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Coronavírus: como analisar pico e curva da pandemia no Brasil | Detetive TudoCelular

21 de maio de 2020 4

Estudos divulgados nesta semana – dirigidos por pesquisadores da Coppe/UFRJ, Marinha do Brasil e Universidade de Bordeaux (FRA) – indicam que o pico da pandemia do novo coronavírus em solo brasileiro acontecerá ainda nos próximos dias, com estabilização em julho.

Por outro lado, nesta quinta-feira (21), houve o registro da maior quantidade de óbitos no país em 24 horas – 1.188 mortes – e a quantidade de novos casos diários ainda não tem baixado – como mostra o Relatório Diário atualizado pelo TudoCelular.

Em meio a esse cenário, medidas de isolamento social ainda são implementadas em boa parte do território nacional, na busca do tão desejado “achatamento” da curva de contaminação.

Mas como saber se o Brasil já passou do chamado “pico” da Covid-19? E quais são as formas de se checar se a curva realmente tomou um rumo menos avançado? Esta coluna irá explicar como você consegue avaliar cada um dos itens.

Qual é o pico?

Para que se passe do chamado “pico” da doença, o número de pessoas infectadas no país precisa cair. Em países que estão com a pandemia na descendente, nas semanas próximas ao pico, o número de novos casos diários passa a baixar.

No caso da Itália, uma das primeiras grandes impactadas pelo SARS-CoV-2, a ascendência dos novos casos registrados aconteceu no dia 21 de março. Já o ponto mais alto no gráfico de casos ativos ocorreu somente em 19 de abril. Ou seja, praticamente um mês após a descendente.

Imagem: Worldometers
Imagem: Worldometers

Dentro do território da Espanha, que chegou a ocupar as primeiras posições em contaminados e mortes durante semanas, também levou mais de 20 dias para passar do pico da doença.

O país ibérico começou a baixar em novos casos no dia 1º de abril e atingiu o topo dos casos ativos no dia 23 do mesmo mês.

Imagem: Worldometers
Imagem: Worldometers

Um local que deve estar próximo de baixar seus números de pacientes ativos consiste nos Estados Unidos. O número de novos casos começou a baixar depois do dia 24 de abril.

Apesar de a curva de casos ativos ainda estar em crescimento, é possível conferir no gráfico que já não há um crescimento na quantidade de pessoas infectadas como houve no começo da pandemia no país – o que mostra a proximidade da queda de casos.

Imagem: Worldometers
Imagem: Worldometers

Chegamos no pico?

No Brasil, a situação ainda se mostra incerta, ao comparar os gráficos. Isso porque tanto os novos casos quanto o número de pessoas com Covid-19 no momento permanecem batendo recordes diários.

Caso o país siga a tendência dos principais países do mundo que já superaram a pandemia, ainda deverá levar algo em torno de três semanas para que a doença regrida no território nacional. Isto é, se o número de novos contaminados começar a baixar de forma expressiva nos próximos dias.

Imagem: Ministério da Saúde
Imagem: Worldometers
Curva foi “achatada”?

Apesar de os números se manterem crescentes em solo tupiniquim, o contágio das pessoas pelo coronavírus parece não ter seguido o mesmo ritmo de quando a doença chegou ao país. Isso é mostrado na troca de escalas no gráfico.

No lugar de analisar números brutos pela escala linear, o chamado “achatamento” da curva se observa pela logarítmica. Esta, diferente daquela, traduz a proporcionalidade do avanço do vírus.

E por que é ela que se usa para medir a evolução das infecções? Devido ao fato de a transmissão também ser contada por proporcionalidade. No começo dos casos em São Paulo, por exemplo, estimava-se que uma pessoa transmitia para outras seis. Estas seis, por sua vez, passariam para mais seis cada, ou seja, mais 36 indivíduos. E assim por diante.

A escala logarítmica exibe exatamente um cenário semelhante. No caso do gráfico do site da Universidade Johns Hopkins, a medição se dá a cada 10 vezes. Confira a seguir como foi modificada a situação do Brasil a partir do dia 24 de março, quando a quarentena foi decretada no epicentro da doença no país: o estado de São Paulo:

Imagem: Johns Hopkins

O gráfico sinaliza que as pessoas deixaram de levar o vírus a mais cerca de seis outros indivíduos, o que impediu um aumento maior no número de casos. Em outras palavras, é a comprovação de que as medidas de distanciamento social e outros cuidados foram efetivos no controle da pandemia.

Na prática, esse achatamento significa que a pandemia demorará mais para passar no Brasil, mas o tempo a mais também protegeu o sistema de saúde, para que ele se preparasse para cuidar de todos os necessitados e não tivesse de fazer escolhas por quem se trata ou não. É o caso exemplificado nesta animação da Universidade de Washington, publicado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida:

Número de mortes

Ao analisar o número bruto de mortos pela Covid-19 no país neste momento, é possível conferir que somente o Brasil, além dos Estados Unidos, têm apresentado quatro dígitos diários de vítimas fatais pela doença.

No total de mortes, o Brasil está – no momento de publicação desta matéria – em sexto (20.047), atrás de países como Estados Unidos (96.210), Reino Unido (36.042), Itália (32.486), França (28.215) e Espanha (27.940).


Apesar de ainda não se conhecer os números finais de óbitos em decorrência do SARS-CoV-2 no mundo, o Brasil tem apresentado uma mortalidade abaixo desses outros países em dois principais aspectos que precisam ser analisados.

Um é sobre a taxa de letalidade da doença, que é de 6,5% atualmente aqui. Nos países europeus à frente em números brutos, devido à rapidez que o coronavírus chegou e derrubou os sistemas de saúde, esses índices ficam entre 10% e 15%. Apenas os Estados Unidos – entre os países com mais falecimentos – ficam atrás, com 5,9%.

O segundo ponto é o impacto na população em geral. O Brasil conta com 94 mortes por milhão de habitantes, o que o coloca em 26º no ranking mundial. Em outras palavras, a proporção de vítimas com o número total de brasileiros não é tão alta como em outras grandes potências mundiais. Mas vale ressaltar que os números ainda não estão consolidados.

Recuperados: a esperança

Segundo os dados do Ministério da Saúde para esta quinta-feira (21), já há 125.960 pessoas recuperadas da Covid-19 no território brasileiro – 9.277 a mais do que a atualização do dia anterior. Isso equivale a cerca de 40,6% de todos os casos descobertos até agora.

Quando o Brasil passar do pico da doença, a tendência é que o número de curados da doença a cada 24 horas supere a quantidade total de novos infectados. Ou seja, este será outro indicador de que o país estará superando a pandemia.

E aí, quais são as suas previsões para o pico da Covid-19 no Brasil? Relate para a gente no espaço abaixo.


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