEO de uma das maiores empresas do mundo tomar uma atitude contra os discursos de ódio encontrados nas plataformas do grupo do Facebook, algumas empresas – grandes, diga-se de passagem – decidiram boicotar a companhia e parar de anunciar seus produtos nessas páginas. Isso acarretará ao Facebook uma grande perda de lucros relacionados à propaganda.

Até agora Coca-Cola e Unilever divulgaram que não mais anunciariam na plataforma até ver mudanças significativas na moderação dos conteúdos. No entanto mais empresas se uniram aos dois conglomerados e anunciaram que também vão aderir ao Stop Hate for Profit, sendo: Verizon, Patagonia, The North Face, Hershey, Honda e Ben & Jerry.

O que é o Stop Hate for Benefit

O movimento começou com a união de diversas organizações norte-americanas que lutam pelos direitos civis no país, que começaram o “protesto” no dia 17 de junho. Dentro dessa união estão grandes nomes da luta por um sistema igualitário, como a Liga Anti-Difamação, a NAACP – Associação Nacional para o Progresso de Pessoas de Cor –, a Color of Change e os Sleeping Giants.

Além da remoção de conteúdos ofensivos das plataformas, o grupo ainda pede mudanças mais radicais, como a contratação de um executivo de nível C com vasto conhecimento em direitos civis para conduzir uma auditoria paralela para verificar discursos de ódios ou desinformação nas redes sociais. O projeto do grupo ainda prevê o reembolso para anunciantes que tiverem suas publicidades postadas “ao lado” de publicações ofensivas e/ou de discursos de ódio.

A união ainda pede que seja aplicado um treinamento adequado para moderadores de conteúdo humanos, para que uma análise mais minuciosa seja feita em cada caso, afim de diminuir – ou até mesmo zerar – as publicações ofensivas nas plataformas.

O impacto para o grupo Facebook

Talvez, considerando toda o lucro anual da empresa com outros anunciantes ou com seus próprios produtos, o impacto financeiro não seja tão grande, ao ponto de causar grandes prejuízos para Mark Zuckerberg.

Só no ano passado, por exemplo, a empresa teve um lucro de US$ 70 bilhões (R$ 378 bilhões), apenas com receitas de anúncios. É claro que, apenas com a retirada da Coca-cola e da Unilever, já há uma perda de US$ 56 bilhões (equivalente a R$ a aproximadamente R$ 302 bilhões), no entanto alguns especialistas preveem que a perda maior da empresa será simbólica, principalmente se houver uma grande divulgação – e consequentemente uma maior adesão – do boicote.

A empresa já se posicionou e declarou que vai tentar acatar aos pedidos das grandes empresas anunciantes em suas plataformas. A vice-presidente de soluções de marketing global do Facebook, Carolyn Everson, disse que a empresa segue “focada no importante trabalho de remover o discurso de ódio e fornecer informações críticas sobre votação” e que eles estão engajados em “conversas com profissionais de marketing e organizações de direitos civis sobre como, juntos, podemos ser uma força para o bem.”

Mark Zuckerberg disse ainda que a empresa aplica novas restrições a conteúdos odiosos em anúncios, proibindo propagandas que incentivem divisões raciais. No entanto o CEO não disse nada à respeito das publicações não pagas que carregam esse mesmo conteúdo.


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